O consumo de alimentos vencidos pode causar muitos problemas a saúde. A maioria das pessoas pensa que o fato de alimento estar congelado e com a data de validade vencida não faz mal algum. Porém, o fato do alimento estar congelado não vai alterar os danos para a saúde. Saiba mais sobre os perigos de consumir alimentos vencidos.
Alimentos vencidos podem causar sérios problemas a saúde dos consumidores. (Foto: divulgação)
Cuidado com a data de validade
Durante as compras, as pessoas se preocupam somente com a aparência dos alimentos, já que ela também indica se eles estão adequados ou não para o consumo. Porém, quando se tratam de alimentos industrializados (principalmente os refrigerados) as preocupações vão além da aparência.
Desde 1980, existe uma lei no Brasil que exige que as indústrias de alimentos estampem de forma visível nas embalagens informações indispensáveis do produto, como data de fabricação, validade, peso e lote.
Até o dia do vencimento, as empresas garantem a qualidade dos produtos. Após esse período, o fabricante não se responsabiliza mais sobre o consumo desse alimento. Sendo assim, é indispensável ter cuidado com a data de validade dos alimentos.
A intoxicação alimentar é um dos problemas que pode ser causado pelo consumo de alimentos vencidos. (Foto: divulgação)
São vários os perigos do consumo de alimentos vencidos para a saúde. Dentre os principais problemas e sintomas causados estão:
Diarreia
Dores estomacais
Infecção alimentar
Intoxicação alimentar
Vômitos
Cólicas
O comprometimento da saúde dos indivíduos que consumirem produtos vencidos vai depender do alimento que foi ingerido, das quantidades, do tempo de vencimento e de outros fatores. Sendo assim, é indispensável prestar atenção na validade dos alimentos na hora da compra.
Na hora da compra é indispensável ter cuidado com a validade dos alimentos. (Foto: divulgação)
Os alimentos vencidos podem causar sérios problemas a saúde dos consumidores. Dentre os problemas mais graves está a intoxicação alimentar que pode causar sérios desconfortos para o indivíduo e colocar até sua vida em risco. O ideal é ficar atento para a data de validade de cada alimento na hora da compra. Tenha cuidado também com os produtos em promoção, pois costumam estar próximos do vencimento ou já estarem vencidos.
Um dos problemas que mais afetam os bebês e que deixam muitas mães apreensivas é o soluço, em especial, quando são “mães de primeira viagem”. No entanto, não é necessário muita preocupação diante desse sintoma. Isso porque os soluços nada mais são do que alterações das contrações do diafragma (músculo localizado entre a parte superior e inferior do tórax). Tendo isso em vista, separamos algumas dicas de como acabar com o soluço do bebê.
Os soluços dos bebês deixam muitas mães apreensivas. (Foto: divulgação)
Conhecendo mais sobre os soluços
Muitos bebês sofrem com o aparecimento dos soluços. Sua manifestação está diretamente ligada à alteração na contração do músculo diafragma. Este tem como função essencial, estabilizar a respiração. Ele está localizado no tórax, logo abaixo dos pulmões e divide a parte superior do tórax, da inferior. Devido à alteração dos padrões de contração do diafragma, ocorre a entrada brusca de ar dentro dos pulmões, resultando no soluço. Um problema que deixa muitas mães, preocupadas.
Principais problemas relacionados aos soluços
Os soluços se desenvolvem pela alteração da contração do diafragma. Essa modificação tem como causas principais:
Temperaturas frias;
Correntes de ar;
Estômago do bebê muito cheio.
No caso do bebê ter mamado demais ou ter ingerido mais comida do que o ideal é possível colaborar com o desaparecimento dos soluços. Para isso, basta segurar o bebê no colo com as costas apoiadas na barriga da mãe, de forma a deixar a barriga dele livre. Essa posição evita que o diafragma seja comprimido, colaborando com o retorno da contração normal do diafragma.
Manter o bebê no colo, após as refeições, evita o aparecimento do soluço. (Foto: divulgação)
Dicas para acabar com o soluço do bebê
Após compreender um pouco mais sobre o aparecimento dos soluços em bebês, separamos abaixo algumas dicas de como combatê-los.
Alimente o bebê no tempo ideal. Essa atitude evita que ele exagere nas refeições ou mamadas posteriores;
Verifique se o bebê está com frio ou se está recebendo corrente de ar. Caso isso seja comprovado, busque aquecê-lo de maneira adequada;
Após fornecer o alimento, permaneça com o bebê no colo até que ele faça a digestão completa, em torno de 10 a 20 minutos.
diversas causas estão relacionadas ao aparecimento do soluço nos bebês. (Foto: divulgação)
A ocorrência de soluços em bebês é muito comum. Porém, para acabar com o soluço do bebê é relativamente fácil. Após conhecer as dicas, basta coloca-las em pratica e colaborar com o alivio desse sintoma. No entanto, é importante ressaltar que, caso o bebê apresente soluços frequentes, vale a pena buscar a orientação de um especialista. Uma forma de deixar as mães tranquilas e evitar futuras consequências.
Todos os tipos de cabelos necessitam de cuidados especiais, principalmente os tingidos. A exposição ao sol, água do mar, piscina e outros fatores são prejudiciais a saúde dos fios. Oscabelos claros exigem cuidados redobrados, pois possuem maior tendência para perder pigmentos devido a porosidade. Pensando nisso, selecionamos dicas de cuidados com cabelos claros. Confira.
Os cabelos claros necessitam de cuidados especiais. (Foto: divulgação)
Beleza dos cabelos claros
Os cabelos claros fazem parte da cabeça de grande parte das mulheres de todo o mundo. Os loiros ganham destaque nos salões de beleza e por onde passam chamam a atenção. Porém, para que eles fiquem sempre bonitos e sedutores, é preciso ter alguns cuidados especiais.
Sendo os cabelos claros naturais ou artificiais, necessitam de tratamentos mais intensos. A descoloração dos fios agride sua estrutura, deixando-os mais fracos e quebradiços, necessitando de cuidados especiais para manter sua beleza. Os cabelos claros naturais também são mais frágeis e merecem cuidados específicos.
O uso de xampu e condicionador deve ser específico. (Foto: divulgação)
1. Os cabelos claros necessitam de uso de xampus e condicionados específicos e de excelentequalidade. Existem diversas marcas e linhas específicas para essa coloração de fios. O ideal é optar pelo uso de produtos sem sal.
2. As hidratações devem ser feitas constantemente, o ideal é fazer uma vez por semana. Os produtos com queratina são os mais indicados, pois devolvem o brilho, a força e a maciez dos fios. O silicone é um componente que ajuda a evitar as pontas duplas, excelente para os cabelos claros.
3. O uso de cremes com proteção solar é essencial para a exposição dos cabelos ao sol. O mais indicado é usar produtos específicos para cabelos claros.
4. Cauterização é um tratamento indicado para cabelos claros, pois utiliza a queratina. Eles necessitam da reposição desse componente para que fiquem sempre bonitos, principalmente os claros artificiais.
5. A escova e chapinha deixam os cabelos ainda mais frágeis, sendo necessário diminuir a utilização delas. O uso de produtos termo protetores é indispensável para os cabelos submetidos a esse processo.
As hidratações são indispensáveis para manter a beleza dos fios claros. (Foto: divulgação)
Os cabelos claros necessitam de cuidados diários para manter a beleza dos fios. As hidratações devem ser feitas semanalmente, o uso de filtro solar é indispensável, xampus e condicionadores devem ser específicos e de excelente qualidade. Cuidados com a tintura também são essenciais, para evitar que agridam os fios. Cuide bem dos seus cabelos claros e arrase no visual.
Toda mulher adora se maquiar, especialmente para eventos noturnos. Geralmente, quanto mais elaborada a maquiagem, mais lindas e poderosas as mulheres se sentem. Contudo, há noites em que bate aquela vontade de usar um make up mais simples, mais leve e com cores mais delicadas. É possível fazer diversos tipos de maquiagem simples para sair à noite. Não é necessário estar, sempre, com o rosto pintado de forma extremamente elaborada. Muitas vezes, ao usar apenas um batom de cor mais acentuada ou fazer um simples traço com delineador já muda totalmente o visual, sem a necessidade de esconder demais os verdadeiros detalhes do rosto.
Com poucos produtos, é possível ficar bonita e elegante para sair à noite (Foto: Divulgação)
A maquiagem simples não é útil apenas nas noites em que ser um look mais clean. Muitas mulheres têm dificuldade em se maquiar e acabam, sempre, pedindo a ajuda de alguém que tenha mais desenvoltura com as mãos. Pode ocorrer de não haver ninguém para ajudar. Nestes momentos, é bom se contentar com o pouco que se pode fazer sozinha, para não correr o risco de pintar o rosto de forma incorreta, estragando o visual. Por isso, selecionamos alguns exemplos de maquiagens simples para sair à noite e vamos mostrar às mulheres como é possível ficar linda, usando poucos produtos.
Maquiagem simples com delineador
Quem tem habilidade para fazer traços com delineador pode usar deste artifício para fazer umamaquiagem simples e bonita. Basta preparar a pele, como de costume, com base e pó facial. Em seguida, é só usar cores suaves de sombra (pode ser com brilho, também, para iluminar o olhar), fazendo um traço fino com delineador preto, puxando mais no canto externo do olho, do tipo “gatinho”. Para finalizar, basta aplicar o blush que mais gosta e o batom. Se desejar, pode cobrir os lábios com gloss.
Um simples traço de delineador pode fazer toda a diferença (Foto: Divulgação)
Maquiagem simples para a noite
Quem não quiser usar delineador também pode fazer uma linda e simples maquiagem para a noite. Veja o exemplo, abaixo:
Pouca sombra e um leve esfumaçado, em preto (Foto: Divulgação)
Pele devidamente preparada, blush e batom corais e um leve esfumaçado em preto, cobrindo a sombra grafite ou prateada são, praticamente, suficientes para se conseguir uma maquiagem simples e sofisticada. Para acentuar o olhar, basta caprichar na aplicação de lápis preto, na linha d’água. Pode-se, também, usar um pouco de glitter para dar um brilho especial, finalizando com uma camada generosa de rímel.
Se por outro lado, a mulher não quiser usar quase nada, também é possível conseguir um efeito incrível, fazendo apenas uma maquiagem simples com cílios postiços. Um pouco de blush, batom e rímel são mais que suficientes, quando associados à beleza marcante deste tipo de aplique para os olhos:
O efeito incrível dos cílios postiços (Foto: Divulgação)
Para finalizar, mostramos um exemplo de maquiagem simples para sair à noite, feita com uma cor marcante de sombra. Basta escolher um tom moderno e que se destaque nos olhos, aplicando-o junto ao rímel e lápis preto. Finalize com blush e batom suaves.
Olhos destacados com sombras de cores vivas (Foto: Divulgação)
Viu como é fácil ficar bonita, usando poucos produtos? Se quiser um look simples e elegante para sair à noite, pode apostar, sem medo, nos exemplos que mostramos, acima.
Kevin era uma criança estranha e sua mãe, Eva, sempre soube que faltava algo ao menino. O filho jamais demonstrou afeto por ela. Tinha atitudes cruéis e gostava de subjugá-la dia após dia. Influenciada pela omissão do pai, Eva jamais consegue encarar o problema do menino. O resultado é uma tragédia – além de uma mãe se sentindo constantemente culpada pelas atitudes do filho. Ficção ou verdade? Neste caso, trata-se de um filme: “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, estrelado por Tilda Swinton, John C. Reilly e Ezra Miller, com estreia nesta sexta-feira (27) no Brasil. Mas ao assisti-lo, angustiante do início ao fim, é impossível a uma mãe não se perguntar: e se fosse o filho da vizinha ao lado? Ou mesmo meu filho?
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Eva e Kevin: culpa impede a mãe de reconhecer o problema do filho
É possível distinguir uma maldade infantil natural, típica da idade, de um sério distúrbio que pode resultar em um comportamento psicopata. Mas detectar esse distúrbio é delicado e os pais devem levar em consideração diversos fatores. “Se juntarmos repetição de um comportamento agressivo ou maldoso sem motivo aparente; generalizado, ou seja, a criança não é agressiva apenas na escola ou em casa; ausência de arrependimento e culpa; falta de afetividade; dificuldade de lidar com frustrações e total falta de empatia com o sofrimento alheio, temos fortes indicativos de que tem algo errado com a criança”, enumera Ana Beatriz Barbosa Silva, médica psiquiatra e autora de “Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado” (Editora Objetiva).
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No filme, mãe e filho não desenvolvem laços afetivos durante a infância
Afeto
A falta de afetividade na infância é um dos indicativos mais preocupantes. As crianças tendem a ser naturalmente encantadas com seus pais. Já para quem tem transtorno de conduta isso não vem de forma tão natural. Na verdade, o afeto gratuito – ou seja, sem que a criança ganhe algo em troca, como um brinquedo ou um doce – é praticamente inexistente.
Outro sinal é o gosto pelo sofrimento, seja de outra pessoa ou de um animal. “Se você tem um filho com 10 anos que continua fazendo xixi na cama – a enurese noturna tardia é apontada por muitos especialistas como um dos sinais da presença de transtorno de conduta – e mata filhotes de animais significa que ele vai se tornar um psicopata quando for adulto? Não, mas significa que ele não está bem”, alerta Ilana Casoy, especialista em Criminologia e escritora.
A idade também é fator importante na equação. “O comportamento agressivo apresentado por uma criança de três anos não tem o mesmo significado do apresentado aos nove ou 10 anos. A etapa de desenvolvimento das faixas etárias é diferente”, afirma a médica psiquiatra da infância e juventude Tatiana Assumpção.
Tatiana ressalta que uma criança não pode ser diagnosticada como psicopata. O termo correto para os menores de 18 anos é transtorno de conduta ou de personalidade. Isso porque as crianças não têm a personalidade totalmente formada e a condição ainda pode ser minimizada.
Mesmo com tantos sinais, não é fácil reconhecer em seu filho uma criança com distúrbios que podem levar a uma psicopatia na vida adulta. A dificuldade, que segundo especialistas é mais latente nas mães do que nos pais, pode tirar da criança a possibilidade de uma vida em sociedade mais harmoniosa.
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Na adolescência, a condição não reconhecida de Kevin leva a tragédia à família e à comunidade onde eles vivem
Consequências
Essa vida mais próxima do que muitos consideram normal pode ser possível através de um trabalho de contenção de impulsos. A criança precisa aprender desde cedo que suas atitudes podem trazer sérias consequências. Para acostumá-la com essa noção do que pode e o que não pode é preciso que os pais sejam rígidos e não amoleçam durante o processo. “Tirar coisas de que a criança gosta é o caminho mais indicado na infância. Mas não pode deixar brincar com o videogame só um pouquinho. Tirar significa tirar mesmo. Precisa ser firme”, afirma Ana Beatriz.
Quando esse esforço é feito precocemente, a criança vai aprender que não pode quebrar algumas regras porque dessa forma vai se prejudicar. O sentimento do outro continua não sendo importante, mas pelo menos ela não sofrerá perdas. “Essas crianças não têm alteração intelectual ou cognitiva. O que falta mesmo é a empatia pelo outro. O problema da perversidade não é a inteligência, e sim a falta de afetividade”, diz Ana Beatriz.
Aos pais que tentam conter uma perversidade excessiva de seus filhos resta lembrar que ninguém vai conseguir ensiná-los a amar. O que se pode fazer é moldá-los de tal forma que tenham medo de desrespeitar as regras da convivência em sociedade. Ana Beatriz esclarece que a perversidade não é apenas matar, e sim não ter empatia. “Estima-se que 4% da população mundial sofra com esse transtorno, sendo 3% leves e moderados que não matam ninguém. Inclusive eles podem ser até bem sucedidos em diversas áreas de sua vida”.
Não basta que uma criança jogue futebol na sala e quebre um vaso para ser diagnosticada por pais apressados com hiperatividade, assim como não basta ter dificuldades em matemática para receber o rótulo de distúrbio de aprendizagem. Diagnosticar um problema psicológico não é simples e é preciso eliminar outros motivos – como a falta de limites – antes de chegar a uma conclusão segura.
Com a ajuda de cinco psiquiatras, enumeramos quatro problemas que podem afetar o seu filho durante a infância e ensinamos a distinguir manha ou indisciplina de um possível transtorno. O diagnóstico final só pode ser feito por um especialista.
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Isolado, o comportamento hiperativo não significa que a criança tenha o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
Estudo realizado pela Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, e publicado no “American Pediatrics” no início do ano mostrou que o número de crianças diagnosticadas com o transtorno aumentou 66% entre os anos 2000 e 2010 no país. Dados da Food and Drug Administration (FDA) registram um aumento de 46% na prescrição de remédios para tratar o problema no mesmo período. Na Alemanha, um estudo feito pelas Universidades de Bochum e Basel mostrou que o transtorno está sendo diagnosticado em exagero.
O TDAH acabou se tornando um “fenômeno cultural” e, para Cacilda Amorim, diretora clínica do IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção, pessoas leigas andam se autodiagnosticando dentro de casa e influenciando o diagnóstico de profissionais. Os sintomas do TDAH são comuns e não há um exame de sangue que o identifique, tornando fácil para os pais rotularem os filhos antes de o levarem a um especialista.
A criança com o transtorno apresenta desatenção e a hiperatividade com uma intensidade muito superior se comparada às crianças de mesma faixa etária. “Se essa discrepância não existe, provavelmente o problema é de outra ordem”, diz Cacilda.
E se seu filho é um furacão em casa, mas não há queixas da escola, esqueça o TDAH. A criança com o transtorno apresenta o mesmo comportamento em mais de uma situação ou ambiente. “Muitas circunstâncias podem dar origem a um quadro de hiperatividade, como um conflito familiar ou um estresse pós-traumático”. Mas se existem suspeitas de ser mesmo TDAH, procurar um especialista confiável é imprescindível.
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Dificuldades para ler e escrever podem ter origem em problemas oftalmológicos
A dislexia aparece quando a criança entra no primeiro ano do Fundamental, por volta dos seis anos, ao começar a ler e escrever. “Ela tem dificuldades de processamento de informação e na associação de som com letra” diz a psiquiatra Cinthia Wilmers de Sá, da Associação Brasileira de Dislexia (ABD). O diagnóstico é obtido a partir de uma avaliação multidisciplinar.
Mas dificuldades para aprender a ler e escrever são, até certo ponto, absolutamente normais. E problemas de outra ordem também devem ser eliminados. “A criança pode ter dificuldade para enxergar ou ouvir”, diz Cinthia.
Não existe criança que não queira aprender. Por isso, se a dificuldade persiste e ela demonstra irritabilidade quando precisa ler ou se recusa a fazer lição, pode estar usando os recursos que têm para demonstrar que algo está errado. Procure um especialista na área.
Transtorno Desafiador Opositivo
Crianças que questionam a autoridade e desafiam regras com frequência podem sofrer do problema. Para distingui-lo de indisciplina, o psiquiatra do Hospital e Maternidade São Luiz Renato Mancini recomenda observar se a criança mostra, recorrentemente, a predileção por quebrar regras e desobedecer. Se os pais já se sentem sem autoridade , é importante buscar auxílio.
Mas nem todos concordam sobre o transtorno. Para o educador e psiquiatra Içami Tiba, autor de “A Família de Alta Performance” (Integrare Editora), o problema não existe. “É resultado de má educação consagrada, que se edifica com pais muito complacentes que querem fazer a vontade dos filhos”. Segundo ele, o que hoje é visto como transtorno pode ser somente um filho mimado.
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Transtorno Desafiador Opositivo: diagnóstico correto exige observação de longo prazo e profissional
Transtorno de Ansiedade de Separação
De acordo com Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp, a criança com o transtorno apresenta sofrimento intenso ao ser separada das figuras de ligação – mãe, pai ou cuidador. Isso costuma acontecer por volta dos seis anos de idade, quando elas precisam ir para a escola .
O que deve ser levado em consideração quando há suspeita do problema, segundo Renato Mancini, é o quão incômodo aquilo se torna. No começo da vida escolar, é comum que a criança passe por uma adaptação, mas se ela chora ou mesmo vomita na hora de sair de perto dos pais, pode ser que o problema seja mais intenso. “Sintomas persistentes e disfuncionais devem ser investigados por um profissional”, diz Gattás.