terça-feira, 22 de janeiro de 2013


Pediatras fazem campanha contra o uso de andadores para bebês

Brasília -  A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) começou nesta segunda-feira campanha contra o uso de andadores para bebês. A entidade diz que há pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador e que em um terço destes casos as lesões são graves. Os pediatras explicam que bebês que usam o equipamento levam mais tempo para ficar de pé e para caminhar sem apoio, engatinham menos e têm resultados inferiores em testes de desenvolvimento.
O exercício físico também é prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele dê mais mobilidade e velocidade, a criança precisa gastar menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa sem ajuda.
Um dos principais fatores de risco para traumas em crianças, de acordo com a SBP, é dar a ela mais independência do que sua idade permite. Tendo essa liberdade, a criança pode ter acesso a objetos e locais que podem provocar queimaduras, intoxicações e afogamentos. Ainda esta semana, a SBP vai se reunir com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para que os dois órgãos possam discutir a segurança do andador e as providências possíveis.
Em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, desde 2010 o uso de andadores por crianças em creches e escolas públicas é proibido. Isso ocorreu depois da morte de uma criança de 10 meses, que caiu enquanto usava um andador. Rui Wolf, o pediatra que atendeu à criança, entrou com denúncia no Ministério Público, que em seguida recomendou que a prefeitura proibisse o uso do equipamento. “A venda de andadores deveria ser proibida em todo o Brasil”, diz Wolf.
Geraldo Henrique Soares, pediatra professor da Faculdade de Medicina de Botucatu e que já atendeu muitas crianças que sofreram acidente envolvendo andadores, acredita que o equipamento mais propicia acidentes do que ajuda no desenvolvimento infantil.
“Eu acho que o pai estimular a criança e respeitar as fases dela é que vai favorecer o desenvolvimento da criança. Muitas vezes a criança ainda não tem condições de suportar nem o próprio peso e, usando andador, ela não vai ter condições de manter a posição ereta quando vier algum obstáculo”, diz Geraldo, acrescentando que muitas vezes a criança muito pequena pode ter lesões nas articulações e na musculatura pelo uso de andador.
As informações são da Agência Brasil

Videogame mostra hábitos alimentares saudáveis e que ajudam a perder peso

Rio -  A obesidade é um problema cada vez mais grave no Brasil. De acordo com a última pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde, praticamente a metade (48,5%) dos brasileiros está acima do peso. Destes, 15,8% são considerados obesos. Pensando nisso, a equipe de desenvolvedores da Ludo Educa Jogos criou um videogame chamado ‘Coma Bem’, que ensina hábitos alimentares saudáveis.

“A ideia do jogo é mostrar que é fácil fazer uma boa dieta com uma seleção de alimentos equilibrada”, explica o coordenador da equipe e professor do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Élson Longo.

Para começar o jogo, a pessoa escolhe um personagem, do sexo masculino ou feminino. Depois, o jogador deve pegar os alimentos saudáveis que caem na tela, como alface, berinjela ou frango, e evitar os gordurosos, como refrigerantes, fritas ou hambúrgueres. Para cada escolha correta, são adicionados cinco pontos ao placar. Para cada decisão equivocada, são subtraídos dez.

Ao todo, o jogo tem cinco níveis. Conforme avança, a pessoa recebe dicas sobre como ter uma dieta equilibrada. Evitar frituras e fazer as refeições em intervalos de três horas são alguns dos conselhos oferecidos. “Temos recebido a visita de muitas crianças que ainda não foram alfabetizadas. Por isso, vamos sonorizar as mensagens que trazem as dicas de alimentação para que todos consigam absorvê-las”, antecipa Longo.

Para jogar, acesse www.ludoeducajogos.com.br.

Um bom café da manhã é o 1º passo

Para o professor Élson Longo, uma das medidas mais importantes para evitar a má alimentação é um café da manhã completo. “Quando pulamos o café, ficamos menos seletivos na hora do almoço e escolhemos alimentos gordurosos. Um bom café da manhã é essencial para fazer boas refeições durante o dia”, afirma Longo.

Orientações

- Consuma alimentos ricos em fibras;

- Evite gorduras à noite. Se ingeridas perto da hora de dormir, o corpo tem dificuldades de digeri-las e elas se acumulam nos vasos sanguíneos;

- Coma o mínimo de açúcares possível (pães, grãos, guloseimas etc.);

- Prefira a carne do peixe, a mais rica em proteínas. Em seguida, escolha a de aves. Por último, escolha a carne vermelha nas refeições;

- Ingira pelo menos duas frutas por dia.

Milton Cunha: Caçando sorrisos

Rio -  Diogo Vilela apresenta um Barroso soturno. Cujo único dilema é aceitar ou não o convite de seus fantasmas, para ir desfilar no Império Serrano de 1964. O compositor na penumbra de seu leito de morte, contando sua vida. Muita obra-prima cantada, todas inexplicavelmente contidas, como a ‘Aquarela de Silas’. Eu vislumbro um Ary solar, épico, porque sempre vi a Baixa do Sapateiro pelos acordes dele: tabuleiros e baianas na ladeira, por entre moleques e malandros; com palmeiras brilhosas e jandaias coloridas. Um Brasil luxo só, orgulhoso do mulato isoneiro. Eu quis verão e veio inverno total.
Se o coqueiro dá coco, sambista dá sorriso? Nem sempre. E um dos desafios da coluna ‘Direto da Cidade do Samba’, que estou assinando no nosso O DIA, é mostrar alguns personagens das escolas, sorrindo. Como a divina professora Rosa Magalhães, que atendendo ao pedido do fotógrafo abriu seu lenço em asas, e caiu na gargalhada. Foi uma Rosa inusitada, exibicionista. Me lembrei do lançamento em que Hollywood anunciava “Greta Garbo ri”, para atrair os fãs da atriz que estranhavam o fato de ela ser tão gélida. E aí parti para o Barracão da Beija-Flor buscando a seguinte manchete: Laíla ri! E conseguimos um bom sorriso do Mestre do Carnaval, colocando-o ao lado de um velho amigo, no qual ele confia plenamente. Já o presidente da Tijuca, Fernando Horta, respondeu para o fotógrafo: “Não sou homem de sorrisos. Você não vai querer mudar minha personalidade, né?” E das poses registradas, numa única ele está sorrindo. O bom português foi flagrado num descuido de riso, e agora temos a prova definitiva de que os brutos também amam, digo, sorriem! Na minha fantasia infantil, todos os envolvidos em Carnaval eram sempre sorridentes. Mas a folia tem todo o tipo de gente, as mais variadas formas de existir e isto é ótimo porque a diversidade é rica. Tem até o sujeito que, segundo um poderoso diretor de Carnaval, carrega o guarda-chuva que o Aroeira desenhou, onde a tempestade é só dentro da copa da sombrinha, e lá fora faz um dia lindo.
Acho que a maioria do povo do Carnaval é bem-humorada, e 50% deles passam a vida a sorrir. E, representando esta categoria “pra cima”, elejo a eterna porta-bandeira Maria Helena nossa estrela absoluta: este final de semana eu a vi rodopiando, louca, sozinha, na frente das escolas, sempre muito aplaudida e acarinhada pelo grande público, que a respeita e ampara. Uma senhora porta (sem) bandeira, a sambista sem pavilhão, que, em sua loucura, por ser feliz, roda e mira a multidão longe nas arquibancadas, fazendo mesuras. Seu sorriso é maior que a Sapucaí, e vara nossos corações escolhedores da alegria. O sorriso do desfilante é a grande arma do ziriguidum contra o enfarte e o enfadonho.

Geiza Rocha: O senhor dos anéis e a saga dos royalties

Rio -  A obsessão dos estados não produtores pelos royalties de petróleo guarda semelhança com a cobiça em torno do anel da trilogia ‘Senhor dos Anéis’. Para protegê-lo, Sméagol mata o melhor amigo, se isola e se torna a mais feia das criaturas. No filme, o anel passa para as mãos do hobbit Frodo, e ele enfrenta uma saga para não deixá-lo cair nas mãos do mal. Numa cena, o anel fica num círculo formado pelas mais diversas criaturas. Até as que eram do bem passam a cobiçá-lo com olhos do mal.
Na história que se trava no Congresso desde 2010, o anel são os royalties. Em nome dele, escreveram cenas de ficção política. Passaram por cima dos contratos firmados, do Pacto Federativo, da Constituição, da solidariedade que se deve reger uma federação de estados irmãos.
No filme, o anel tem o poder de cegar. Na vida real, os royalties também. Foi preciso que a voz da razão viesse através da intervenção do Judiciário, impedindo que nosso Parlamento, num momento em que se transformou na mais bizarra das criaturas, votasse em um só dia mais de 3 mil vetos, alguns deles engavetados há anos, só para colocar as mãos naquele que lhe interessava.
Uma insanidade coletiva que revela a total ausência de escrúpulos e uma ambição capaz de qualquer coisa, inclusive prejudicar estados irmãos em minoria, produtores de petróleo, retirando deles recursos que existem para compensá-los por tudo de ruim que essa indústria extrativista e finita por natureza provoca.
As tragédias ambientais e o aumento da população nas cidades produtoras e sua consequente demanda por serviços públicos são apenas a parte mais visível disso.
Sméagol é, na verdade, uma criatura frágil. Ele se esconde nas sombras para defender um objeto inanimado que o encantou pelo brilho. Ao colocar os royalties na frente de tudo e todos, o Congresso se fragiliza porque faz isso mesmo sabendo que a decisão final, inevitavelmente, será do Judiciário. Será o preço da cegueira provocada pelo brilho de um anel feito de ouro negro.
Jornalista, secretária-geral do Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro


Siro Darlan: Casamento para todos

Rio -  Num mundo globalizado que anuncia a falência desse modelo de Estado, a dignidade humana é o elemento mais exigente do paradigma que se procura para restaurar a ordem internacional. Um novo futuro com dignidade para a geração que vai receber o peso desse legado. Nesse contexto, a redefinição da família nos termos que a sociedade propõe é necessidade de coerência entre o real e o legal. É inevitável a rediscussão do casamento como formas de união afetiva entre as pessoas. O casamento para todos constitui um progresso social exigível para haver coerência com a prática constatada pelos números do IBGE.
O debate segue intensivo de um lado e de outro do Atlântico. Enquanto a Assembleia Nacional Francesa discute os valores sociais, éticos e religiosos para aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a intelectualidade americana continua reagindo; alguns estados submetem o debate a sufrágios populares, e outros resistem ao debate, afirmando que o casamento é a união de um homem com uma mulher. Essa resistência hipócrita a uma radical revisão da natureza do casamento se contrapõe à própria evolução social e cultural que afirma ser inevitável a revisão desse conceito.
O casamento é a união de dois corações que se amam e de dois corpos que se complementam sexualmente. Para uns, este último requisito tem por finalidade única a reprodução. Na verdade a própria definição de amor é complexa e variada, já que o amor de um pai pelo filho ou pela filha pela mãe não exigem necessariamente um complemento reprodutor. No fundo se dois homens ou duas mulheres se casarem o que vai distinguir essa relação das demais será a intensidade ou a prioridade afetiva.
As pessoas que através de um liame sentimental se unem, independentemente do gênero, não estão obrigadas à reprodução, e a grande maioria das relações sexuais modernamente não deságua na reprodução. Portanto, não será essa última que vai qualificar ou não um encontro afetivo entre duas pessoas.
Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e membro da Associação Juízes para a Democracia


Karla Rondon Prado: Qual o seu prazer secreto?

Rio -  Meu mundo por um café com leite, pensou, desejando muito sentir o cheirinho do café fresco e dosar a medida exata de leite para chegar na cor que a satisfaz. Mas, naquela semana, Dora resolveu pegar leve — nem café com leite podia. Foi checar o Facebook e logo viu um post do amigo Fabiano: “Tem alguém berrando o amor de madrugada nos bares? Ou está todo mundo acordando cedo pra tomar suco ‘detox’?”. Vinda de um fim de semana de excessos, de amor berrando e corpo desenferrujando, olhou para o copo de refresco de abacaxi, hortelã e chia, a semente da vez, e tentou não ser dura: viu equilíbrio em nome do sábado e domingo bem vividos.

No dia seguinte de chuva, sem dinheiro na carteira e com apenas dez minutos para chegar, pensou no café com leite e no quanto todos dão valor a uma coisa quando perdem. No quanto uma pequena ação como beber um café com leite quentinho enternece. Se tem um clichê que é fato nesta vida é este: quando a gente fica sem, sente falta, quer de volta. É claro que é possível livrar-se dos excessos, viver com menos. Mas tem sempre aquela dose bem pequena que nos dá coragem e nos fala tanto. Aquele prazer mínimo que quase ninguém sabe.

Uma vez, com um amigo, resolvemos fazer, cada um, a lista do que nos fazia bem. Se faltasse tempo e dinheiro, e até um pouco de saúde, uma gripe nos abatesse, o que nos traria aquele conforto calmante? Morri de rir ao ler a lista dele. Entre as coisas, tinha: “Jogar banana estragada fora”. Como assim? Que prazer é esse? Como jogar banana estragada fora pode fazer parte da rotina de alguém e, pior, trazer algum prazer? Ele me explicou que não tinha coragem de arrancar algumas frutas da penca para não deixar a pior parte para os outros. Sendo assim, levava no mínimo a dúzia para casa e não conseguia comer tudo. Ao longo da semana, via cada uma passando de amarelo canário a marrom sem poder fazer nada, pois não dava conta de comer aquilo tudo e, quando via que já estavam marrons e prontas para irem ao lixo, ficava aliviado: não ia mais estragá-las e poderia comprar fresquinhas para comer. Por que não transformá-las em doce? Vai entender.

Cada um tem seus segredos, seus sonhos, seus planos. O que é bom para você não é bom para mim. Se isso te faz feliz não quer dizer que me fará feliz também. “O que seria do azul se todos gostassem do amarelo?” — pergunta frequente de Dora. Não desconfio dos gostos pessoais. São autênticos, verdadeiros, estão no DNA.
E-mail: karlaprado@odianet.com.br


Edson Santos: Falta de luz e de compromisso

Rio -  Os milhões de brasileiros que tiveram aumento de renda na última década contribuem decisivamente para o desenvolvimento do país. Não apenas com seu trabalho, mas também pela forma como empregam seus salários. As pessoas estão comendo melhor, vestindo melhor suas famílias e tendo a oportunidade de equipar melhor suas casas com geladeiras, aparelhos de ar condicionado e outros itens. Consumindo mais, ajudaram as segurar as pontas da economia brasileira nestes tempos bicudos de crise do capitalismo global.

Consequência bastante visível do processo de inclusão social é o aumento da demanda por energia elétrica. Mas seria um erro responsabilizar a população trabalhadora pelos recentes problemas no fornecimento. No Brasil, o problema não é de escassez de energia, muito menos de quem queira consumi-la. O que falta são concessionárias de distribuição de energia que acreditem no país e que estejam dispostas a crescer com ele.

A Light é uma destas empresas que não acreditam no Brasil. Responsável pelo fornecimento de 70% da energia elétrica consumida no Rio de Janeiro, um dos estados de maior crescimento econômico, a empresa não investe na modernização da rede, desmonta seu setor de manutenção e oferece um atendimento cada vez pior aos clientes. Assim, com quedas de luz frequentes e intermináveis demoras para atender aos pedidos de conserto, a Light perde a oportunidade de crescer com o país, desrespeita a população do Rio e descumpre compromissos assinados em contrato.

Não é apenas falta de visão estratégica, mas também falta de responsabilidade. Já tomamos as devidas providências junto à Agência Nacional de Energia Elétrica e, tão logo acabe o recesso, convocaremos a empresa a prestar esclarecimentos no Congresso. Quem não tem competência para atender direito, que peça para sair ou procure outra freguesia.
Edson Santos é deputado federal pelo PT


Modelos conceituais antecipam os carros que você verá nas ruas em pouco tempo

POR LUIZ ALMEIDA
Estados Unidos -  A edição 2013 do Salão de Detroit esta recheada de carros-conceitos. E muitos deles, em pouco tempo, vão ganhar as ruas, ou entregar soluções para outros modelos.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Um destes conceitos que em breve estará no mercado mundial é o Volkswagen CrossBlue. 'Irmão' direto do Tiguan e do Touareg, o CrossBlue impressiona pela cor azul e pela prometida economia de combustível. De acordo com a marca, o CrossBlue leva sete pessoas e tem motorizacao hibrida — um turbodiesel que trabalha em conjunto com dois motores elétricos, sendo um no eixco dianteiro e outro no eixo traseiro.
Com um total de 305 cv de potência — a transmissão é automatizada de seis velocidades e dupla embreagem —, o CrossBlue apresenta consumo médio de 47,6 km/l. Se trabalhar apenas com os motores elétricos, o SUV da Volkswagen tem autonomia para rodar até 33 km.

FUTURISTA
A também alemã BMW está com um belo conceito aqui no Salão. Trata-se do Series 4 Coupe Concept, modelo que ostenta linhas agressivas mas sóbrias. E o protótipo está muito próximo de se tornar uma realidade. A fabricante deverá dar início a produção do cupê no segundo semestre de 2013 ou ainda no primeiro trimestre de 2014.
Na Honda, a atração fica por conta do Urban SUV Concept. Design futurista, o conceito muito provavelmente entrará em produção para ser mais uma opção na linha de modelos da marca japonesa — o carro ocupará um segmento acima do Fit e abaixo do CR-V. A expectativa é que a fabricação tenha início em 2014, mas a Honda não forneceu qualquer informação técnica sobre o conceito.
Já a também japonesa Toyota apresenta o Corolla Furia. O seda tem visual arrojado, com conjunto de farois bastante finos e vincos pronunciados na carroceria. Na traseira, destaque para lanternas de LEDs e escape cromado. A marca mantém silêncio oriental, mas o Furia adianta as linhas da futura geracao do Corolla, a ser produzida inclusive no Brasil.
Na Hyundai, as atenções Sse voltam para HCD-14 Genesis. O conceito dá sinais como será a próxima geração do sedã grande Genesis. Com design arrojado, conta com portas traseiras suicidas (abrem para a frente) e abriga um motor V8 5.0 l que trabalha em parceria com uma transmissão de oito marchas.
Outro conceito que atrai olhares curiosos aqui no Salão de Detroit é o smart forstar. Totalmente elétrico e tambem com capacidade para apenas dois ocupantes, assim como o smart fortwo, o modelo tem linhas angulosas e interior futurista. Ele já havia mostrado seus bancos envolventes e volante que lembra o manche de uma aeronave no Salão de Paris.

Esportivos em Detroit ressaltam o caráter dos carros possantes, equipados e caros

POR LUIZ ALMEIDA
Estados Unidos -  Salão do automóvel que se preze sempre tem superesportivos para o delírio do público. Em Detroit não poderia ser diferente. Objeto de desejo, teve entre esses velozes o símbolo do evento, o Corvette Stingray, que mostramos na quinta- feira.

Outra fera no Salão de Detroit é a versão conversível do Ford Mustang Shelby GT 500. Um ícone americano, esbanja testosterona nas linhas agressivas, onde se destacam asrodas de 19 polegadas.

Debaixo do capô, o Shelby GT 500 é equipado com o rotundo motor V8 5.8 litros supercharged capaz de entregar nada menos de 659 cv.
Foto: Divulgação
Símbolo dos esportivos americanos, o ‘pony car’ original Mustang ganhou testosterona na versão Super Snake, que despeja 659 cv de potência | FotoDivulgação
Outra novidade do Salão enfeita o estande da Bentley. A marca apresenta o Continental GT Speed Convertible, o conversível de quatro lugares mais rápido do mundo. Tal característica se deve ao motor W12 6.0 litros com 620 cv de potência máxima, o que garante chegar aos 325 km/h.

Ainda segundo a Bentley, a suspensão tem novas molas e amortecedores e altura livre do solo foi rebaixada em 10 milimetros. Pelo grupo Chrysler, as novidades são o STR Viper e o Dodge Dart GT. O primeiro, que abandonou a marca Dodge, sendo substituido pela nova alcunha STR, ostenta um V10 8.4 litros que desenvolve 648 cv de potência máxima. Já o Dart GT conta com visual mais arrojado do que o modelo convencional e abriga um motor 2.4 litros de 184 cv de potência.

Na BMW, o novo Z4. O roadster alemão sofreu mudancas externas, como novo para-choques e conjunto ótico composto com luzes diurnas de LEDs. Novidade também é a nova geração do motor sDrive18i. Com quatro cilindros 2.0 litros turbo entrega 154 cv de potência. Mas o Z4 tambem estará disponível com o conhecido V6 3.0 l de 6 cilindros em linha biturbo, com 300 cv de potência máxima.

Com mais de 50 estréias, Salão de Detroit antecipa modelos que vão rodar por aqui

POR LUIZ ALMEIDA
Estados Unidos -  Os números da economia americana ainda são motivo de preocupação ao redor do mundo. Porém, há claros sinais de recuperação, tendo a indústria automotiva como mola propulsora da retomada. Afinal, por aqui, as vendas de automóveis em 2012 cresceram 13,5% em relação a 2011, com de mais de 14,4 milhões de emplacamentos. Não por acaso, a edicao 2013 do Salão de Detroit reflete muito bem este momento, com mais de 50 lancamentos.
Na sétima geração, o Corvette Stingray roubou a festa e marcou a recuperação da indústria automobilística norte-americana | Foto: Divulgação
Na sétima geração, o Corvette Stingray roubou a festa e marcou a recuperação da indústria automobilística norte-americana | Foto: Divulgação
ESTRÉIAS
Entre as estreias mundiais, a sétima geracao do Chevrolet Corvette. Icone da marca americana, o esportivo perdeu peso e ganhou novo motor. O potente V8 6.2 litros em aluminio conta com sistema de injecao direta. Em conjunto com o câmbio manual de sete velocidades, o novo Corvette e capaz de entregar 456 cv de potência máxima.
A também americana Jeep, controlada pela Fiat, estreia no Salão de Detroit o novo Grand Cherokee. O utilitário esportivo tem novo desenho, onde se destacam LEDs na dianteira e na traseira. Outra novidade é o motor V6 de 3.0 turbodiesel com cambio automático de oito marchas.
Outra estreia mundial é a do Audi RS7. Com visual que lembra o do R8, o modelo conta com a mesma motorização presente no RS6 Avant. E equipado com um V8 4.0 litros capaz de entregar 559 cv de potencia maxima. O RS7, por sinal, estreia por aqui fazendo frente ao BMW M6 Gran Coupe, outra avant-premiere. Este BMW, alias, encara de igual para igual o Audi, com motorizacao e potência similares.
A também alemã Mercedes-Benz utiliza o Salão para lançar mundialmente o CLA Class, sedã baseado no Classe A. Impressionam o estilo e o coeficiente aerodinâmico de 0,22 cx. Há motorizações a gasolina e a diesel— todas com sistema 'Start/Stop'. O CLA Class chega à Europa em 2013 e ao Brasil em 2014.
Outra estreia mundial é a do Infini Q50. O sedã esportivo pode ser híbrido ou a gasolina,tem visual esportivo e chegará ao Brasil, com os SUVs JX e FX em 2014.


Veja como proceder para pagar o IPTU

Inquilino só deve quitar o imposto se contrato estipular obrigação

Rio -  O início de ano, para boa parte da população, significa separar uma parte do orçamento para o pagamento de contas. Para quem tem filhos, uma das mais pesadas é a do material escolar. Para donos de carros, o IPVA. Quem é dono de imóvel sabe que, além desses custos, é preciso estar em dia com o IPTU, o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano. Já para quem paga aluguel algumas dúvidas sempre aparecem. A principal é saber quem deve pagar o imposto: o dono ou o inquilino?
O carnê do imposto predial começa a chegar nas residências este mês | Foto: Divulgação
O carnê do imposto predial começa a chegar nas residências este mês | Foto: Divulgação
De acordo com Edison Parente, vice-presidente comercial da administradora de imóveis Renascença, quem deve pagar a conta é o dono do imóvel. Mas, por contrato, esse gasto acaba sendo repassado ao inquilino.
Parente lembra que o imposto, normalmente, é cobrado no início de cada ano no boleto bancário com o aluguel. Mas alerta que o inquilino tem o direito de escolher se quer pagar em parcelas ou cota única, revertendo para ele os benefícios e descontos, caso escolha pagar de uma única vez.
Ele aconselha a leitura detalhada do contrato de aluguel, pois nele estará explicado quem será o responsável pela despesa. “Caso não haja contrato escrito, prevalece a obrigação do locador pagar”, diz Edison Parente.
Para saber o valor do IPTU é preciso acessar o site da Prefeitura do Rio ou ligar para o número 1746, que funciona 24 horas por dia.

Barra da Tijuca terá condomínio de luxo ligado a hotel cinco estrelas

Moradores de unidades avaliadas a partir de R$ 2,5 milhões terão direito a utilizar serviços como concierge e housekeeping

Rio -  Se a ideia de morar em um hotel já é agradável, imagine morar em um apartamento de luxo e ter à disposição todas as mordomias de um hotel cinco estrelas? Isso tudo à beira-mar, no Rio de Janeiro. Comum em destinos turísticos brasileiros, como Praia do Forte e Trancoso, como opção de segunda moradia, o modelo que combina os setores imobiliário e hoteleiro em um único empreendimento está chegando agora em grandes centros urbanos de interesse turístico, assim como já acontece nos Estados Unidos, Ásia e Europa.
O Grand Hyatt Residences, na Barra da Tijuca, terá 60 apartamentos de 121 m² a 416 m² de frente para o mar | Foto: Divulgação
O Grand Hyatt Residences, na Barra da Tijuca, terá 60 apartamentos de 121 m² a 416 m² de frente para o mar | Foto: Divulgação
A previsão para abertura do primeiro projeto desse tipo na capital fluminense é 2015, quando deverá ser entregue o Grand Hyatt Residences, que envolve a construção de um condomínio residencial com 60 unidades divididas em duas torres, anexas a um hotelcinco estrelas.
“Por estar situado em num cenário urbano, o conceito é ideal para ser usado como primeira moradia ou fonte de renda”, afirma Rodrigo Stallone, gestor de projetos do Grand Hyatt Residences Rio de Janeiro.
No mesmo complexo será erguido o hotel cinco estrelas Grand Hyatt, com mais de 400 quartos | Foto: Divulgação
No mesmo complexo será erguido o hotel cinco estrelas Grand Hyatt, com mais de 400 quartos | Foto: Divulgação
Com área total de 45 mil m², à beira da Lagoa de Marapendi e do Parque Natural da Barra da Tijuca, a iniciativa deverá gerar 436 quartos de hotel para ajudar na época das Olimpíadas e apartamentos de 121 m² a 416 m² de frente para o mar, cujos preços começam em R$ 2,5 milhões. Além disso, já estão à venda três coberturas, sendo duas com aproximadamente 500 m² e uma com 1.000 m². Esta, com direito a quatro suítes, cozinha gourmet, piscina de raia de 20 metros na varanda, vista de 360º, 16 vagas na garagem e um box de 50 m² no subsolo. A penthouse está avaliada em R$ 47 milhões.
A cobertura, avaliada em R$ 47 milhões terá vista 360º, pegando a praia e a lagoa de Marapendi, e quatro quartos | Foto: Divulgação
A cobertura, avaliada em R$ 47 milhões terá vista 360º, pegando a praia e a lagoa de Marapendi, e quatro quartos | Foto: Divulgação
Assinado pela arquiteta Stella Lutterbach Leão, com construção e gestão da Brookfield Incorporações, cada andar do residencial terá oito unidades modulares, com linhas retas e pé direito alto, que poderão ter uma ou duas suítes, salas de estar e jantar, cozinha, home theater e varanda de mais de 4 metros de largura. Todos os banheiros serão entregues com revestimento em mármore travertino, banheira e bancadas e chuveiros duplos. Nas portarias dos dois blocos, reproduções autorizadas de painéis de azulejos de Portinari, idênticos ao existente no Palácio Gustavo Capanema (antigo prédio do Ministério da Educação e Cultura, no Rio).
A varanda de quatro metros de largura se estende até o quarto, integrando os ambientes à paisagem | Foto: Divulgação
A varanda de quatro metros de largura se estende até o quarto, integrando os ambientes à paisagem | Foto: Divulgação
Mas o melhor de tudo será a possibilidade de levar para o dia a dia de casa as facilidades de um hotel cinco estrelas. Tais como, pedir a ajuda do concierge para reservar restaurantes e ingressos de shows disputados, requisitar um jantar privé no apartamento servido pelo chef do hotel ou solicitar o serviço de housekeeping para limpezas ou o abastecimento da casa antes de voltar de uma viagem. Com áreas de lazer – piscinas e academias – próprias em cada um dos empreendimentos, não está descartado o “day use” das instalações do hotel pelos moradores, mediante o pagamento de taxas a serem estabelecidas posteriormente.
Este não será o primeiro empreendimento misto do Hyatt. O grupo hoteleiro já possui unidades nesse modelo em Danang, no Vietnam, em Miami e Utah, nos Estados Unidos, em Marrakech, no Morrocos, e embre, em Nova York.

Com informações de Juliana Bianchi, do IG


Tenha praticidade e beleza com os jardins verticais

Modelo é recomendado para driblar a falta de espaço em casa

POR CRISTIANE CAMPOS
Rio -  Quem tem pouco espaço em casa, muitas vezes se priva de ter plantas. Mas o contato com a natureza pode ser facilmente garantido com os jardins verticais, próprios para ambientes pequenos.
Projeto de paisagismo vertical, da arquiteta Eliane Fiuza, para um apartamento pode servir de exemplo | Foto: Divulgação
Projeto de paisagismo vertical, da arquiteta Eliane Fiuza, para um apartamento pode servir de exemplo | Foto: Divulgação
A criatividade e o bom gosto são essenciais na hora de colocar em prática a sugestão. Antes de selecionar quais plantas e flores usar, o ideal é estudar um pouco sobre elas, pois algumas precisam de mais luz e água que outras e isso é muito importante para garantir a beleza do seu jardim.
Parede, com vários vasinhos suspensos, também dá charme ao espaço verde | Foto: Divulgação
Parede, com vários vasinhos suspensos, também dá charme ao espaço verde | Foto: Divulgação
E acessórios para construir o seu cantinho verde não faltam. Os modelos variam de acordo com bolso e com o estilo de cada um.
A Rede Asta, de venda direta de artesanato sustentável, por exemplo, acaba de lançar um modelo de cachepô suspenso, acompanhando a tendência. Os vasos são feitos de fibra natural e estão prontos para pendurar.
Na Edno Interiores, no Casa Shopping, o destaque é para a floreira azul em cerâmica esmaltada, vendidas a R$ 335,70. Além desses locais, é possível encontrar peças na Cadeg, Etna, Tok & Stok, Leroy Merlin, C&C e lojas de plantas, entre outras.
O projeto da arquiteta Eliane Fiuza para a varanda de um apartamento pode ser uma das fontes de inspiração para o seu jardim vertical. Neste caso, as plantas dão um charme à parte, sem ocupar muito espaço.
Existem ainda outras técnicas para a construção dos jardins, com o uso de blocos prémoldados, de cerâmica, com objetos de PET e até feitos com fibra de coco

Juro menor para a classe média anima mercado

Caixa Econômica anuncia redução na taxa para financiamentos de unidades usadas, novas ou na planta acima de R$ 500 mil

POR CRISTIANE CAMPOS
Rio -  A classe média pode voltar a sonhar com a casa própria. A Caixa Econômica Federal acaba de anunciar a redução dos juros para financiamento de imóveis avaliados em R$ 500 mil ou mais.
A queda no percentual vai antecipar o plano de muitas famílias em sair do aluguel ou adquirir imóvel maior e mais moderno neste início do ano. Essa faixa de renda vinha sofrendo por conta da grande valorização dos imóveis, principalmente na cidade do Rio, o que inviabilizava a compra de uma unidade até R$ 500 mil — limite que permite comprar imóveis com juros abaixo de 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial).
Cobertura do Porto Real Suítes, a partir de R$ 630 mil, pode ser financiada com novas taxas | Foto: Divulgação
Cobertura do Porto Real Suítes, a partir de R$ 630 mil, pode ser financiada com novas taxas | Foto: Divulgação
O mercado festeja a iniciativa da Caixa de reduzir os juros para até 8,4% ao ano mais TR. Já para os servidores públicos, o percentual pode ser menor, dea 8,3% ao ano.
Mudança
Para Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, a medida oferecida pela Caixa vai beneficiar a classe média. De acordo com ele, a instituição vai incentivar a construção de imóveis na Zona Sul e parte das zonas Norte e Oeste.
Outra consequência é a mudança no comportamento do consumidor. “Esta redução na taxa de juros é importante para o mercado imobiliário, pois oferece melhores condições para a compra da casa própria”, diz ele.
A expectativa do executivo é que as famílias aproveitem o financiamento mais barato para mudar para imóveis mais caros. A tendência, acredita ele, será a procura por opções com melhor localização e mais infraestrutura.
Taxas dependem também do grau de relacionamento com o banco
A medida da Caixa vão beneficiar três categorias de clientes. Para quem recebe o salário depositado em conta na instituição, por exemplo, a taxa cairá de 8,9% ao ano para 8,4%.
Já, para quem tem apenas conta, o percentual baixará de 9,1% para 8,6%. E os que não têm relacionamento com a Caixa pagarão taxa de 9,4% ao ano em vez de 9,9% ao ano.
Fachada do Park Premium, da Calçada, no Recreio dos Bandeirantes: unidades a partir de R$ 539 mil | Foto: Divulgação
Fachada do Park Premium, da Calçada, no Recreio dos Bandeirantes: unidades a partir de R$ 539 mil | Foto: Divulgação
Representante comercial da MDL Realty, Rafael Garrido dizque a nova condição de financiamento aquecerá o mercado. Para ele, a mudança vai facilitar para as incorporadoras a venda de unidades para compradores que estavam com dificuldades de comprar imóveis mais caros.
Garrido prevê que a redução dos juros, após uma fase de forte valorização nos últimos anos, tornará o mercado novamente aquecido. Ele acredita que ela ajudará não só na venda dos lançamentos como na redução de estoques.
Para o diretor da Efer, Carlos Eduardo Penna, o os bancos privados a também mexerem nas suas taxas. Com ele concorda Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria: “A classe média terá ainda mais acesso ao financiamento. A decisão vai aquecer o mercado”.
Setor espera aumento do limite para uso do FGTS
Diretor da Santa Cecília, Márcio Iorio diz que qualquer redução nos juros é interessante. Mas, para ele, se o objetivo do governo é estimular a construção civil e realimentar o Produto Interno Bruto (PIB), deveria aumentar o limite do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis, de R$ 500 mil para R$ 750 mil.
Ele explica que a elevação faria um universo maior de trabalhadores ter acesso a juros mais baixos. “Mesmo que não usem o FGTS na compra”.
Iorio afirma ainda que a medida tornaria mais fácil para outros bancos diminuir suas taxas. Com isso, levaria à redução da concentração dos financiamentos na Caixa, que hoje tem 71,5% do mercado. “Não vejo a concentração na Caixa como algo bom para o sistema”, alega.
Diretor da Brasil Brokers, José Roberto Federighi apoia a queda de juros e também pede a elevação no limite do valor do imóvel para uso do FGTS. Ele considera a medida da Caixa muito positiva tanto para o mercado imobiliário quanto para a classe média como um todo.
Federighi diz que esse segmento passou a ter mais motivos para comprar um imóvel. “O setor espera agora o aumento no limite de uso do FGTS”.