domingo, 5 de maio de 2013

Infectologista alerta para temporada de gripe e dengue no país


Infectologista alerta para temporada de gripe e dengue no país

São Paulo -  O final de abril e início de maio constituem uma fase de transição entre o período de chuvas para uma temporada mais seca. Estas condições atmosféricas são ideais para a circulação de duas doenças muito incidentes no País. Bem nesta época, o mosquito da dengue ainda está em plena atividade e o vírus da gripe começa a circular de forma mais intensa.
Entre uma picada de inseto e um espirro, especialistas esclarecem que os sintomas das duas doenças são parecidos, mas se manifestam de maneiras diferentes. Por isso, exigem tratamentos distintos.
diretor do departamento de infectologia do Hospital Heliópolis (SP), Juvêncio Furtado, explica que gripe e dengue são mais parecidas no primeiro dia dos sintomas. “As duas doenças começam com febre e dor no corpo, mas, algumas horas depois ou no dia seguinte, elas se diferenciam”, afirma. “A gripe vai apresentar sinais respiratórios, como tosse com secreção clara, corrimento nasal, olhos avermelhados e face inchada. A dengue vai dar dor no fundo dos olhos, dor de cabeça intensa e dor nos ossos”, completa.
Leia mais sobre a gripe na Enciclopédia da Saúde
“É ideal que o paciente seja atendido por um médico e passe por uma diferenciação, para saber se é gripe ou dengue”, afirma o infectologista.
“Caso tenha febre no período da espera pela consulta, o paciente pode usar dipirona e paracetamol. Dependendo da gravidade da gripe, serão aconselhados outros tipos de medicamentos”, orienta Furtado. Ele orienta que os pacientes evitem a automedicação com ácido acetilsalicílico até passarem pelo especialista, que definirá o diagnóstico.
“Já no diagnóstico de dengue, o paciente deverá ficar em repouso, tomar muito líquido, controlar a febre com antitérmicos.
O clínico geral e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon, explica que a gripe e a dengue evoluem de maneiras diferentes porque o contágio das duas doenças também é distinto.
“O vírus da gripe entra via sistema respiratório pelo contato do vírus com a boca ou o nariz. Por isso, causa sintomas locais como coriza e dor de garganta”. Em seguida, ele se espalha pela corrente sanguínea, atacando músculos e outras células, os pulmões e até mesmo o aparelho digestivo, diz Olzon.
Já a dengue é transmitida pela picada do mosquito vetor Aedes aegypti.  Com isso, o vírus cai direto na corrente sanguínea e se espalha pelo corpo.
“A dengue também atinge vários grupos musculares, podendo até provocar uma inflamação no fígado e no sistema nervoso central, embora sejam eventos raros. Não há transmissão de pessoa para pessoa”, acrescenta o médico.
Para Olzon, uma boa alimentação, bom sono e controle do estresse ajudam a melhorar o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo. “Muitas pessoas que têm um sistema imunológico forte não desenvolvem a doença mesmo quando picadas pelo mosquito". Afirma Olzon.
Outra diferença entre gripe e dengue é a vacina. Para a primeira, já existem doses protetoras. Já para a segunda, a imunização ainda está em fase de testes, não disponível ao público. Idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes e mulheres no período pós-parto e portadores de doenças crônicas podem tomar a vacina contra a gripe, de graça, em qualquer posto de saúde.
A campanha de vacinação em massa, promovida pelo Ministério da Saúde, vai até 10 de maio.
“A gripe comum é muito ruim para idosos, por causa do comprometimento respiratório. Isso pode servir de porta para bactérias e para o desenvolvimento de uma pneumonia”, alerta Olzon.
As pessoas que não estão no grupo prioritário para receber as doses gratuitas contra a gripe podem recorrer à vacinação em clínicas particulares, orienta Furtado, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Nestes locais, segundo levantou o iG Saúde , o valor da vacina varia entre R$ 68 e R$ 90. Veja a seguir as dias que os especialistas dão para evitar a gripe e a dengue.
Gripe
- Lavar as mãos com frequência e não levar a mão à boca ou ao nariz após tocar em objetos em ambientes públicos
- Dormir bem e manter uma boa alimentação para reforçar o sistema imunológico
- Tomar a vacina contra a gripe anualmente
Dengue
- Evitar os focos de proliferação do mosquito causador da doença, como eliminar águas paradas em potes, frascos, pneus, etc.
- Usar repelente de insetos, mosquiteiros e repelentes eletrônicos
- Manter uma boa alimentação para elevar a imunidade
As informações são do IG

Comunidade com UPP terá serviços do INSS


Comunidade com UPP terá serviços do INSS

Unidade móvel fará atendimento em áreas pacificadas a partir de julho

POR MAX LEONE
Rio -  Moradores de áreas pacificadas no Rio e que contam com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) terão acesso a serviços da Previdência Social. A partir do mês de julho uma unidade móvel do INSS vai percorrer comunidades como Jacarezinho, Borel, Pavão/Pavãozinho, Dona Marta e Cidade de Deus para que trabalhadores interessados possam calcular o tempo de serviço e fazer inscrição no cadastro do INSS, domésticas verifiquem se o patrão está em dia com a contribuição previdenciária e microempreendedores possam se inscrever no programa Empreendedor Individual (EI).
O gerente-executivo da Gerência-Executiva Centro, Flávio Souza, antecipou com exclusividade à Coluna que uma van está sendo adaptada para percorrer as comunidades ocupadas pelas forças de segurança na área de atuação da gerência que vai da Barra da Tijuca, passa pelo Centro e abrange alguns bairros da Zona Norte. Comunidades do Alemão e do Batan, no entanto, não serão contemplados pelo serviço itinerante.
No mutirão do INSS na Central do Brasil, serviço mais procurado foi a contagem de tempo de contribuição. Foram atendidas 1.200 pessoas | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
No mutirão do INSS na Central do Brasil, serviço mais procurado foi a contagem de tempo de contribuição. Foram atendidas 1.200 pessoas | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Veio com a pacificação
“Vamos levar serviços oferecidos pelo Estado para essas áreas pacificadas. É uma nova etapa da pacificação”, afirma Flávio Souza. O gerente lembra que o segurado não vai poder fazer perícias médicas nem dar entrada em pedido de benefícios, como aposentadoria e auxílio-doença. Souza explica que esses serviços precisam de mais complexidades, que é feito nos postos da Previdência. Sem contar que não é o ambiente propício para fazer perícia médica.
Mutirão recebe 1.200 segurados
O INSS móvel seguirá os moldes do atendimento feito no mutirão promovido em 29 e 30 de abril na Central do Brasil. Lá, posto avançado foi instalado e fez cerca de 1.200 atendimentos nos dois dias. “O serviço mais procurado foi contagem de tempo de contribuição. Muitas empregadas domésticas pediram informação sobre nova lei que entrou em vigor e garante direitos à categoria. Também tiraram dúvidas sobre aposentadoria para dona de casa”, afirmou Flavio Souza.
Palestras gratuitas sobre educação previdenciária foram dadas. Segundo o gerente, qualquer associação de moradores pode agendar para que o INSS leve o Programa de Educação Previdenciária (PEP) às comunidades. Basta ligar (21) 2272-3496 ou enviar e-mail para gexrjc@inss.gov.br.

STF bate martelo: Justiça do Trabalho não é para servidor


STF bate martelo: Justiça do Trabalho não é para servidor

Conflitos com poder público devem mesmo ser resolvidos no âmbito dos tribunais comuns

Rio -  O Supremo Tribunal Federal (STF) bateu o martelo e os servidores não vão poder recorrer à Justiça do Trabalho para processar a Administração Pública. A sentença proferida em 24 de abril estabelece que cabe à Justiça comum resolver os impasses trabalhistas entre servidores e o poder público. O julgamento é referente a recurso movido pelo governo do Amazonas depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Fazenda Pública de Manaus declinaram de tomar a decisão.
O posicionamento do Supremo deixou o funcionalismo insatisfeito, por considerar a Justiça doTrabalho mais dinâmica no julgamento de processos. Na avaliação de Alzimar Andrade, coordenador do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio (SindJustiça-RJ), a decisão do STF vai na contramão do que era esperado pelos trabalhadores.
Relator do processo, ministro Marco Aurélio de Mello foi voto vencido: decidiu pela competência da Justiça do Trabalho, mas maioria foi contra | Foto: Divulgação
Relator do processo, ministro Marco Aurélio de Mello foi voto vencido: decidiu pela competência da Justiça do Trabalho, mas maioria foi contra | Foto: Divulgação
“Para quem briga por impasse salarial, jornada de trabalho, plano de carreira, a necessidade de entrar com processo na Fazenda Pública para qualquer caso dificulta o entendimento rápido. O tribunal não tem isenção para julgar ação movida por, teoricamente, seu próprio funcionário”, afirma.
Pela especialização
Para André Viz, advogado especializado em Direito do Trabalho, o principal entrave não é conceitual, mas,sim, estrutural. “Vejo que há necessidade de criação de uma área especializada na Justiça comum, com qualificação, já que um mesmo tribunal é responsável por julgar uma causa de incêndio e uma questão trabalhista do servidor”, diz.
Advogada defende decisão do Supremo
Para Maria Cristina Lapenta, advogada especializada em Direito Público do escritório Innocenti Associados, a decisão do Supremo foi acertada, uma vez que a Justiça do Trabalho não está preparada para demandas dos servidores.
“Mesmo aquele funcionário regido pela CLT, a relação de trabalho por trás de um servidor é completamente diferente da uma relação de trabalho patronal. Tudo é diferente. Os juízes da Justiça do Trabalho não conseguem captar algumas questões como bonificações e planos de carreira que não fazem parte da CLT”.
TST e Fazenda Pública abriram mão de julgar o caso
Segundo o acórdão do STF, ainda não divulgado na íntegra, a decisão foi tomada no julgamento de recurso movido pelo governo do Amazonas depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Fazenda Pública de Manaus declinaram da competência no caso movido por um funcionário de caráter temporário, contratado por órgão público, regido pela CLT.
A decisão foi tomada pelo Plenário do STF, por 6 votos a favor do provimento (reconhecimento da competência da Justiça comum) contra 3 votos favoráveis ao reconhecimento da relação trabalhista entre servidor e Poder Público a ser avaliada na Justiça do Trabalho.

Concorrência na telefonia fixa faz consumidor economizar 70%


Concorrência na telefonia fixa faz consumidor economizar 70%

POR DANIEL CARMONA
Rio -  Com maior qualidade nas ligações, tarifas muito mais competitivas e até mobilidade por uma determinada área, a telefonia considerada fixa tem hoje um grupo de entusiastas que deixaram de olhar apenas para o celular como alternativa moderna e atraente de comunicação. E, no fim do mês, no bolso pode pesar 50%, 60% ou até 70% menos, mas falando muito mais.
Comerciante  na Lapa, Luis Otávio Barros, de 44 anos, exemplifica bem as vantagens que passou a ter quando resolveu romper o vínculo de décadas com a antiga operadora. Ele preferiu experimentar um telefone oferecido em conjunto com um pacote de internet banda larga.
“Eu gastava entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil por mês para as três linhas que tinha no estabelecimento. Já faz um ano que a conta dos mesmos três telefones caiu para cerca R$500 ao mudar de operadora”, exemplifica ele, que ainda ganhou um aparelho fixo com mobilidade para seguir à disposição dos clientes mesmo fora do escritório. “E funciona bem na cidade toda”.
Com planos que partem do custo zero de manutenção da linha até pacotes de R$ 20 mensais por milhares de minutos em DDD, a telefonia fixa, na carona dos pacotes de banda larga, deixou a estagnação da década passada para, desde 2010, registrar expansão de 7% no número de linhas ativas. Saltou da casa de 40 milhões, quantidade que oscilou durante todos os anos 2000, para 44,3 milhões hoje, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Quem faz parte dessa conta é a produtora cultural Lívia Stefano, 30, de São Paulo,que há nove meses passou a compartilhar as atenções, antes voltada para o smartphone, com um telefone fixo. “Valeu a pena. Uso para receber ligações. Quando preciso, faço chamadas de longa distância com preço baixo”, diz ela.
Segredo é manter o plano atualizado
O gasto aproximado de R$ 120 na conta do celular foi reduzido para R$ 80 por mês. Em contrapartida, o telefone fixo, que antes não fazia parte da conta, agora consome cerca de R$ 15 no orçamento. No saldo, R$ 25 a menos de gasto no fim do mês, com a possibilidade de usar muito mais a telefonia fixa. Foi essa a estratégia traçada por Lívia Stefano.
“Assinei um fixo no pacote de televisão que, apenas ele, custa cerca de R$ 15 por mês. Como tinha um plano de telefone um pouco antigo, fiz um novo contrato com, basicamente, a mesma quantidade de minutos e benefícios. Acho que foi uma boa saída”, ilustra ela, que ressalta que a grande vantagem tem sido utilizar o telefone instalado em sua casa para falar com a família.
“Meus familiares moram em outra cidade, mas têm um telefone da mesma operadora que a minha. Eles me ligam de graça e eu falo com eles sem pagar nada também”, acrescenta ela.
O analista Marcelo Botelho diz que os planos não foram feitos para serem comparados: 'Essa é a dificuldade' | Foto: Divulgação
O analista Marcelo Botelho diz que os planos não foram feitos para serem comparados: 'Essa é a dificuldade' | Foto: Divulgação
O desafio de comparar as 'maçãs'
Assim como acontece com os celulares, a busca pelo pacote ideal é o principal desafio de quem quer adquirir linha fixa. Até 1997, quando o governo promulgou a Lei Geral das Telecomunicações (Lei 9.472), que estabeleceu a privatização e concorrência para setor, a cobrança era sistemática: pagava-se pela assinatura mensal da linha e pelos pulsos usados no período. Desde então, a mudança de parâmetros estabeleceu a minutagem e ampliou as ofertas de pacotes, que acabaram contribuindo para confundir e dificultar a decisão do consumidor na hora de escolher.
“Existe uma métrica para fazer essa avaliação? Não. E acho que é até proposital. Quando a unidade básica de medida é o preço fica praticamente impossível definir qual pacote vale mais a pena. Há infinidade de opções que dificultam a decisão”, explica o analista de sistemas Marcelo Botelho. “É como comparar uma maçã adocicada com uma maça desidratada. A fruta é a mesma, mas o valor é diferente, o produto é outro”, complementa.
Botelho, no entanto, reforça que vale a pena para o consumidor revisar periodicamente os valores pagos por serviços de telefonia. “Se você pegar o usuário que tem o controle da operação e das finanças, não tenho dúvida que ele gasta menos em relação a quem pouco se importa com isso. Vejo muita gente reclamar da conta, mas nem todos buscam alternativas”.

Governo quer fazer rota do mel para erradicar pequenos agricultores da pobreza


Governo quer fazer rota do mel para erradicar pequenos agricultores da pobreza

Brasília -  O sertão nordestino descobriu uma nova vocação produtiva, a apicultura. Para incentivar os pequenos agricultores do Semiárido, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai investir cerca de R$ 20 milhões no incremento da produção de mel na região.
Segundo a Codevasf, o investimento será feito até dezembro, em oito estados. A ideia é transformar a região em rota do mel, beneficiando os agricultores com uma alternativa de geração de emprego e renda, principalmente durante o período da seca. Os recursos objetivam ações estruturantes da atividade, como a implatação de 15 unidades de beneficiamento de mel, além do fornecimento de kits de produção e capacitação de produtores rurais do Semiárido.
As ações fazem faz parte do plano Brasil sem Miséria, eixo de inclusão produtiva nas rotas de desenvolvimento, voltado para as famílias com renda per capita até R$ 70 mensal. Segundo agerente interina de Desenvolvimento Territorial da Codevasf, Izabel Aragão, o incetivo visa a retirar os agriculturores da situação de miséria. “Queremos tirá-los dessa situação de vulnerabilidade e dependência de bolsas sociais e incluirmos eles produtivamente”, disse.
A iniciativa da Codevasf ocorre em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional, doMinistério da Integração Nacional.
As informações são da Agência Brasil

Disputa entre creches deixa duas crianças mortas na China


Disputa entre creches deixa duas crianças mortas na China

China -  A disputa de duas creches pelos alunos na localidade de Lianghe, província de Hebei, na China, deixou duas irmãs, de 5 e 6 anos, mortas no último dia 24. As meninas foram envenenadas pela diretora de uma das instituições.
Mãe se desespera ao ver filha morta | Foto: Reprodução Internet
Mãe se desespera ao ver filha morta | Foto: Reprodução Internet
De acordo com o jornal China Daily, Shi Haixia, de 39 anos, colocou tetramina — veneno usado para matar ratos — em um iogurte, dentro de uma mochila, no caminho do Jardim de Infância “rival”, para que as crianças encontrassem. Com isso, ela pretendia deixar a concorrente com “má fama”. Ela e sua cúmplice, que não foi identificada, foram presas horas depois.
Na volta para casa, com a avó, as meninas acharam a bolsa e levaram-na. Ao chegar em casa, elas ingeriram a bebida envenenada.
Ao reclamarem do sabor amargo, a avó experimentou o iogurte. Pouco tempo depois, as crianças começaram a sentir fortes dores e caíram no chão. Uma das meninas morreu ainda na ambulância, e a outra, uma semana após ser internada. Já a avó foi hospitalizada, mas sobreviveu.
Após as mortes, o governo chinês afirmou que vai reforçar a segurança nas creches e pediu que todas as instituições verifiquem seus alimentos antes de servi-los aos alunos.
Casos bizarros
A falta de investimentos na educação provoca o surgimento de instituições particulares fundadas por pessoas despreparadas na China. Em março, um professor obrigou alunos a beberem sua urina como “punição pela bagunça”. Outro funcionário postou fotos na Internet de crianças levantadas pelas orelhas e amordaçadas, para que fizessem silêncio.

Explosão de carro-bomba causa morte de 10 pessoas na capital da Somália


Explosão de carro-bomba causa morte de 10 pessoas na capital da Somália

Somália - A explosão de um carro-bomba registrada no chamado Quilometro 4, o bairro administrativo e comercial de Mogadíscio, resultou na morte de pelo menos dez pessoas e deixou uma dezena de feridos, informou neste domingo o governador do distrito de Hodan, Salgai Dabarey. Segundo a fonte, todos os falecidos foram civis, enquanto o ataque tinha objetivo de atingir o ministro do Interior da Somália, Abdikarim Hussien Guled, que circulava próximo do local da explosão, mas não foi ferido e escapou ileso.
Até o momento, nenhum grupo atribuiu a autoria do atentado, embora o objetivo desta ação coincida com outros ataques similares reivindicados pela milícia fundamentalista islâmica Al Shabab. A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um Governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores de guerra e grupos de delinquentes armados. Apesar dos avanços no terreno político firmados no último ano, o novo Executivo ainda não conta com um controle absoluto de seu território, já que amplas zonas do centro e do sul da Somália estão sob domínio do Al Shabab.
As informações são da EFE 

Portugal pesquisa mutilação genital feminina entre imigrantes guineenses


Portugal pesquisa mutilação genital feminina entre imigrantes guineenses

Portugal -  O governo de Portugal vai contratar uma pesquisa para conhecer os casos de mulheres no país que sofreram mutilação genital. A preocupação é com a população imigrante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Portugal é um dos principais destinos de imigrantes na Europa de países onde se comete mutilação genital ou excisão, como a Guiné-Bissau – membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Portugal investiga casos de MGF no país | Foto: Reprodução Internet
Portugal investiga casos de MGF no país | Foto: Reprodução Internet
A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Gênero (CIG) e a Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT) estão selecionando as propostas de pesquisas para o levantamento que deverá durar até um ano. A iniciativa, prevista em programa especial, foi motivadapelo alerta da OMS. Segundo a presidente da CIG, Fátima Duarte (foto), há apenas um registro oficial de vítima mutilada. O caso, em tramitação na Justiça, foi descoberto por causa de uma investigação de maus-tratos contra criança.
A pesquisa quer verificar se há mutilações ocorrendo em Portugal ou se elas foram feitas no país de origem. “Há evidências de que ocorrem mutilações no território nacional, em condições secretas. Mas, também, diz a experiência que as mulheres e as moças, quando informadas para as graves consequências para a saúde provocadas pela excisão, tendem a recusar o procedimento para si e para as suas filhas. Admite-se igualmente que as menores sejam levadas aos seus países de origem, durante os períodos de férias escolares, para serem excisadas”, disse Fátima Duarte.
A associação de casos de mutilações com a Guiné-Bissau está baseada em relatório das Nações Unidas. Conforme a ONU, 44 casos de jovens, de 15 anos a 19 anos de idade, e 49 casos de mulheres, de 35anos a 39 anos, foram identificados em 2006; a maior parte mutilações ocorreu na zona rural do país.
Os imigrantes da Guiné-Bissau formam a sexta maior comunidade de estrangeiros em Portugal. Segundo o Censo 2011, há cerca de 7,2 mil mulheres guineenses morando no país – a comunidade se concentra em Sintra, Loures, Amadora, Odivelas e Lisboa. Tanto na Guiné-Bissau como em Portugal, a mutilação é considerada crime. Os países da CPLP também são signatários da Declaração de Luanda (maio de 2011) que condena violência contra as mulheres, inclusive mutilações. Segundo Fátima Duarte, não há casos de mutilação feminina em Angola, Cabo Verde, Moçambique, e São Tomé e Príncipe.
Além dos acordos internacionais e da criminalização da excisão, Fátima Duarte ressaltou que a mutilação feminina não tem fundamentação religiosa. Ela disse que recentemente as lideranças muçulmanas na Guiné-Bissau divulgaram documento eclesiástico contra a mutilação. “Isso é muito importante porque as pessoas ouvem os seus líderes religiosos”, ressaltou a presidente da CIG.
De acordo com estimativa da OMS, na década passada havia pelo menos 100 milhões de mulheres com mutilação genital em 28 países da África, Ásia e do Oriente Médio. Fátima Duarte explicou que não existe um ritual único da mutilação, mas enxerga na excisão formas de “subalternização e controle das mulheres”, assim como de “desvalorização e desinteresse pelo direito das mulheres ao seu corpo, à sua saúde e à sua integridade física”; disse ressaltando que apesar do gesto ser “uma barbaridade”, geralmente “é levada a cabo pelos parentes próximos às vítimas”.
As informações são da Agência Brasil

Moacyr Luz: Beth Carvalho ou nossa madrinha


Moacyr Luz: Beth Carvalho ou nossa madrinha

Rio -  Nossa madrinha, Beth Carvalho, me convida pra assistir ao mestre Jorge Aragão, ainda cabelo black, se apresentando no Casarão 80, Tijuca. Beth gosta de carros grandes e, na época, o Del Rey estava perfeito. Madrugada, eu, tijucano antigo, sugiro um atalho de malandro pra cortar caminho.
O asfalto vira barro vermelho, subida íngrime, mato alto, capim-limão, e descubro o óbvio: entramos numa das favelas do bairro.
Marcha a ré de filme americano, e o possante carro cai com as duas rodas do lado esquerdo num valão, pré-UPP. E agora?
Num piscar de olhos assustados, se aproximam dois sujeitos já com as pupilas bem abertas: — Que "qui" tá pegando?
Meio agachado, descobre: — Beth Carvalho! Que honra!
Amanhecemos com um guindaste e duas cervejas na birosca em meia porta.
Uma das minhas músicas mais importantes, um norte na minha carreira, se chama ‘Saudades da Guanabara’. A primeira gravação desse samba foi feita por ela, Beth Carvalho, em discobatizado com o mesmo título da composição. O detalhe que mudou o rumo da história dessa obra nasceu de uma sugestão da madrinha. Eu já havia escrito uns versos na melodia, mas, intuição de quem conhece, me sussurrou: — Deixa a letra pro Paulinho Pinheiro, pro Aldir... E foi assim que o samba alcançou a vida adulta.
São muitas histórias. Minha primeira ida ao Cacique de Ramos em 1985, uma tarde com violões, ela e Nelson Cavaquinho, outras músicas gravadas, um ramo de recordações.
Hoje é seu aniversário. Uma festa merecida por esta data. Lembro um ano dessas comemorações, gente pelo ladrão e uma fila curiosa na varanda de casa. Era uma carrocinha do Angu do Gomes, direto da fonte. Outro prato tão frequente quanto o bolo tradicional, especialidade de Sérvula Amado, vinha do mar, arroz de polvo.
Ali, conheci Arlindo Cruz, me aproximei definitvamente do meu querido Luiz Carlos da Vila, aprendi nos saraus da madrugada o respeito pelo compositor popular.
Conviver assim é um privilégio. Me belisco lembrando histórias, pra acreditar em tudo que vivi.
Carioca, timbre único, vem à memória outra cena. Cinco da manhã, apenas nosso grupo numa estridente mesa de bar, quando um gaiato implica que no Rio se trabalha pouco. Dedo indicador apontado, nossa cantora responde: — A verdade é que a gente não complica. Basta uma vez e tudo se resolve. Depois é samba!
Uma aula. Parabéns!
E-mail: moacyrluz@ig.com.br

Mariana Gomes: Funk, legitimidade e preconceito


Mariana Gomes: Funk, legitimidade e preconceito

Rio -  O funk tem ganhado o mundo. Já há muito tempo ele não é mais exclusividade do território carioca. Meu projeto de mestrado sobre funk e feminismo virou assunto na mídia nacional e alvo de críticas — muitas qualificadas, outras preconceituosas. O que pouco foi dito é que não sou pioneira nos estudos sobre o tema. O funk foi pesquisado por Hermano Vianna em sua dissertação de mestrado em 1987 — quando eu sequer tinha nascido. Além de Vianna, Silvio Essinger, Adriana Facina, Adriana Lopes e outros dedicaram-se ao funk e são responsáveis por inseri-lo no meio acadêmico.
A academia é um espaço importante para a desconstrução de pensamentos elitistas e preconceituosos que levam alguns a dizer que funk não é cultura. Mas não é o único e nem será responsável pela legitimação do funk e de outros ritmos musicais marginalizados.
Muitas pessoas apontam o grande número de artistas que dialogam com o funk como forma de torná-lo um legítimo produto cultural. Enquanto os funkeiros lutam para provar que funk é cultura, a chamada ‘elite intelectual’ acredita que só ela pode legitimá-lo. Para ela, é preciso que um grupo específico, de confiança dessa classe, corrobore o funk.
É por isso que insistimos: a hierarquização da cultura, produzida e reafirmada ao longo dos séculos, só prejudica o debate e a própria cultura popular. Por que a legitimidade precisa vir de movimentos culturais considerados como “alta cultura”? O funk e outros movimentos culturais precisam ser vistos como legítimos desde a sua origem. E isso independe da origem de classe de quem produz. Nossa luta também deve ser para que não precisemos mais de ninguém para legitimar a cultura popular. Nós mesmos vamos legitimar nossa cultura e sem chamar as outras culturas de lixo apenas por não ser a nossa.
Mariana Gomes é mestranda em Cultura e Territorialidades pela UFF

Frei Betto: A revolta da madame


Frei Betto: A revolta da madame

Rio -  Indignada, a madame comentou: “Imagina, agora minha empregada doméstica é administrada pelo governo, com essas leis absurdas! Como se nós, patrões, não a tratássemos bem.
A Maria das Dores, por exemplo, começou aqui em casa como babá de meu filho caçula, o Jorge. Pagava a ela meio salário mínimo e mais o transporte. No aniversário dela e no Natal eu dou presentes. A menina se dobra em agradecimentos. Ela cuida bem do menino: troca a fralda, dá banho, lava e passa as roupinhas dele, jamais esquece a hora das mamadeiras. Leva-o todas as manhãs para tomar sol na pracinha. E nunca se queixou de ficar aqui em casa além da hora combinada.
Às vezes, eu e meu marido temos de jantar fora e a das Dores fica com a criança, põe para dormir, e depois assiste à TV, até retornarmos. Nunca reclamou de sair mais tarde um pouquinho. Agora vem o governo com essa história de 44 horas semanais, carteira assinada, pagamento de horas extras, Fundo de Garantia, multa de 40% para demissão sem causa justa etc.
Ora, isso é coisa para trabalhador, como faz meu marido lá na empresa dele.
Pra que isso de direitos trabalhistas? Ela tem seu quartinho arrumado, TV, acesso livre à geladeira da família. E come da mesma comida que prepara para nós.
Não sei por que o governo se mete tanto em nossas vidas! Chega de burocracia. Agora vou ter que pagar, além dos salários, impostos para manter aqui a das Dores. Como se na velhice ela não fosse ter aposentadoria! Ora, a mãe dela, que trabalhou 20 anos na casa do meu sogro, ao se aposentar foi morar lá na roça, onde nasceu, e conseguiu aposentadoria rural. Precisa o governo criar ainda mais burocracia para nós, patrões?
Meu Deus, aonde o Brasil vai parar desse jeito!?”
Frei Betto é escritor, autor do romance ‘Aldeia do Silêncio’ (Rocco), entre outros livros

Jaguar: Sem cerveja sem álcool


Jaguar: Sem cerveja sem álcool

Rio -  Sempre achei que a vida sem mulher e sem cerveja não vale nada. Mesmo com elas, a vida não é nenhuma maravilha, mas isso é outra história. Aos 81 anos, só me resta a cerveja (ou eu estaria no livro Guinness dos Recordes). Quer dizer, restava. Meu médico proibiu bebidas alcoólicas. Só os jogadores do Barcelona, depois da derrota de sete a zero para o Bayern, seriam capazes de entender como ficou a minha cuca. A princípio pensei em me matar ou beber até morrer. Mas e depois? Mesmo se a gente for para algum lugar, seja o céu, o inferno ou o nada, com certeza não haverá cerveja lá. Posso até passar sem uísque, vodca, cachaça, os destilados em geral, mesmo porque nunca fico de porre, desses de juntar criança, como diz a malandragem. Deve ser algum motivo genético ou defeito de fabricação.
Mas adoro o sabor da cerveja, na verdade uma das pouquíssimas coisas que aprecio — as outras, no momento não me lembro. O problema é que as cervejas nacionais sem álcool têm cheiro e gosto de mofo. Fui ao Google, maior lata de lixo da História, mas às vezes quebra um galhão. Acabei descobrindo, depois de quebrar a cara muitas vezes, que só poucas marcas têm o mesmo sabor das com álcool: Erdinger e Paulaner. Só que são difíceis de achar. Na Zona Sul, Paulaner só no Tercetto, perto do metrô de Ipanema. Só achei a Erdinger no Pão de Açúcar. Comprei todo o estoque, 15 garrafas de meio litro. Doze paus cada. Com a nova Lei Seca — um bombom recheado com licor dá multa de R$ 1.950 e até perda da carteira de motorista —, pensei que os restaurantes e bares colocariam cartazes anunciando a venda de cerveja sem álcool para atrair novos clientes. Mas que nada, uma burrice comercial. Das 15 Erdingers,bebidas em pequenos goles, só restam 4. E agora, José? Me indicaram uma cervejaria na Barão da Torre, a Delirium Tremens, que não se perca pelo nome (licença, Hélio Fernandes).
É o nome de uma cerveja de altíssimo grau alcoólico. A Erdinger sem álcool está na carta de bebidas, e também duas que ainda não encontrei, Schneider e Opa, mas não tem no estoque. É dura a vida de abstêmio que gosta de cerveja. E fazer o quê? também vou jogar no fundo de uma gaveta minhas carteiras da SBW (Sociedade Brasileira do Whisky), da qual sou sócio remido, da Academia da Cachaça (sócio fundador) e minha Carteira de Cachaceiro, assinada pelo lendário Seu Oswaldo, fundador da Casa da Cachaça, na Mem de Sá, onde eu bebia com Madame Satã.

    Marcus Tavares: Cinema infantil, o que passou na tela


    Marcus Tavares: Cinema infantil, o que passou na tela

    Rio -  A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou o documento ‘Filmes brasileiros com mais de 500 mil espectadores entre 1970-2012’. O levantamento, inédito, lista 456 longas-metragens que, no período, alcançaram tal audiência. Deste total, 56 tiveram como público-alvo as crianças. Embora representem apenas 12,2% do total, os filmes do gênero se destacam no ranking das melhores bilheterias. Entre os 20 primeiros longas, 11 são infantis. ‘O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão’, de 1977, aparece em quinto lugar, com 5.786.226 pagantes.
    Das 56 películas infantis, 39 são assinadas pelos Trapalhões. Dez são protagonizadas pela Xuxa, três se baseiam nas histórias da ‘Turma da Mônica’, duas contam a saga da indiazinha Tainá e, por fim, uma conta as aventuras do personagem Tio Maneco, que, devido ao sucesso no cinema, virou seriado na antiga TV Educativa; e outra é inspirada na série de TV ‘Castelo Rá-Ti-Bum’.
    Numa breve análise do levantamento, destaco três questões: a) os dados indicam que o diálogo entre a televisão e o cinema foi bastante forte. Os filmes dos Trapalhões, Xuxa e ‘Castelo Rá-Ti-Bum’, todos protagonizados por artistas de TV, representam 90% da produção cinematográfica infantil; b) as narrativas pouco se basearam na literatura infantil brasileira, reconhecida internacionalmente por sua qualidade. Somente dois filmes foram se inspirar em escritores nacionais: ‘Os Trapalhões no Auto da Compadecida’, de 1988, adaptação livre da obra ‘Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna; e ‘Xuxa em o Mistério de Feiurinha’, de 2009, adaptação do livro ‘O Fantástico Mistério de Feiurinha’, de Pedro Bandeira; e c) boa parte das 39 produções dos Trapalhões tentou fazer uma aproximação com histórias da literatura universal. É o caso de ‘Ali Babá e os 40 Ladrões’, de 1972; ‘Robin Hood e o Trapalhão da Floresta’, de 1974; ‘Aladim e a Lâmpada Maravilhosa’, de 1974; e ‘Os Trapalhões e o Mágico de Oroz’, de 1984.
    A constatação, enfim, não é a das melhores: o levantamento da Ancine revela que o cinema infantil, diante da potencialidade de sua linguagem, ofereceu e continua oferecendo muito pouco de diversidade e cultura nacional para nossas crianças. E o mais grave: parece que nada de novo vem por aí.
    Professor e jornalista especializado em Educação e Mídia