domingo, 5 de maio de 2013

'Baixada precisa de mais cinco hospitais', diz secretária-executiva do consórcio da região


'Baixada precisa de mais cinco hospitais', diz secretária-executiva do consórcio da região

POR RAPHAEL BITTENCOURT
Rio -  Rosângela Bello, secretária-executiva do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), revela dificuldades para melhorar a saúde da região. Para ela, a Baixada precisa ganhar cinco hospitais de grande porte.
Foto: Paulo Araújo / Ag. ODia
Foto: Paulo Araújo / Ag. ODia
ODIA: O problema da saúde acontece não somente da Baixada, mas em todo o país. O que fazer para amenizá-lo?
Rosângela bello: A Baixada tem 3,8 milhões de habitantes e conta com apenas três hospitais de grande porte: o Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), o Adão Pereira Nunes (Saracuruna) e o Moacyr do Carmo, este em Caxias. Para se ter uma comparação, o município do Rio tem 17 hospitais de emergência para 6,5 milhões de habitantes. Falta construir hospital na Baixada.
Quantos hospitais são necessários construir?
Mais cinco de grande porte.Isso porque as prefeituras se comprometeram a aumentar a cobertura do Programa de Saúde da Família para 86% até 2016. Sendo assim, reduz-se a necessidade de internação.
A falta de hospitais na Baixada é, então, o único problema da saúde?
Não adianta um hospital, um posto ou uma policlínica. Precisamos de uma rede de atenção à saúde, com unidades básicas, unidades de atendimento de urgência e emergência, policlínicas e hospitais. Mas também faltam leitos. O déficit é de 8 mil.
Com a falta desta rede e de outras alternativas, o hospital mais prejudicado é o da Posse?
A Posse é regional, atende à Baixada inteira. É impossível que uma prefeitura faça, sozinha, o custeio desta unidade.O Ministério da Saúde quer repassar R$ 4,3 milhões por mês, mas as despesas chegam a R$ 14 milhões. Mesmo com estas dificuldades, o prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, inaugurou uma nova emergência no hospital e reforçou as equipes.
Se esta rede funcionasse na Baixada, a Posse não seria tão sobrecarregada...
A Posse atende do paciente com gripe ao infartado. Ela recebe muitas vítimas de trânsito, especialmente os ocorridos com motos. Muitos motociclistas andam sem capacete e a cabeça acaba sendo o pára-choque. Em geral, são pacientes muito jovens e que chegam com o quadro de saúde muito grave.
Estes pacientes que são casos de emergência disputam vagas com outros de menor complexidade?
A equipe técnica está estabelecendo um protocolo de quais pacientes devem ser atendidos na Posse. O diagnóstico é feito e o hospital faz contato com a Secretaria de Saúde do município, de onde o paciente é oriundo, para que ele seja levado de volta, caso seu quadro não seja grave. Na semana passada, o secretário de São João de Meriti trouxe um paciente em estado muito grave, mas levou de volta outro paciente que estava fora de perigo. 

Na Via Light, animais e motos invadem passarelas


Na Via Light, animais e motos invadem passarelas

POR DIEGO VALDEVINO
Rio -  Passarelas enferrujadas e sem grades de proteção, travessias de pedestres invadidas por motociclistas e cavalos, animais na pista, placas de sinalização pichadas e entulhos à margem da rodovia. Esse é o retrato do abandono na Via Light (RJ-081), trecho de 11 quilômetros que liga Nova Iguaçu até a Pavuna e que recebe diariamente mais de 15 mil veículos.
Foto: Carlos Morais
Foto: Carlos Morais
Se próximo a Nova Iguaçu, a visão do motorista é de uma paisagem, próximo a São João de Meriti os problemas se acumulam. A falta de mais passarelas é a maior queixa dos moradores. Eles dizem que os acidentes acontecem com frequência.
O gráfico Leandro Souza, 25 anos, disse que o pai foi uma das vítimas da falta de passarelas. “Há cerca de nove meses meu pai foi atropelado. Como não havia passarela por perto, ele atravessou pela rodovia. Foi atropelado e sofreu séria lesão no tornozelo”, diz o rapaz.
Leandro também critica a falta de pontos de ônibus e de abrigos de pedestres. “A Via Light precisa ser melhor cuidada. É perigosa para todos que passam por ali”, reclama.
Pela via, ciclistas e corredores arriscam a vida usando os estreitos acostamentos. Não há ciclovias nem faixa de pedestre. O risco de atropelamento é ignorado por eles.
Já as passarelas, que deveriam ser ocupadas por pedestres, são frequentemente invadidas por motociclistas e até por cavalos. O auxiliar de manutenção André Luiz de Souza, 34 anos, conta que o pai foi vítima de atropelamento numa das poucas passarelas sobre a Via Light.
“Ele foi atingido em cheio por uma moto. A roda de sua bicicleta ficou toda amassada e ele acabou machucando uma das pernas. Parece até que atravessar a pista é menos perigoso. Falta fiscalização”, reclama.
O cenário é mais sombrio próximo ao bairro Tomazinho, em São João de Meriti, onde o mato alto toma conta da margem da rodovia. No local, até carcaças de computadores são jogadas em meio ao entulho.
DER informa que faz manutenção da via
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informou, através de sua assessoria de comunicação, que faz diariamente a manutenção da Via Light, incluindo o serviço de capina na margem da rodovia, a retirada de entulhos e a aconservação do piso das passarelas.
Ainda de acordo com a assessoria, foram feitas recentemente limpeza e retirada de lixo no trecho próximo a Mesquita. O DER-RJ informa que a retirada do lixo situado fora das pistas é de responsabilidade das prefeituras. No entanto, segundo a assessoria, para não causar maiores transtornos à população, o DER-RJ tem feito a retirada.
O DER-RJ informou ainda que reconhece que as passarelas apresentam sinais de ferrugem em alguns trechos, mas alega que a manutenção é feita frequentemente e que não há risco de acidentes para os pedestres. Já quanto ao tráfefo de motocicletas, o órgão informa que a competência da repressão é da Polícia Militar.
Obra prevê ligação com a Avenida Brasil
Em 2010, o governador Sérgio Cabral anunciou a licitação de obras de ampliação da Via Light e liberou R$ 469 milhões para o DER-RJ. O projeto consiste em ligar a Pavuna até a Avenida Brasil, com 3,5 km de extensão, e inclui a construção de dois túneis, além de sinalização e iluminação
Construída em 1998, na gestão do governador era Marcello Alencar, a Via Light foi planejada para desafogar o trânsito na Rodovia Presidente Dutra. No entanto, a pista é hoje apenas uma artéria do Centro de Nova Iguaçu e serve como integração ao metrô da Pavuna, onde os ônibus são interligados com o Rio de Janeiro. A via também corta as cidades de Mesquita, Nilópolis e São João de Meriti.
Em 2005, o trecho teve sua extensão aumentada, com a inauguração do Viaduto Dom Adriano Hipólito, em Nova Iguaçu. São 11 passarelas no trecho entre Nova Iguaçu e a Pavuna.  

Comédia romântica é manual de boas dicas para casais


Comédia romântica é manual de boas dicas para casais

Rio -  Com muito humor, romantismo, dúvidas e incertezas, o espetáculo ‘O Grande Amor da Minha Vida’ está em cartaz hoje, às 19h, no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias. A peça conta a história de amor dos personagens Maria Helena e Luis Eduardo.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Como se fosse uma palestra, o casal apresenta um manual para mostrar ao público os caminhos de como encontrar o grande amor e não desperdiçar essa oportunidade, que eles acreditam ser única na vida.
Os personagens abordam temas de como se comportar no primeiro encontro, as diferenças de gostos, a incompatibilidade de gênios, entre outros. O diretor de produção Léo Fuchs afirma que usa projeção e humor na peça. “Abordamos a relação de um casal e o dia a dia deles. Vai do cômico ao drama e, mesmo nos momentos dramáticos, conseguimos rir de tudo”, explica.
Com direção de Michel Bercovitch e texto de Guel Arraes e João Falcão, o casal também fala sobre seus problemas, dificuldades e expectativas. O elenco conta com os atores Giovanna Ewbank e Zé Auro Travassos.
Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia e promocional antecipado). A classificação etária é de 12 anos. O teatro fica na Praça do Pacificador, Centro. Outras informações pelo telefone 2771-3062.  

História: Estação de Guia de Pacobaíba


História: Estação de Guia de Pacobaíba

Rio -  Eram 10 horas da manhã de 30 de abril de 1854. A Praia de Mauá, no fundo da Baía da Guanabara, estava em festa. Inaugurava-se a primeira estrada de ferro do Brasil. Sua Majestade, Dom Pedro II, que nascera em dezembro de 1826, contava, a esta época, 29 anos incompletos. O empresário e empreendedor Irineu Evangelista de Souza era de 1813 e fazia 40 anos. Entre ambos havia um abismo e o que os separavam eram as visões que tinham a respeito do mundo em que viviam.
Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet
D. Pedro II foi educado para carregar uma coroa na cabeça e não permitir que avanços demasiados nas ações da burguesia liberal progressista se chocasse com os interesses da nobreza, representada pelo Partido Conservador.
O autor do pequeno trecho de estrada de ferro que ligava a Praia de Mauá a Fragoso, no pé da serra, no caminho para Petrópolis, chamava-se Irineu Evangelista de Souza. Era uma figura ímpar no seu tempo, um homem simples que nascera de família humilde em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul. Ele havia começado sua vida como balconista e caixeiro numa empresa comercial de ingleses no Rio de Janeiro. Com a volta de seus patrões para a Inglaterra, a firma lhe foi entregue pelos seus méritos pessoais.
Nesta época faz uma visita a Inglaterra e se empolga com o crescimento industrial daquele país. No seu retorno ao Brasil, Irineu não era o mesmo. Sua cabeça e suas idéias são de um homem empreendedor. No discurso de inauguração, Irineu proferiu um contundente discurso frente ao Imperador Pedro II, e inicia dizendo “Senhor! A Diretoria da Cia. de Navegação à Vapor e Estrada de Ferro Petrópolis vem render graças à Vossa Majestade pela honra que se dignaram conferir à estrada, vindo assistir à solenidade de sua inauguração”.
Naquela manhã de 30 de abril de 1854, não estava somente o imperador. Estava ali também a nobreza do Império com seus condes, condessas, viscondes, barões e duques, além de jornalistas e intelectuais do Império. O fato era único na história do Brasil. Estava nascendo ali uma revolução nos meios de transporte de longa distância.
Irineu ainda diz: “Hoje, dignam-se Vossas Majestades de vir ver correr a locomotiva veloz, cujo sibilo agudo ecoará nas matas do Brasil prosperidade e civilização, e marcará, sem dúvida uma nova era para o País”.
Irineu pede a proteção do Imperador nos novos empreendimentos. Era o seu sonho chegar com a locomotiva às margens do Rio das Velhas, no interior de Minas Gerais, escoando a produção das terras contíguas ao Rio São Francisco, fazendo chegar à capital do Império e transformando o Rio de Janeiro na mais próspera cidade do continente americano.
Na visão conservadora, Irineu Evangelista era um visionário, com sonhos mirabolantes e longe da realidade. Quatro anos depois, saindo da Estação da Proclamação, com direção à localidade de Maxambomba e Queimados, Cristiano Ottoni e toda a comitiva liderada por D. Pedro II e Dona Thereza Cristina, inaugurava-se a Estrada de Ferro D. Pedro II. Por onde passava era ovacionado pelas lideranças locais e políticas do Império.
É verdade que a locomotiva consumia madeira, que acelerava o processo de desmatamento, destruindo as florestas da Baixada e promovendo um grande desequilíbrio ecológico regional. É o preço que pagamos pelo progresso, com tecnologias iniciadas na Revolução Industrial Inglesa do século XVIII. Ao início do século XX, a Baixada já não era mais a mesma.

Prefeito de Magé quer ajuda do estado


Prefeito de Magé quer ajuda do estado

Rio -  Prefeito reeleito em outubro do ano passado, Nestor Vidal (PMDB), de Magé, ainda trabalha para colocar a casa em ordem. Este é o seu terceiro ano à frente da prefeitura. Ele assumiu o primeiro mandato em 2011, após a ex-prefeita Núbia Cozzolina ter sido afastada do cargo.
Foto: Paulo Araújo / Ag. ODia
Foto: Paulo Araújo / Ag. ODia
Vidal coloca a saúde como sua grande prioridade de governo. O diagnóstico, segundo ele, não é dos melhores. “A situação não é diferente da situação de nenhum outro município da Baixada Fluminense. Magé vive grande dificuldade na captação de profissionais da área de saúde”, diz.
Vice-presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), Nestor Vidal revela que as cidades da região enfrentam grande dificuldade para contratar profissionais devido à concorrência com as clínicas particulares. “Como contratar médicos para trabalhar pelo valor que a prefeitura pode pagar? É difícil concorrer com as Organizações Sociais (OS). Magé paga R$ 8 mil e estou tentando ver com os pediatras uma diferenciação, pois há uma falta grande destes profissionais não só em Magé, mas em todo o país”, lamenta o prefeito.
Nestor Vidal revela que pretende entregar ao governo do estado a gestão da maternidade de Piabetá, hoje sob administração municipal. Segundo ele, 50% do atendimento é de pacientes que moram em Duque de Caxias. “O prefeito de lá fechou o Posto de Atendimento de Imbariê e, com isso, a população foi para Piabetá, que fica no limite com Caxias. Não temos condições de arcar com a despesa”, desabafa.
Apesar das dificuldades, Vidal garante que as perspectivas da saúde são boas para a população de Magé. Segundo ele, Piabetá vai receber a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em 60 dias. Este é o mesmo prazo que ele dá para a entrega da Policlínica de Santo Aleixo, que deverá ter 70 leitos. Ele também promete investir em atenção básica.
“Hoje, o Programa Saúde da Família atende a mais de 80% da população. Estou fazendo as reformas no PSF e licitando quatro Clínicas da Família”, explica.  

Menores fogem de unidade do Degase na Ilha do Governador


Menores fogem de unidade do Degase na Ilha do Governador

POR MARCELLO VICTOR
Rio -  Um grupo de menores infratores fugiu da unidade de internação Escola João Luiz Alves, na Estrada das Canárias, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, no fim da noite deste sábado. De acordo com agentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), pelo menos 23 deles conseguiram escapar da unidade de aplicação de medidas socioeducativas, sendo que 13 foram recapturados pouco depois.
Ainda não há informações de como os adolescentes conseguiram escapar e se houve uma rebelião. Policiais do 17º BPM (Ilha do Governador) foram acionados e reforçam o policiamento na região na madrugada deste domingo. Agentes do Degase e PMs vasculharam a unidade e a Central de Recuperação Pastor Carlos Portela, que fica ao lado.
A Escola João Luiz Alves é vizinha a Favela do Barbante.

Nhá Chica é beatificada em Minas Gerais


Nhá Chica é beatificada em Minas Gerais

Minas Gerais -  Negra, iletrada e filha de escravos, fato inédito, a mineira Francisca de Paula Jesus, a Nhá Chica, recebeu na tarde deste sábado o título de beata pela Igreja Católica do Brasil, em cerimônia que parou a cidade de Baependi (MG), onde ela viveu e morreu em 1895. Sob sol e calor intenso, uma multidão calculada em 50 mil pessoas, muitos usando sombrinhas, acompanhou a beatificação da milagreira e formou grandes filas para visitar a casa onde a ‘Mãe dos Pobres’, como ela era conhecida, viveu. 
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG
O ritual ocorreu no Santuário Nossa Senhora da Conceição, onde estão os restos mortais da candidata à santa, e contou com coral composto por 100 vozes, além da presença de autoridades do Vaticano e brasileiras. Estiveram presentes o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e Gilberto Carvalho, secretário geral da Presidência da República, representando a presidenta Dilma Rousseff. 
Através de uma mensagem lida pelo cardeal Angelo Amato, o Papa Francisco afirmou que Nhá Chica foi uma ‘perspicaz testemunha da misericórdia de Cristo’.
Após uma vida dedicada à caridade e ajuda aos necessitados, Nhá Chica teve o decreto de beatificação assinado pelo Papa Bento XVI em junho de 2012, após a aprovação pelo Vaticano de um milagre de cura ocorrido em 1995.
Naquele ano, a professora Ana Lúcia Leite descobriu que tinha um problema congênito no coração. Na véspera de fazer uma cirurgia, sentiu forte febre e exames posteriores revelaram que o problema havia desaparecido. Ana Lúcia havia rezado para Nhá Chica e considerado a cura por intermédio dela.
O provável milagre foi enviado ao Vaticano em 1998, e em 2011 o Papa Bento XVI aprovou as virtudes heroicas da religiosa e a designou o título de Venerável, necessário à posterior beatificação.
Três horas na fila
Por volta do meio-dia, três horas antes de a cerimônia começar, o tempo de espera na fila para entrar na casa onde Nhá Chica nasceu era de meia-hora. E voluntários distribuíam papéis para os fiéis anotarem pedidos que seriam colocados em uma urna.
Filha livre de uma ex-escrava, Nhá Chica nasceu em meados de 1810, em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João Del Rei (MG). Mudou-se para Baependi aos oito anos, com o irmão, quatro anos mais velho, e a mãe, que morreu quando ela tinha 10 anos. O irmão se casou, e na morte deixou fortuna em ouro que Nhá Chica usou para construir a Capela de Nossa Senhora da Conceição, de quem era devota, além de fazer doações a necessitados. A obra foi demolida em 1940. Anos depois foi erguido no local santuário para os restos mortais da beata.

Justiça paulista multa Maluf em R$ 2,1 milhões por não cumprir sentença


Justiça paulista multa Maluf em R$ 2,1 milhões por não cumprir sentença

São Paulo -  A Justiça de São Paulo multou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) em R$ 2,1 milhões por descumprir uma sentença judicial onde foi condenado por improbidadeadministrativa. As informações são do jornal Estado de S.Paulo.
Foto: Reprodução Internet
Deputado terá que pagar multa por não cumprir decisão judicial | Foto: Reprodução Internet
O valor representa 10% dos R$ 21,3 milhões que o parlamentar foi obrigado a pagar por desviardinheiro público no episódio conhecido como "escândalo dos precatórios". Na época, Maluf era prefeito da capital paulista (1993-1996). A juíza da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que emitiu a multa, alega que não há provas de que o débito tenha sido quitado.
Ainda de acordo com o Estadão, a defesa de Maluf diz que o total devido deve ser de R$ 15 milhões, valor calculado com juros menores. 

Roberto Carlos pedirá indenização por uso de canção em campanha de Maduro


Roberto Carlos pedirá indenização por uso de canção em campanha de Maduro

São Paulo -  O cantor Roberto Carlos solicitará perante a Justiça venezuelana uma indenização pelo uso não autorizado de sua canção "Detalhes" na campanha política do atual presidente do país, Nicolás Maduro. "Fizemos a notificação jurídica a ser enviada via escritório da Venezuela, à qual se seguirão as medidas indenizatórias pelo uso indevido da obra", declarou o assessor jurídico do cantor, Marco Campos, ao jornal Folha de S. Paulo.
O advogado frisou que Roberto Carlos não costuma autorizar o uso de suas canções para fins políticos. A televisão estatal venezuelana já tinha utilizado em fevereiro outra canção do cantor, "Amigos", em uma peça publicitária que apresentava o presidente boliviano Evo Morales e o falecido ex-mandatário venezuelano Hugo Chávez como "irmãos de luta".
Na nova campanha, apresentada há duas semanas na televisão estatal venezuelana, a letra da canção é ajustada para mostrar facetas na vida de Maduro, como sua antiga profissão de motorista de ônibus e sua atuação como sindicalista, em um encontro com líderes indígenas. A agência Polis, do publicitário brasileiro João Santana, que assessorava Chávez, negou ter vínculos com a utilização da música de Roberto Carlos e esclareceu que na atual campanha só participou da criação do vídeo de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Maduro.
Assista ao vídeo (em espanhol e sem legendas): 
As informações são da EFE

Médico que fez autocirurgia será investigado


Médico que fez autocirurgia será investigado

CRM vai abrir sindicância para investigar o caso, criticado pela entidade. Muitos internautas apoiaram a iniciativa do cirurgião

São Paulo -  O Conselho Regional de Medicina (CRM) vai abrir uma sindicância para investigar o caso de um cirurgião plástico de Jundiaí (SP) que fez uma autocirurgia. De acordo com o CRM, é considerado inapropriado qualquer tipo de ato médico em si, com medidas variam entre a advertência até a cassação do registro profissional.
Foto: Reprodução Internet
Vídeo durante cirurgia: 'agora é mais fácil diagnosticar minhas pacientes' | Foto: Reprodução Internet
Para o Conselho, uma autocirurgia seria aceita, como por exemplo, se ele fosse precisar amputar um membro do corpo. Luiz Américo Freitas Sobrinho, de 66 anos, publicou um vídeo realizando uma abdominoplastia (remoção de gordura e pele em excesso) no abdômen inferior em 2012.
Apesar de ter ajuda de outras pessoas durante a cirurgia, é ele quem faz o procedimento, desde a aplicação da anestesia local até a sutura. Mesmo o procedimento sendo criticado pelo CRM, os internautas que assistiram ao vídeo aprovaram a iniciativa do médico.
"Um médico que aplica em si mesmo aquilo que prescreve para outros é algo a se respeitar", disse um internauta no YouTube. "Parabéns Dr vc é realmente um grande profissional", afirmou outro. "O novo Leonid Ivanovich Rogozov, só que este é brasileiro, que orgulho", comentou outro, em referência ao médico russo que durante uma expediaçõ na Antártida em 1961 pela União Soviética, diagnosticou a si mesmo com apendicite aguda (já que não havia outro médico), e fazendo uma autocirurgia, obtendo sucesso.
"Considero Rogozov um verdadeiro herói por ter realizado em si uma apendicectomia em um local distante e sem os mesmos recursos técnicos que temos hoje. Em relação ao meu caso, considero-me feliz por tentar imitá-lo", disse Luiz Américo também pelo YouTube. "O objetivo foi remover a dobra do abdome. Ao passar pelos mesmos problemas que minhas pacientes passaram, pude descobrir que agora é bem mais fácil diagnosticar os problemas pós-cirúrgicos que elas sentem do que antes, o que não deixa de ser que foi para o bem da ciência".  

CNJ discute novas regras de ingresso na magistratura


CNJ discute novas regras de ingresso na magistratura

Brasília -  A primeira etapa do concurso de ingresso na magistratura em âmbito nacional, será tema principal do seminário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ocorrer na segunda-feira e terça-feira, na sede do órgão, em Brasília. Atualmente, de acordo boletim informativo do CNJ, todo o processo de seleção é feito pelos tribunais. O evento terá a participação de representantes de tribunais de todo o país. As sugestões acatadas no seminário farão parte de uma proposta de resolução que será apreciada pelo plenário do CNJ.
“O seminário será importante para discutirmos um novo modelo de concurso para a magistratura. Não queremos apenas pessoas boas de concurso, mas pessoas que tenham uma visão mais ampla da realidade e menos repetitiva”, disse o juiz auxiliar da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Ricardo Chimenti.
Pela proposta que prevê a nacionalização do concurso, a primeira etapa do certame seria coordenada por uma comissão composta por representantes do CNJ, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Os tribunais continuariam tendo a autonomia para abrir concursos, de acordo com a necessidade de preenchimento das vagas. A aprovação na primeira fase nacional, apenas habilitaria os candidatos a se inscrever nos concursos abertos pelas cortes.
As informações são da Agência Brasil

Se comer, mexa-se


Se comer, mexa-se

Em vez do número de calorias de cada alimento, os cardápios deveriam exibir a quantidade de exercícios necessária para ‘queimá-las’, defendem pesquisadores norte-americanos

Rio -  Ao saborear um delicioso cheeseburguer, você se preocupa com as calorias? E se soubesse que, para ‘gastar’ o sanduíche, seriam necessários 140 minutos de caminhada, isso pesaria mais na hora da escolha? Estudiosos americanos acreditam que sim.
Uma pesquisa da Universidade Cristã do Texas testou colocar nos cardápios de restaurantes a quantidade de exercícios necessária para ‘gastar’ cada alimento, e mostrou que as pessoas acabaram ingerindo refeições 15% menos calóricas e mais nutritivas. Porém, quando apenas o número de calorias era exibido, as escolhas não apresentavam mudança. 
Foto: Arte O Dia
Foto: Arte O Dia
O estudo envolveu 300 voluntários, com idades entre 18 e 30 anos, que receberam três diferentes tipos de cardápios: um simples, um contendo o tempo necessário para ‘queimar’ cada refeição e outro com o número de calorias dos alimentos. Todos continham as mesmas opções de alimentos. 
Autora da pesquisa, Meena Shah afirma que “é preciso uma estratégia mais efetiva para encorajar a população a escolher opções menos calóricas nos menus de restaurantes”. Ela sugere que as calorias sejam convertida em caminhadas rápidas, pois o exercício é de fácil execução.
Mas será que a medida teria efeito positivo no Brasil? Para a endocrinologista Rosani Resende, “além de incentivar a atividade física, essa seria uma boa forma de mostrar às pessoas as consequências dos alimentos”.
Já na opinião da nutricionista Michelle Boscato, do Hospital Adventista Silvestre, a quantidade de exercícios deve ser uma informação adicional. “Apesar de positiva, essa contagem não considera o gasto metabólico basal, que é a quantidade de energia que o corpo precisa para realizar suas atividades vitais”, explica.
Por isso, não adianta sair correndo do restaurante. Segundo as especialistas, a melhor forma de comer bem é fazer um acompanhamento nutricional associado a atividades físicas regulares, que geram aumento da massa magra, favorecendo o gasto energético. Sabendo disso, o que você faz? Muda o pedido na lanchonete ou encara a ginástica?
Quanto mais exercício, melhor?
Embora seja possível traçar uma média do tempo de atividade física necessária para ‘queimar’ os alimentos, o preparador físico Rodolfo Pereira afirma que o gasto calórico de cada pessoa depende de gênero, altura, peso, idade e condicionamento físico. “Um treinamento aeróbico associado ao fortalecimento dos músculos é indicado para todos”, diz.
Já para o fisiologista Ricardo Zanuto, a intensidade do exercício é mais importante do que o volume. “Quanto maior for a frequência cardíaca do indivíduo, maior o gasto energético”, explica o especialista.
Opiniões diferentes nos restaurantes da cidade
Perguntados sobre os efeitos que a pesquisa americana surtiria, caso fosse aplicada no Brasil, os apreciadores de guloseimas dividiram opiniões.
Alvimar Calazans, programador visual, 57 anos, ignoraria o experimento. “Pensar em como gastar antes mesmo de comer acaba com o prazer tanto da comida quanto da atividade física”, afirma. Para Ludmila Tavares, 25, saber a quantidade de calorias gera mais impacto. “Como o número de calorias é muito maior, acaba assustando mais”, opina a estudante. Já o casal Mauro Froes e Liliana Ávila disse que não se preocuparia com o exercício necessário para gastar a comida, porque a medida é “relativa”. Eles foram os únicos entrevistados a optar por salada.
É preciso escolher bons alimentos
Mesmo com todos os benefícios, apenas fazer atividade física não é sinônimo de um corpo saudável. “Muitas pessoas que praticam exercícios comem de forma pior do que sedentários, pois acreditam que pelo fato de treinarem podem abusar mais”, diz Ricardo Zanuto, fisiologista.
A endocrinologista Rosani Rezende afirma que o importante é observar o caráter qualitativo dos alimentos e não só o quantitativo. “Alimentos pouco nutritivos e ricos em gordura e açúcares demoram mais para serem gastos e são mais facilmente estocados na região abdominal”, diz.

Bagaço de cana purifica água


Bagaço de cana purifica água

POR FERNANDA PORTUGAL
Rio -  O bagaço da cana de açúcar pode ser usado para eliminar corantes, metais, efluentes industriais e carga orgânica que poluem a água, descobriu o engenheiro ambiental Antonio Iris Mazza, da Universidade Santa Cecília, em Santos (SP). Ele fez centenas de testes em laboratório e verificou que bastam dois gramas de bagaço por litro de água contaminada com corante, por exemplo. O pesquisador afirma que o bagaço de cana terá preços mais acessíveis que o carvão ativado, atualmente utilizado para purificar água. Além disso, ele alerta para o fato de que o novo método não destrói árvores, como ocorre com o carvão. 
Foto: Banco de imagem
Foto: Banco de imagem

Cavalos-marinhos do litoral do Rio em risco de extinção


Cavalos-marinhos do litoral do Rio em risco de extinção

Peixes costumam ser alvo de pesca irregular, pela beleza e até pela crença de que curam doenças

POR BEATRIZ SALOMÃO
Rio -  Eles medem pouco mais de dez centímetros, vivem escondidos no mar e são muito cobiçados por colecionadores, por serem belos e exóticos. Ameaçados de extinção, os cavalos-marinhos despertaram a curiosidade de um grupo de pesquisadores do Rio de Janeiro, que, além de estudar as peculiaridades desse tipo de peixe, cuida para que ele seja bem tratado pelo homem.
Criado há dez anos, o Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro monitora os animais presentes na Ilha Grande; na Praia João Fernandes, em Búzios; e na Praia da Urca, no município do Rio. 
Foto: Arte O Dia
Clique na imagem para ampliar | Foto: Arte O Dia
Considerados ‘sedentários’ e pouco ativos, os cavalos-marinhos vivem, em média, 4 anos. Eles não têm predador específico, devido aos anéis ósseos que possuem no corpo, o que os torna ‘impalatáveis’. Apesar da aparente vida tranquila, eles estão ameaçados de extinção e correm o risco de desaparecer da costa brasileira. 
Os motivos vão desde a pesca irregular, até a crença de que podem curar doenças. “Há pessoas que os pescam para colocar em aquários, pois eles são coloridos. Já os caiçaras acreditam que curam asma”, conta a coordenadora do projeto, a bióloga Natalie Freret.
Outra causa do desaparecimento é a destruição da região costeira para a construção imobiliária, diminuindo possíveis lares dos cavalos-marinhos.
O projeto liderado pela bióloga também atua em escolas, alertando crianças sobre espécies ameaçadas de extinção. “Peço que as pessoas não comprem cavalos-marinhos, porque eles são retirados da natureza e isso prejudica a saúde e o equilíbrio ambiental”, declara, acrescentando que mergulhadores devem evitar pisar em recifes rochosos, já que é neles que o animal vive.
Adote um cavalo-marinho do Rio
Não é preciso explorar o fundo do mar para ajudar um cavalo-marinho. O site Bicharia (www.bicharia.com.br) recebe doações em dinheiro que financiam projetos com animais em perigo. O valor da contribuição varia de R$ 5 a R$ 500 e a quantia vai para o Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro. Com a verba, os pesquisadores pretendem intensificar a ação em Búzios, fazer campanhas de conscientização com turistas e descobrir informações como período de reprodução e habitat de maior ocorrência.
Animais diferentes despertaram paixão do grupo de cientistas
O campo de atuação do Projeto Cavalos-Marinhos do Rio inclui pesquisas em laboratório, análise comportamental e genética das espécies e aulas de educação ambiental.
A bióloga Natalie Freret disse que optou pelos animais por eles serem diferentes. Ao contrário da maioria dos seres vivos, no caso do cavalo-marinho é o macho que fica ‘grávido’, por exemplo. As fêmeas injetam os óvulos em uma bolsa e lá ocorre a fecundação. A gestação dura 25 dias. Para saber com quantas fêmeas o macho cruzou, pesquisadores coletam e estudam os filhotes.
Sobre a análise populacional, a maior concentração foi encontrada em Búzios, com 13 indivíduos. Em outros locais, a média é de cinco cavalos-marinhos. “A população não é fixa e não encontramos sempre os mesmos”, conta.
Segundo ela, o grupo estuda a relação genética entre os cavalos-marinhos do estado. O objetivo é descobrir se as populações foram formadas isoladamente ou se possuem relação entre si. “Encontramos fluxo genético entre os cavalos-marinhos. Há filhotes levados pela correnteza, que acabam crescendo em outro local e lá se multiplicam”, explica a especialista.