domingo, 5 de maio de 2013

Atrizes de 'Amor à Vida' contam como mantém a forma depois dos 50 anos


Atrizes de 'Amor à Vida' contam como mantém a forma depois dos 50 anos

POR PATRICIA TEIXEIRA
Rio -  Passar dos 50 anos com jovialidade, disposição e boa forma não é para qualquer uma. A próxima novela das 21h, ‘Amor à Vida’, traz um time de atrizes de dar inveja em qualquer mulher. Susana Vieira, Eliane Giardini e Françoise Forton são provas de que uma alimentação adequada, exercícios e bom humor trazem muitos benefícios à saúde.
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Aos 70 anos e esbanjando charme, Susana garante que seu corpinho faz sucesso por onde quer que passe. “Tenho muita energia, graças a Deus. Amo minha vida, minha saúde e meu corpinho enxuto. Estou sempre de bem com a vida. Costumo dizer que vou fabricar gotas de Susana Vieira. Quando as pessoas estiverem em depressão, é só pingar umas gotinhas”, diverte-se.
E qual é o segredo de Susana para manter a boa forma? “É ter gente jovem e alegre por perto. Além de cachorro, natureza, netos, água para beber, flores. Confesso que eu odeio exercícios, mas faço todos. Tenho personal trainer, porque, do contrário, a gente não vai à academia. Ele é muito rigoroso e fica me ligando quando eu não vou. Também faço dança e RPG. Mas não costumo tomar vitamina alguma, só vitamina C, de vez em quando. Eu como de tudo. Adoro pão de queijo. Sei que engorda, mas, quando ganho uns quilinhos, vou para a esteira”, revela.
Atrizes dizem como mantém a forma | Foto: Divulgação
Atrizes dizem como mantém a forma | Foto: Divulgação
Eliane Giardini, aos 60, é sinônimo de beleza madura. Para manter o corpo em forma, ela faz dieta cinco vezes na semana. “Não janto, durmo cedo e pratico exercícios. Sigo um regime durante a semana, evito frituras, doces, refrigerantes e bebida alcoólica. Mas aos sábados e domingos, dou uma liberada”, comenta. Adepta do pilates, a atriz revela não gostar de acordar cedo e que precisa de, no mínimo, oito horas de sono por dia para acordar bem disposta.
Françoise Forton completa o trio de beldades que já passaram dos 50 sem perder o encanto. Aos 55, a atriz faz questão de manter uma alimentação balanceada. “Gosto de legumes, verduras e muita salada. Também faço balé clássico. Sinto necessidade de dançar e sei que isso ajuda a manter a forma. Além disso, eu canto e faço pilates. Para combater o cansaço do dia a dia, procuro ficar com a família, ir ao cinema ou ler um bom livro”.

Odiado por seu papel em 'Salve Jorge', Caco Ciocler fala de traição


Odiado por seu papel em 'Salve Jorge', Caco Ciocler fala de traição

POR PAULO RICARDO MOREIRA
Rio -  É com enorme satisfação que Caco Ciocler resume o sentimento das mulheres em relação ao revoltado Celso, seu papel em ‘Salve Jorge’: “Estão me odiando como nunca!”. E não era para menos. Aos 41 anos, o ator paulista, que já foi mocinho em várias novelas, virou alvo da ira do público feminino por causa das armações de seu personagem, que tenta colocar a filha, Raíssa (Kiria Malheiros), contra a mãe, Antônia (Letícia Spiller), ao disputar a guarda da menina.
Ator começa a gravar 'Salve Jorge' | Foto: Divulgação
Ator fala sobre o personagem | Foto: Divulgação
“Nunca tinha passado por esse ódio tão visceral, principalmente das mulheres. Já fiz vilões, mas bem ou mal eles tinham um certo charme. Celso não tem atrativo algum. Não é que seja mau, ele é equivocado, sem maturidade emocional e está fazendo coisas com uma criança, o que mexe demais com as pessoas”, avalia o ator, que tem sido xingado nas ruas. “Isso significa que estou fazendo direitinho o meu trabalho”.
Se na ficção faz um homem que se morde de ciúme pela ex-mulher por ter sido traído e abandonado, na vida real Caco, que se separou da atriz e diretora de arte Marina Previato, diz que aprendeu a lidar com esse sentimento. “Eu sinto ciúme, já senti coisas que o Celso sente, já fui traído e abandonado. Já traí e abandonei. Eu sei que dor é essa. Mas tenho a consciência de que o ciúme é um sentimento ruim, de posse. Hoje em dia, eu me policio muito, por entender que isso não é amor, é ego ferido. Tem muito mais a ver com as minhas questões do que com a pessoa em si”, reflete.
Nada como a maturidade. Até porque o ator já agiu de forma bem diferente na adolescência. “Já fiz escândalo, já quebrei casa... Por quê? A pessoa me traiu, meu camarada!!!”, conta ele, aos risos.
Ator nunca falou mal da ex para o filho | Foto: Ag. News
Ator nunca falou mal da ex para o filho | Foto: Ag. News
Pai de Bruno, de 17 anos, fruto de seu relacionamento com a atriz Lavínia Lorenzon, Caco define como “um absurdo” o que Celso faz com a filha, falando coisas para atingir a mãe — uma atitude chamada de alienação parental. “Essa foi uma preocupação que eu sempre tive quando me separei da mãe do meu filho. A criança não tem nada a ver com isso. Imagina ela crescer ouvindo os pais falando mal um do outro. Deve ser um estrago irreparável!”, diz ele, que atualmente curte a solteirice sem o filho. “Ele está fazendo intercâmbio na Austrália. Pela primeira vez, desde os 24 anos, estou solteiro e levo uma vida sem o compromisso de voltar pra casa para cuidar dele. Gostaria de ter mais filhos, mas não agora. Quero ter essa experiência em outra situação, encontrar uma pessoa bacana e, com certeza, ter um filho”.
Diferentemente do seu personagem, o ator garante ter ótima relação com a mãe de Bruno, mas procura evitar comentários que possam ser mal interpretados. “Às vezes, me pego soltando umas coisas. Aí, penso: ‘Não posso falar isso’. Mas também já ouvi do meu filho coisas que ela falou de mim. É normal. Mas me dou muito bem com ela”, assegura.
Chocado mesmo Caco ficou ao saber dos casos extremos, nos quais as mães fazem acusações falsas contra os pais para conseguir a guarda do filho (a) na Justiça. “É mais comum do que a gente imagina. As mulheres acusam os maridos de abusarem da filha, de seduzi-la, de gostar de vê-la tomar banho. Uma loucura!”, indigna-se.
Quando a autora Glória Perez começou a debater o tema, Caco tomou uma decisão importante para encontrar seu espaço em meio a quase 100 personagens. “Sabe quando tem aquela multidão e você começa a pular? Celso nem era tão maluco, mas achei que precisava dar uma subidinha no tom para prestarem mais atenção em mim”, revela. A estratégia deu certo. “Celso ocupou um lugar particular na trama. É o tipo de personagem que você quer ver para odiar, para xingar”, avalia.
Na reta final, Celso vai recuperar a guarda da filha após a prisão de Antônia e descobrir que não é filho de Arturo (Stenio Garcia), mas sim de Gustavo, o marido falecido de Leonor (Nicette Bruno). Ele vai reivindicar a paternidade e sua parte na herança. “Eu queria que ele acordasse, caísse na real. Precisa tomar na cabeça”, torce. 

Nicole Bahls exibe decotão em foto no Instagram


Nicole Bahls exibe decotão em foto no Instagram

Rio -  Que Nicole Bahls continua em plena forma ninguém duvida. Neste sábado, a beldade do "Pânico" deu mais uma prova disso ao postar uma foto Instagram em que aparece com decotão e barriguinha de fora. Nicole queria mesmo era mostra sua nova capa do celular. "Apaixonada pela case que chegou", escreveu.
Nicole Bahls | Foto: Reprodução Internet
Nicole Bahls | Foto: Reprodução Internet

Nelson Sargento deposita esperanças na nova gestão para reerguer a Mangueira


Nelson Sargento deposita esperanças na nova gestão para reerguer a Mangueira

Baluarte aposta suas fichas para ver escola criada por Cartola voltar a ser o centro das atenções no Carnaval

POR CAIO BARBOSA
Rio -  A Mangueira, tal qual o samba mais famoso do presidente de honra Nelson Sargento, agoniza. Mas não morre. Abalada devido a uma sucessão de escândalos, suposta ligação com o tráfico de drogas e o abandono das tradições, a Estação Primeira está voltando a sorrir. A convite do DIA, o baluarte passou a manhã de sexta-feira no Buraco Quente, onde viveu intensamente 65 dos seus 88 anos, e falou sobre a esperança depositada na nova gestão.

Na comunidade, onde é reverenciado a cada passo, Sargento fez uma constatação emocionado, ao lado da quadra completamente abandonada e tomada por lixo e entulho: “Alguém sempre te socorre, antes do suspiro derradeiro”, disse o mestre. O socorrista da vez atende pelo apelido de Chiquinho da Mangueira. É no novo presidente, eleito domingo passado, que Sargento aposta suas fichas para ver a escola criada por Cartola voltar a ser o centro das atenções, não só noCarnaval.
Compositor espera dias melhores para a escola | Foto: João Laet / Agência O Dia
Compositor espera dias melhores para a escola | Foto: João Laet / Agência O Dia
“A vida é feita de percalços. Ninguém está livre disso. Mas acho que agora temos um grande timoneiro, e a Mangueira vai se reerguer e se recuperar de todos estes anos de sofrimento. Estou pronto para ajudar”, avisa. Os primeiros passos foram dados. A era das popozudas à frente da bateria chegou ao fim. Evelyn Santos, criada na comunidade, é a nova dona do pedaço. Squel também está de volta para ser a porta-bandeira. É a Mangueira voltando às raízes.
Alcione diz estar pronta para ajudar

A cantora Alcione, a Marrom, outra baluarte da Verde e Rosa, já se colocou à disposição da nova diretoria para o que for preciso, assim como Nelson Sargento. “O Chiquinho sabe. Aliás, a Mangueira sabe que pode contar sempre comigo. E eu não quero e nem preciso de cargo. Quero é ajudar a Mangueira a voltar para o lugar que merece estar”, disse a Marrom.
Candidato Chiquinho da Mangueira foi apoiado pela cantora Alcione | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Chiquinho da Mangueira foi apoiado pela cantora Alcione | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Do Recife (PE), onde está fazendo shows, Alcione diz que os mangueirenses de todo o país estão motivados e esperançosos em ver sua escola voltar a brilhar. “A Mangueira não pertence mais ao Carnaval, ao Rio de Janeiro. Ela é do Brasil. Até quem não é mangueirense tem carinho pela escola e sabe a sua história. E a gente sente que tem algo mudando por lá”, completou.
Histórico de crises nos últimos anos
Os destaques da Mangueira estiveram mais nas páginas policiais do que nas colunas sociais nos últimos anos. A ligação do ex-presidente Percival Pires com o traficante Fernandinho Beira-Mar causou polêmica. Depois, o também ex-presidente Ivo Meirelles, segundo a polícia, teria construído rotas de fuga para o criminoso Tuchinha, que ainda compôs sambas para a escola, escandalizando os mangueirenses.

O centenário de Mestre Cartola, fundador da escola, foi ignorado pela direção da escola em 2007, que optou por um enredo sobre frevo patrocinado pela Prefeitura do Recife. Neste mesmo ano, Beth Carvalho foi expulsa do carro dos baluartes e deixou a Sapucaí aos prantos. A morte do intérprete Jamelão, no ano seguinte, aumentou ainda mais a crise. 
Baluartes em festa: Hélio Turco (E), de 80 anos, maior vencedor de sambas-enredo da Mangueira, festeja com Waldir Claudino, 75, filho de Maçu, um dos fundadores da escola | Foto: Raphael Azevedo / Agência O Dia
Hélio Turco (E), de 80 anos, maior vencedor de sambas-enredo da Mangueira, e Waldir Claudino, 75, filho de Maçu, um dos fundadores da escola, também apoiaram Chiquinho | Foto: Raphael Azevedo / Agência O Dia
Num ensaio em 2010 em homenagem ao Fluminense, time de Cartola, Luizito, substituto de Jamelão, xingou torcedor no microfone. A Unimed, que patrocinava clube e escola, saiu de cena, a exemplo do que já haviam feito Xerox e Petrobras.
Novo enredo sai nesta semana

A Mangueira deve anunciar esta semana o enredo para o Carnaval de 2014. E, segundo o novo presidente, não há a menor chance de a escola repetir 2007, quando optou por frevo em vez de homenagear Cartola. A escola também programa uma homenagem a Jamelão, que faria 100 anos no próximo domingo. “Isso tudo levanta a moral do mangueirense, recupera a auto-estima da comunidade. A Mangueira não é nada sem quem vive a escola”, diz Alcione.

Mestre Marcão abre inscrições para oficina de percussão


Mestre Marcão abre inscrições para oficina de percussão

Rio -  Chegaram ao fim as folgas do pessoal que quer fazer parte de uma bateria no Carnavaldo Rio. Às 19h desta segunda-feira, a Furiosa do Salgueiro dará início ao processo de recadastramento e recebimento de novas matrículas para a Oficina de Percussão do Mestre Marcão.
Marcão preza o trabalho em prol da escola | Foto: Alex Nunes / Divulgação
Marcão preza o trabalho em prol da escola | Foto: Alex Nunes / Divulgação
Para a inscrição, os interessados deverão levar duas fotos 3x4 e xerox de comprovante de residência, RG e CPF. As vagas se restringem para maiores de 16 anos, já que para os menores, os projetos são tratados através da Vila Olímpica do Salgueiro.

Cada vez mais perto do recomeço, o projeto continuará no mesmo formato. Semanalmente, as aulas acontecerão às segundas-feiras, das 18h às 21h.

Serviço:
Recadastramento e matrículas para Oficina de Percussão do Mestre Marcão. Segunda-feira (06/05/2013). À partir das 19h. Sala da Bateria: Quadra do Salgueiro

Hospital agoniza com médicos que só dão plantão no papel


Hospital agoniza com médicos que só dão plantão no papel

Eles faltam ao serviço para trabalhar em unidades privadas e ainda ganham mais por isso

POR JOÃO ANTONIO BARROS
Rio -  Vinte e dois de março, 10h. Grande fila se forma diante do balcão do Hospital Adão Pereira Nunes. São pessoas pobres, a maioria moradores da periferia da Baixada Fluminense, e sem planos de saúde. Ficam até cinco horas à espera do atendimento. Os corredores da emergência estão apinhados de doentes, e macas improvisadas viram leitos no corredor. O ritmo é lento. Faltam médicos para socorrer os pacientes. O homem responsável por colocar a emergência em ordem é Paulo Décio Escobar Paiva. Mas o oftalmologista está ocupado a 38 quilômetros de Saracuruna, Duque de Caxias. Dezenove pessoas pagaram R$ 60 e são atendidas por ele na Policlínica da Santa Casa de Misericórdia, em Cascadura, Zona Norte do Rio.
Entre uma consulta e outra, Dr. Paiva fala ao celular. É do hospital. Curto e direto, avisa: “Não, não vou aí hoje, não. Estou passando mal, só vim aqui para não deixar meus pacientes na mão.” Desliga o aparelho e, parecendo buscar uma desculpa, emenda como se falasse sozinho: “Aquilo lá só me dá dor de cabeça”.
Cerca de 500 pacientes são atendidos por dia no Saracuruna, onde macas são improvisadas nos corredores para dar vazão | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Cerca de 500 pacientes são atendidos por dia no Saracuruna, onde macas são improvisadas nos corredores para dar vazão | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
O ‘aquilo lá’, problema para o oftalmologista, é a única opção do governo estadual para a saúde de 2 milhões de pessoas. É também a constatação de que a Medicina no Rio formou nova especialidade: médicos invisíveis. Como Paulo Paiva, eles aparecem nas escalas de serviço, mas dificilmente cumprem plantões. Interessante é que ganham remuneração extra por isso.
O esquema, feito sob medida  para os chefes de setores dos hospitais estaduais, deixa uma elite de médicos em casa, de sobreaviso, para só reforçar a equipe em caso de emergência. O resultado é fatal: eles nunca aparecem nos plantões. A encarregada pelo centro de imagem do Hospital Adão Pereira Nunes, Márcia Ferro Rodriguez, aproveita cada dia de ‘plantão’, inclusive, para reforçar a renda. Nada de ficar parada. Seu trabalho no hospital coincide com o serviço na Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) do Grupo Sérgio Franco.
Todas as terças e quintas-feiras, ela é pontual na unidade do BarraShopping — de onde nunca sai antes das 19h — e tem agenda concorrida: vaga disponível só para julho.
No hospital de Caxias, os plantonistas nem conhecem Márcia Ferro. A secretária do Centro de Imagem é enfática ao falar sobre a médica: a Drª. Márcia só vem às quartas-feiras à tarde”, avisa, diante da insistência sobre quando a chefe da radiologia vai à unidade. E olha que ganha mais uma diária-extra para ’trabalhar’ no plantão de 24 horas todos os domingos.
Entre março e abril, Márcia nunca foi vista no serviço. Aliás, a escala dos fins de semana é justamente quando os chefes estão 'escalados' no papel. E, também, quando registra o maior tempo de espera na fila por um médico no Hospital de Saracuruna.
Mais seis no esquema
A ‘jornada’ de Márcia Ferro Rodriguez nos hospitais de Saracuruna e Carlos Chagas é muito intensa. As escalas de serviço mostram que a médica emendou dois plantões de 24 horas por semana, mais o serviço de rotina das 7h às 19h, em março e abril.
A escala do Hospital Adão Pereira Nunes mostra que os plantões também tiraram o fôlego da médica Fernanda Ribeiro Fonseca. Responsável pela Clínica Médica, entre os dias 24 de março e 3 de abril, ela só folgou três dias. E teve três plantões de 24 horas, dois deles seguidos. O mesmo pique de Daniel Soto Lopes. Entre 21 março e 1º de abril, o médico deu quatro plantões de 24 horas. 
Número de óbitos dispara no primeiro trimestre deste ano
O número de pacientes mortos no Adão Pereira Nunes disparou nos últimos três meses, coincidentemente, quando os médicos incrementaram os chamados ‘folgões’: foram 427 pessoas — uma média de quase cinco doentes por dia, enquanto que, no ano passado, a estatística apresentava 2,7 óbitos/dia. Março, aliás, atingiu até o recorde de falecimento nos últimos anos: 152 pacientes morreram na unidade médica.
Curiosamente, na área onde os médicos ‘invisíveis’ aparecem lotados nos plantões estão setores de alta complexidade: além da emergência, cirurgia geral, clínica médica e UTI Neonatal. Em 2011, o hospital chegou a ser apontado como um dos principais centros de referência de traumatologia e queimadura no Estado do Rio.
Ao todo, são oito médicos com cargo de chefia-técnica e de direção. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informa que, nos plantões listados nos meses de março e abril, esses médicos não tiveram as digitais registradas no sistema biométrico da pasta. E diz ainda que quem tem cargo de chefia possui a prerrogativa de usar o ponto manual, embora o digital seja o recomendado.
Entre os médicos beneficiados com o ‘plantão’ sem controle digital estão o diretor-geral, João Paulo Duarte Salgado Júnior, e a vice, Érica Eisbach Del Castillo. João aparece na lista como lotado na emergência da Ortopedia em todos os domingos desde dezembro de 2012. Já Erica é escalada nas sextas-feiras, na UTI Neonatal.

Os netos de santo


Os netos de santo

Praticantes do candomblé contam como é feita a iniciação das crianças, que desde bebês exercem funções e participam das cerimônias

POR ANGÉLICA FERNANDES
Rio -  Aos oito meses de idade, Heitor Monteiro Paganini já tocava atabaque no terreiro de candomblé da sua bisavó de sangue, Edelzuita de Lourdes. As batucadas não eram por diversão. Mesmo ainda bebê, Heitor exercia um dos “cargos” mais renomados da religião: o de ogan alagbê (que é o “chefe” dos tocadores no terreiro). A função não foi escolhida por ele, e muito menos por sua mãe de santo. O responsável, segundo os frequentadores do terreiro, foi seu orixá Xangô (Deus da Justiça), que o consagrou naquela época, para hoje, um ano depois, este virar o grande dom de Heitor.
“Ele toca junto com os adultos e faz bonito. Acompanha todas as cantigas no ritmo certo. É a sensação do terreiro. Xangô, com sua sensibilidade, soube ver exatamente o dom dele”, conta a bisavó de Heitor, e também sua mãe de santo, Edelzuita D'Oxaguiã, que através do jogo de búzios interpretou a vontade do orixá em ter Heitor como ogan. 
Heitor exerce um dos ‘cargos’ mais renomados da religião: o de ogan alagbê ('chefe' dos tocadores no terreiro) | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Heitor exerce um dos ‘cargos’ mais renomados da religião: o de ogan alagbê ('chefe' dos tocadores no terreiro) | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Mas para exercer tal função, Heitor precisou da dedicação de toda a família. Quando uma criança é iniciada no candomblé, ela participa de cerimônias em homenagem ao orixá para então ficar recolhida num quarto no terreiro, por dias. “Heitor ficou quase um mês lá. Muitas pessoas da minha família passaram a morar no barracão porque ele era um bebê ainda”, contou a mãe dele, Carla Mayara Monteiro e Monteiro, 21.
A experiência vivida por Heitor na sua fase de recolhimento será a mesma de Ana Clara, 7 anos, Nicole Tina, 7, e Patrik Alan, 11, nos próximos meses. No terreiro da mãe Meninazinha D’Oxum, em São João de Meriti, na Baixada, as três crianças, que, no jogo, apareceram escolhidas por seus orixás, serão iniciadas nos preceitos do candomblé. A decisão de seguir o caminho é opcional. “Eu quero. Gosto daqui”, conta Patrik.
Número de candomblecistas diminuiu, segundo Censo 
Dados do último Censo do IBGE, em 2010, mostram que há 50.967 candomblecistas no Rio. Em comparação ao penúltimo índice, em 2000, houve redução de adeptos da religião. Naquele ano, 55.400 pessoas disseram ser do candomblé. Na umbanda, o dado em 2010 chega a 89.626 pessoas. O número pode estar diminuindo pelo medo que as pessoas sentem do preconceito.
Tauana dos Santos, 23, vai ter seu primeiro filho em três meses. Ele nascerá no mesmo meio em que ela nasceu e cresceu: no candomblé. Vítima de preconceito, Tauana quer tolerância na religião para seu filho. “Vou deixar ele escolher a fé que quiser. Só vou exigir respeito das pessoas”, completa.
Nicole Tina, Ana Clara Sales e Patrick Alan serão iniciados nos preceitos do candomblé | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Nicole Tina, Ana Clara Sales e Patrick Alan serão iniciados nos preceitos do candomblé | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Iniciada criança, ‘mãe’ hoje tem mais de 150 seguidores
Quando foi iniciada no candomblé, na década de 1930, aos nove anos, Maria do Nascimento, a mãe Meninazinha D’Oxum, hoje com 75 anos, não imaginaria a legião de filhos de santo que teria. Pelas suas mãos, já passaram mais de 150 pessoas. Agora está na terceira geração de seguidores: em breve, ela iniciará sua bisneta Ana Clara.
Para nunca esquecer sua raiz e principalmente sua avó, Iyá Davina, a quem atribui a responsabilidade por sua adoração à religião, Maria construiu em seu barracão, na Baixada, um memorial que guarda desde fotos antigas até artigos de santo. A intenção inicial de fazer uma homenagem à avó foi além. Hoje, o espaço é fonte de história e o lugar preferido das crianças no terreiro.
“Elas aprendem a base da nossa religião aqui”, explica Meninazinha, que trouxe para o memorial elementos de quando Iyá Davina tinha um terreiro na Bahia. “Guardo até o primeiro ibá (louça que representa o orixá) de Oxum da minha avó”, conclui.
Preconceito faz muitos jovens esconderem a religião
Quando Nicole Tina da Silva, de 7 anos, resolveu contar na escola que era candomblecista, perdeu quase todos os seus colegas de turma. “Riam de mim e falavam que eu era macumbeira, que isso era coisa do demônio”, relembra. A reação dos colegas a fez mentir em outras ocasiões. “Depois disso, eu passei a dizer que era católica”, admite, resignada.
O preconceito sofrido por Nicole foi o mesmo das mais de dez crianças acompanhadas nos últimos 21 anos por Stela Guedes Caputo, atual coordenadora do Ilê Obá Òyó, programa de pós-graduação em Educação da Uerj. “As crianças daquela época sofreram a mesma intolerância das crianças de hoje. Nada mudou”, explica a autora do livro ‘Educação nos terreiros’, lançado ano passado.
De acordo com Stela, a escola é o ambiente mais cruel do preconceito, que parte dos alunos e também de professores. “O professor confunde o público com privado. Sua fé, que é privada e íntima, se mistura com o espaço público da escola”, aponta Stela. E conclui: “Nossa educação pública sempre foi marcada por catequese”.
Mesmo com a rejeição por parte da sociedade, nenhum dos seus personagens de estudo abandonou a religião. “Pelo contrário, eles têm muito amor e dedicação. Mas ainda é uma pena que precisem esconder sua fé”, lamenta.

As Caras do Rio: Vó festeira de Honório Gurgel


As Caras do Rio: Vó festeira de Honório Gurgel

POR CRISTINE GERK
Rio -  Para dona Zuleika, não bastou criar os nove filhos, 26 netos e 13 bisnetos em Honório Gurgel. Ela precisava incorporar à sua prole os 22 mil moradores do bairro da Zona Norte do Rio. E atacou em várias frentes, para acolher todas as faixas etárias: criou uma associação de donas de casa, que reúne as senhorinhas para atividades de lazer, sedia curso de alfabetização de adultos, comemora os aniversários do bairro com grandes festas na rua “para não excluir ninguém da farra”, mandou construir gruta para Nossa Senhora, passarela, muro para isolar a linha férrea, fez biblioteca para crianças. O negócio dessa vovó de 87 anos é agitar!
Foto: João Laet / Agência O Dia
Foto: João Laet / Agência O Dia
Zuleika de Souza mora na área há 63 anos. Quando chegou lá, ainda era zona rural, com carro de boi e vacaria. Sua história de vida se confunde tanto com a do bairro que no mês passado ela lançou  o livro ‘A Vida e o Sonho’, contanto tudo que viu e viveu em Honório Gurgel. “Sempre gostei de escrever, fui anotando coisas por toda a vida, tirando fotos e acabei tendo material para documentário do bairro. Tudo melhorou aqui”, orgulha-se.
De 2ª a 5ª feira, duas turmas de 15 alunos de alfabetização têm aulas no terraço de dona Zuleika. As reuniões das donas de casa acontecem às sextas. A gruta da qual cuida foi feita para “receber gente de todas as religiões” e já teve a bênção até de D. Orani. 
“Nos 80 anos do bairro, recebemos visita dos descendentes de Honório Gurgel. Nos 90, mandei todo mundo trazer bolo em forma de H, era bolo que não acabava mais”, diverte-se ela, que costuma tirar dúvidas de crianças sobre a região para trabalhos escolares. Quando achou que o bairro estava sujo, montou “árvore do lixo”, com nome de doenças e malefícios causados pela sujeira. Também compôs marchinhas e sambas sobre Honório Gurgel, que viraram hino de blocos locais. “O que está faltando aqui? Nada! O bairro é isso aqui mesmo”, resume Zuleika.
QUANTOS ANOS TEM HONÓRIO GURGEL?
São 107. É vizinho aos bairros de Barros Filho, Coelho Neto, Rocha Miranda, Bento Ribeiro, Marechal Hermes e Guadalupe.
QUEM É A FIGURA QUE DÁ NOME AO BAIRRO?
Honório Gurgel do Amaral foi prefeito do Rio entre 23 de maio de 1899 e 1º de fevereiro de 1900.
QUANDO FOI INAUGURADA A ESTAÇÃO DE TREM? 
Em 1905, só que com o nome de Munguengue. O nome atual existe desde pelo menos os anos 1920.
SÓ PASSA TREM DA SUPERVIA?
Não. Acessa a ligação com Deodoro e por ela a fábrica de cimento Holcim. Também passam por ela cargueiros da MRS Logística S.A.
COMO FAÇO PARA CONSEGUIR O LIVRO DE DONA ZULEIKA?
Ela ainda tem exemplares em casa que pode mandar por correio ou entregar ao vivo para os interessados. 

Tecnologia e estratégia para desmontar ‘tropa da mixaria’


Tecnologia e estratégia para desmontar ‘tropa da mixaria’

Agentes usaram câmeras de alta definição de som e imagem, que filmam até no escuro

POR VANIA CUNHA
Rio -  Por trás da operação que culminou na prisão de 57 policiais semana passada, havia um longo e minucioso trabalho para trazer luz sobre um vergonhoso esquema de corrupção em Bangu e Honório Gurgel. Durante um ano, agentes do Núcleo de Operações de Inteligência (NOI) da Corregedoria da PM se revezaram em ações de campana e filmagens — com risco de serem flagrados pelos alvos — para produzir as provas que desbaratou a ‘tropa da mixaria’. Em centenas de horas de imagens, ficou comprovado que R$ 5 virava lucro nas mãos de quem deveria agir com a lei debaixo do braço.
Para a criação do Núcleo de Operações de Inteligência foi necessário investimento emtecnologia de última geração. A Corregedoria comprou  câmeras digitais de alta definição, capazes de filmar com qualidade mesmo com iluminação precária. As câmeras captam áudio de qualidade, sendo possível ouvir o que os alvos falam durante as ações. 
Agentes da Corregedoria fizeram treinamento para editar material filmado, que facilita a investigação | Foto: Vania Cunha / Agência O Dia
Agentes da Corregedoria fizeram treinamento para editar material filmado, que facilita a investigação | Foto: Vania Cunha / Agência O Dia
Foram adquiridos também equipamentos para processar as imagens, que transformou uma sala da sede da Corregedoria, em São Gonçalo, numa ilha de edição. Os policiais receberam treinamento para editar e selecionar o material bruto que chega da rua, e trabalham com fones para analisar as conversas filmadas pelos agentes. 
A rede de ilegalidades agia sem pudor de ser pega. Os policiais, mesmo fardados e com viaturas dos batalhões e delegacias, percorria as feiras livres para cobrar propina de ambulantes, em troca de fazer vista grossa à venda de produtos piratas. Os agentes do Núcleo se infiltraram disfarçados nos ambientes, misturando-se às pessoas que transitavam pelas feiras em torno de quatro a cinco horas por dia para flagrar os maus colegas em ação.
Núcleo criado há um ano estreou durante a Operação Compadre
O núcleo foi criado há um ano pelo corregedor Waldyr Soares e fez sua estreia com o levantamento para a Operação Compadre, deflagrada terça-feira. “Queríamos dar ênfase às investigações e produzir provas para inquéritos que eram complicados de apurar”, explicou o coronel. Durante o trabalho, o núcleo também atuou em outras quatro investigações, que também resultaram na prisão de dezenas de policiais.
A equipe do núcleo foi selecionada dentro das Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJM) da PM e passou por rigoroso treinamento na Subsecretaria de Inteligência, que incluiu técnicas de disfarce, entrevista e interrogatório, instruções sobre filmagem, vigilância e edição.
Para não chamar a atenção, os agentes se revezam na campana da missão. A cada período, a equipe inteira era substituída por novos agentes treinados, justamente para não serem reconhecidos de missões anteriores. Quem sai, retorna às DPJMs para repassar conhecimentos a outros agentes.
Sangue frio na abordagem
As imagens foram feitas a poucos metros de distância dos acusados. Para cada dia de trabalho, era necessária uma operação de resgate, com grupos de apoio na segurança dos agentes que filmavam, caso eles sofressem alguma emboscada. Um dos momentos de maior tensão foi quando o cabo Rodrigo da Silva Rodrigues (preso na operação) desconfiou dos agentes infiltrados.
“Ele ligou para o batalhão e uma equipe abordou os agentes, que não estavam armados nem com identificação de policial. Foi preciso sangue frio para despistá-los e continuar filmando”, contou um dos oficiais que atuaram no caso.
“Fico satisfeito pelo dever cumprido, mas dá tristeza ver tantos colegas presos”.

Tubulação da Cedae estoura e interdita Avenida Radial Oeste


Tubulação da Cedae estoura e interdita Avenida Radial Oeste

Cratera de 50 metros quadrados se abre em frente ao Estádio do Maracanã e a estação de trens do bairro e alaga a via

POR MARCELLO VICTOR
Rio -  O estouro de uma tubulação da Cedae na Avenida Radial Oeste, em frente ao Estádio do Maracanã, na madrugada deste domingo, alagou e interditou os dois sentidos de uma das principais vias de acesso à Zona Norte e ao Centro do Rio. O acidente abriu uma cratera de cerca de 50 metros quadrados entre as duas pistas, em frente a estação de trens do Maracanã. O trânsito está sendo desviado pela Rua São Francisco Xavier e pela Avenida Maracanã. O tráfego flui com lentidão em trechos em torno do estádio. Não há previsão de reabertura da Radial Oeste.
Segundo um segurança que trabalha nas obras do estádio, o estouro ocorreu por volta das 5h. Em seguida o asfalto cedeu e um jato de água começou a jorrar, chegando a uma altura de dois metros. Rapidamente a Avenida Radial Oeste ficou alagada. Ainda segundo o funcionário, um táxi não conseguiu transpor o volume de água. O veículo foi retirado com a ajuda de agentes da CET-Rio. Os acessos do Viaduto Oduvaldo Cozzi e da Avenida Presidente Castelo Branco para a Radial Oeste tiveram que ser interditados.
O acesso de funcionários das obras do estádio, na descida do Viaduto Oduvaldo Cozzi com a Rua Mata Machado, também ficou alagado. Os operários que saiam ou chegavam para otrabalho, pouco antes das 6h, foram surpreendidos pela 'enchente'. Muitos tiveram que tirar os calçados. "Nunca aconteceu isso durante a obra. Deve ter estourado alguma tubulação grande por aí", previu o pedreiro Francisco Ramos da Silva, de 50 anos, encarando a água e carregando o par de tênis nas mãos.
Além do sapato, o armador Ângelo Márcio dos Santos, de 35 anos, teve que arregaçar a calça do terno para entrar na obra. Ele chegava de um bico de segurança em uma boate de Duque de Caxias para enfrentar uma jornada de 12 horas no estádio. "A gente vem trabalhar e é surpreendido com essa situação", disse surpreso.
Por volta das 7h, um trecho da Radial Oeste ainda estava alagado. Muitos ciclistas e corredores, porém, passavam pelo local. Técnicos da Cedae avaliavam os estragos. A empresa, no entanto, ainda não informou que providências irá tomar e o prazo para a conclusão da obra. Bombeiros, agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras estão no local.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio orienta os motoristas que seguem para o Centro a acessar a Rua São Francisco Xavier. Quem segue para a Zona Norte, deve seguir pelo Viaduto Oduvaldo Cozzi, acessando a Avenida Maracanã. Agentes da CET-Rio orientam os desvios.

Homens são mortos na Baixada Fluminense


Homens são mortos na Baixada Fluminense

POR MARCELLO VICTOR
Rio -  Dois homens foram encontrados mortos à tiros entre a noite deste sábado e a madrugada deste domingo na Baixada Fluminense. Em Seropédica, na Rua 33, bairro Campo Lindo, policiais do 24º BPM (Queimados) encontraram um corpo ainda não identificado. O homem tinha marcas de tiros nas costas, pescoço e abdômen. Moradores informaram que a vítima não reside na região.
No bairro Parque Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu, Pedro Henrique Ferreira Bezerra, de 20 anos, foi assassinado a tiros na Rua Vitália, por volta das 2h. Policiais do 20º BPM (Mesquita) estão no local aguardando a chegada da perícia. Ainda não há informações sobre a autoria e os motivos do crime. O caso será registrado na 58ª DP (Posse).

Variedade de petiscos e vinhos fazem o diferencial em Nova Iguaçu


Variedade de petiscos e vinhos fazem o diferencial em Nova Iguaçu

POR PEDRO LANDIM
Rio -  vinho está em todas as direções possíveis do olhar. Garrafas, garrafões e tonéis, dos mais simples e baratos nacionais, que enchem recipientes pets para viagem, até ícones da vinicultura mundial, como o português Pera Manca, garrafa de R$ 650 — teria sido este o primeiro vinho trazido a terras brasileiras, pela nau de Pedro Álvares Cabral, e detestado pelos índios, segundo relatos do escrivão Pero Vaz de Caminha.
Foto: Paulo Araújo
Foto: Paulo Araújo
Preferências indígenas à parte, estamos em Nova Iguaçu visitando a Kaza do Vinho, onde o labirinto de estantes de garrafas termina em adega refrigerada em que os melhores espumantes e exemplares internacionais descansam ao lado de imenso queijo parmesão italiano, tipo Grana Padano, vendido em lascas, no peso (R$ 99 o quilo).
Outros petiscos acompanham os vinhos para quem opta pelo consumo no local. É o caso de bolinhos de bacalhau (R$ 18, seis unidades), disponíveis também congelados, em quatro marcas diferentes. No quesito ‘comidonas’, a picanha para uma pessoa sai por R$ 22, com arroz, farofa, fritas e molho à campanha.
Tudo pode ser acompanhado pelo chope de vinho em lata (R$ 4,50). Taças da bebida variam entre R$ 5,50 e R$ 9, e o vinho nacional Vanisul, por sua vez, sai por R$ 15,20 a garrafa pet de 2 litros, nas versões tinto e branco, seco ou suave.
Para quem vai dirigir, atenção à coleção de sucos de uva integrais, sem açúcar, água ou aditivo. Há ainda vinhos nas versões ‘bag in box’: caixas de 3 ou 5 litros com torneirinha, onde a bebida é conservada em bolsas, no vácuo, com economia de quase 50% em relação à venda em garrafas. A Kaza do Vinho fica na Rua Costa Rica 239, Centro (2668-2280).