Rio -
A partir de domingo, brasileiros que vivem nas regiões Sul, Sudeste e
Centro-Oeste e o Estado do Tocantins terão de adiantar seus relógios em
uma hora. A data está marcada para o início do horário de verão, que vai
até 17 de fevereiro de 2013. Segundo informações do Ministério de Minas
e Energia, durante a vigência do horário diferenciado, está prevista
uma redução média de 5% no consumo no horário de pico, que vai das 18h
às 21h.
Foto: Arte: O Dia
O horário de verão é adotado em função do aumento da demanda por energia nessa época do ano, resultante do calor e do
crescimento
da produção da indústria com a aproximação do Natal. O Norte e Nordeste
não aderem à mudança porque o Operador Nacional do Sistema Elétrico
(ONS) avaliou que a economia nesses mercados é pouco expressiva, e não
justifica a participação.
Os Estados do Norte e Nordeste não aderem ao horário porque sua posição
geográfica não favorece um aproveitamento maior da luz natural no
verão,
como ocorre nas demais áreas. Por estarem mais próximos da linha do
Equador, nesses locais incidem menos raios de luz ao longo do dia nos
meses de verão.
A Bahia, que era o único Estado do Nordeste que participava, decidiu
não aderir ao horário de verão devido ao alto grau de rejeição da
população . A exclusão atenderia a um pedido dos baianos que estariam
preocupados com a violência. O decreto publicado no Diário Oficial
incluiu o Estado de Tocantins na abrangência do novo horário.
Economia
A aplicação do horário de verão representará economia de R$ 280 milhões
no período 2012-2013, segundo avaliação do Operador Nacional do Sistema
Elétrico (ONS). A previsão diz respeito à redução de contratação de
valores junto às usinas geradoras termelétricas.
Foto: Arte O Dia
Segundo o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, a medida terá repercussão
financeira ao consumidor, pois diminui os custos de operação e reflete
sobre o valor pago pela energia. A conta do impacto, porém, não é
direta. Os valores de contratação oscilam e a compra de energia é feita
primeiro entre as geradoras com preços mais baixos.
As estimativas do órgão são de economia entre 4% e 4,5% da demanda para
o horário de pico, entre 18h e 21h, nos 119 dias em que durará a
alteração, ao passo que o Ministério das Minas e Energia e o professor
Reinaldo Castro Souza, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro
Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro, estimam economia entre 5% e 5,5%.
Acostumando com a mudança
Como ocorre todo ano, há aqueles que não gostam da ideia de perder uma
hora de sono. A boa notícia, porém, é que os transtornos podem ser
atenuados com pequenas mudanças na alimentação e no horário de ir
dormir.
De acordo com Luciano Capelli, fisiologista do Centro de Medicina da
Atividade Física da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o corpo
leva de uma a duas semanas para se adaptar à nova rotina. "Algumas
pessoas sofrem mais, outras menos. O ideal é tentar condicionar o corpo a
dormir um pouco mais cedo", explica Capelli.
Uma outra dica do médico que pode ajudar na adaptação do organismo ao
novo horário é evitar o consumo de alimentos e bebidas que contenham
substâncias estimulantes, como café, chás com cafeína (como o preto) e
chocolate, entre outros.
"À noite, para ajudar a dormir, a pessoa pode tomar um copo de leite
quente, que tem tripotano, um aminoácido que ajuda a relaxar a
musculatura, ou chás sem cafeína (como camomila e erva cidreira)", diz
Capelli.
As informações são do iG