quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Massa diz que acidente e jogo de equipe em 2010 foram piores fases na Ferrari

Massa diz que acidente e jogo de equipe em 2010 foram piores fases na Ferrari

Já as duas vitórias no Brasil, em 2006 e 2008, foram apontados como boas lembranças para o piloto brasileiro

IG
São Paulo - Felipe Massa se despede da Ferrari neste domingo, no GP Brasil de Fórmula 1, em Interlagos. Antes da última corrida, o brasileiro, que vai defender a Williams em 2014, citou os piores momentos que viveu com a escuderia italiana.
"Os momentos mais duros foram o acidente, que realmente não foi bom, e talvez a corrida de Hockenheim, em 2010", afirmou Massa em entrevista no autódromo da capital paulista.
Massa se prepara para se despedir da Ferrari
Foto:  Reuters
O acidente o qual ele se refere foi em 2009, no GP da Hungria, quando foi atingido por uma mola que se desprendeu do carro de Rubens Barrichello. Foi o pior acidente da carreira do brasileiro. Já a corrida de Hockenheim foi marcada por um jogo de equipe para beneficiar Fernando Alonso, companheiro de Felipe Massa.
Os oito anos na Ferrari também tiveram boas lembranças. E a melhor dela é da pista de Interlagos. "O momento mais feliz foi minha primeira vitória no Brasil, com o macacão verde e amarelo. Sabemos como é importante para um brasileiro vencer em casa. O Senna, por exemplo, ficava mais contente por ganhar aqui do que por conquistar um título. A vitória de 2008 também especial. O título mundial foi perdido antes, e não aqui", comentou Massa, que levou a melhor no Brasil em 2006 e dois anos depois.
Apesar dos momentos dfícies e de ter sido segundo piloto na Ferrari, o piloto dá adeus à equipe sem ressentimento. "Eu vou apenas tentar fazer o melhor na minha carreira e espero que a Ferrari tenha um bom futuro. Não há nada do que reclamar. Passamos bons anos juntos. Espero um futuro fantástico em outra equipe e o mesmo para a Ferrari. Tenho zero frustrações na minha vida", completou.

    segunda-feira, 18 de novembro de 2013

    HUMOR DA REDAÇÃO. RIR É O MELHOR REMÉDIO!







    História do Fluminense Veja as principais passagens da história do clube do Rio de Janeiro

    Esta você conhece de muitos jeitos, com diferentes personagens: sujeito de família boa-praça viaja à Europa, volta animado com a descoberta do futebol, põe na cabeça que vai fundar um clube e o resto é história. Pois é isso aí: o jovem era Oscar Cox, que voltou da Suíça em 1901 e decide que vai formar seu time. O que diferencia a sua agremiação da maioria das que se tornaram populares no futebol é o foco nessa modalidade. Você já viu um tanto de clubes celebrarem seu centenário antes do Fluminense, mas nenhum desses era um “football club”. O Flu, fundado em julho de 1902, foi o primeiro do País nascido especificamente como clube de futebol.
    Na esteira da iniciativa do Fluminense, nasceram mais clubes de futebol no Rio de Janeiro, como o Botafogo, o América e o Bangu – todos em 1904. E demorou pouco para que surgisse, então, o Campeonato Carioca. Como pioneiro naquela história, não era de se estranhar que o Fluminense dominasse: das seis primeiras edições, entre 1906 e 11, a equipe venceu cinco, graças ao talento de gente como Edwin Cox, Horácio Costa Santos e James Calvert. Foi depois desse quinto título que uma diáspora acometeu o elenco: Edwin Cox e Bruno Schuback foram para o Rio Grande do Sul jogar no Grêmio; outro grupo foi ajudar a fundar o departamento de futebol do Flamengo. Em 1914, um dos ídolos do clube naquela era, Oswaldo Gomes, tornou-se o primeiro jogador a marcar um gol pela Seleção Brasileira – numa vitória por 2 x 0 sobre o Exeter City da Inglaterra, no próprio campo do Fluminense. O goleiro daquela equipe era Marcos Carneiro de Mendonça, também do Flu.
    Foto: Reprodução
    Preguinho marcou época
    Com a lista de adversários se tornando definitiva, a equipe continuava sendo vencedora: o tricampeonato conquistado entre 17 e 19 marcou o auge da performance do britânico Henry Welfare, que somou 137 gols. Depois daquele tricampeonato, na medida em que os outros clubes também desenvolviam departamentos de futebol organizados, as conquistas passaram a rarear um pouco mais, mas o Tricolor continuava com seu nome ligado ao pioneirismo: em 1930, no Uruguai, foi um atleta do clube o primeiro a marcar um gol pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Preguinho repetiu contra a Iugoslávia uma cena que repetiria 184 vezes com a camisa do Flu. A torcida já se acostumara a que os títulos chegassem assim, em pacotes: entre 36 e 38, novamente o time dominou o Estado, graças aos gols de Hércules e ao talento de Romeu Pellicciari - que também comandou o bicampeonato 40/41 ao lado de Tim.
    A conquista do chamado “supercampeonato” de 46 – que precisou de uma fase extra de desempate – marcou o momento áureo do artilheiro Ademir Menezes com a camisa do Fluminense. A fama do clube se estendia e se tornava internacional em 49, quando o Comitê Olímpico Internacional inscreveu o nome da equipe na Taça Olímpica – prêmio de honra ao mérito esportivo que até hoje nunca foi dado a nenhuma outra equipe latino-americana. Outro título que foi gigantesco na época veio três anos depois. O timaço campeão carioca de 1951 disputou no ano seguinte a Copa Rio: um torneio de oito equipes que, na época, foi encarado como uma espécie de mundial de clubes. Tendo enfrentado Sporting de Lisboa, Peñarol e, na final, o Corinthians, o Flu eternizou um esquadrão que reuniu alguns dos maiores ídolos da história da equipe, como o “Fio de Esperança” Telê Santana, o gênio Didi, o zagueiro Pinheiro, o artilheiro Orlando “Pingo de Ouro” e um dos maiores goleiros da história do País, um verdadeiro ícone que defendeu o clube durante toda a sua carreira, Castilho.
    Entre meados da década de 50 e início de 60, o futebol atingiu um estágio de popularidade que justificava a criação de torneios interestaduais. Se não obteve lá grandes êxitos dentro do Rio de Janeiro – após o título de 51, o seguinte seria em 59 -, o Fluminense fez seu nome brilhar no Rio-São Paulo. Foram dois títulos, um em 57 e outro em 60, e em ambos o artilheiro da competição foi o centroavante Waldo – até hoje o maior goleador do clube em todos os tempos, com 208 gols. Quando a década de 60 começou, foi difícil torcer por outro time no Rio que não fosse o Botafogo O Fluminense conquistou dois títulos estaduais, em 64 – já com uma de suas revelações das categorias de base, um certo Carlos Alberto Torres - e 69.
    Foto: Gazeta Press
    Rivellino no Fluminense
    Essa última equipe formou a base do time que conquistaria o Roberto Gomes Pedrosa do ano seguinte, o último torneio antes da instauração do Campeonato Brasileiro. Com Felix, Marco Antônio, Mickey, Cafuringa e Flávio, o Fluminense conquistou vaga pela primeira vez na Libertadores. Mas o maior presente que essa geração poderia ganhar veio somente trinta anos depois. Em 2010, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu unificar todas as conquistas nacionais de 1959 a 1970 e em uma canetada só distribuiu 14 títulos brasileiros. Um coube ao timaço tricolor de 1970.
    O título carioca de 73 teve a marca especial de destacar uma geração quase inteiramente formada nas Laranjeiras. A garotada que continha Carlos Alberto Pintinho, Kléber, Marco Aurélio e Rubens Galaxe contou ainda com os gols de Manfrini e sobretudo com o comando do Canhotinha de Ouro Gérson, que escolheu o Fluminense para encerrar sua carreira. Boa parte daquela equipe se manteve para a conquista de um bicampeonato que entrou para a história por reunir uma das melhores formações do clube na história. O que fazia a grande diferença era Roberto Rivellino no auge de sua forma. Sob sua batuta, o que era um bom time passou a ser a Máquina Tricolor. Apesar das boas campanhas, aquela geração não conseguiu o título brasileiro - esbarrando na grande fase do imbatível Internacional-RS. O feito estava guardado para a geração que surgia.
    Afinal, quando falamos do grupo que chegou à equipe principal do Fluminense no início da década de 80, não estamos falando de uma geração qualquer. O grupo que dominou o Estado no tricampeonato 83/85 não deixou dúvidas quanto a ser o melhor do País. Com a segurança do zagueiro Ricardo Gomes, o lateral-esquerdo Branco, o “casal 20” Washington e Assis, o paraguaio Romerito, além de Wilsinho, Leomir e Delei, o Flu derrotou o Vasco em dois jogos na decisão – graças a um gol de Romerito na primeira partida – e levantou a taça do Brasileirão. Vários remanescentes daquela geração ainda tiveram fôlego para mais uma boa campanha, em 88, quando o time chegou à semifinal e foi derrotado pelo Bahia, que se sagraria campeão. Já contando com Bobô e os gols de Ézio, o Flu chegou a outra semifinal em 91, vítima do Bragantino. Mas outro título mesmo, só depois de dez anos do tricampeonato carioca. Foi apenas um carioca, mas foi especial: ganho aos 42 minutos do segundo tempo, contra o Flamengo, num gol marcado com a barriga por Renato Gaúcho – um ex-ídolo do rival. Mereceu uma comemoração ensandecida da torcida, que parecia prever a seqüência de agruras que estava a caminho.
    Foto: AE
    Renato Gaúcho comandou o Fluminense no título carioca de 1995
    Para quem é Tricolor doente, melhor nem lembrar da parte que vem agora. Começou no Brasileiro de 96: o clube fez uma campanha desastrosa e foi rebaixado para a série B. Aliás, “foi” coisa nenhuma. Numa reviravolta para abafar o escândalo de arbitragem que ficou famoso como “caso Ivens Mendes”, a CBF aumentou o número de clubes e simplesmente não houve rebaixamento. Aliás, “não houve” coisa nenhuma. Só demorou um ano a mais: em 97, com um time tão fraco quanto o do ano anterior, o Fluminense mais uma vez terminou entre os piores e foi, de verdade, mandado para a série B. Na esperança de que ter história fosse o suficiente para garantir o acesso, o clube permaneceu com um elenco que não apenas não era de elite como sequer merecia respeito na segunda divisão. O clube ficou atrás de Joinville, ABC, Paysandu e CRB em seu grupo e, para incredulidade geral, caiu de novo. A torcida não sabia se ficava irritada ou envergonhada: o Fluminense, tantas vezes campeão, estava na terceira divisão.
    Entrou para a história a disposição de Carlos Alberto Parreira, técnico que já havia sido campeão brasileiro com o Flu em 1984 e, àquela altura, campeão mundial com a Seleção de 94. Ele aceitou dirigir o time na Série C de 1999. Com Roni e Magno Alves como dupla de ataque e com revelações como Marco Brito e, principalmente, o meia Roger, o Tricolor voltou a conquistar uma taça – ainda que se tratasse de uma que todos preferiam nem ter disputado. O ano foi histórico também por outro motivo: a inauguração do Vale das Laranjeiras, no distrito de Xerém, em Duque de Caxias. Lá, o clube tinha a estrutura ideal para investir naquilo que seria a salvação de seu futuro, as divisões de base.
    Só que no futebol do Brasil é impossível contar com a lógica para relatar uma história. Aquele deveria ter sido o primeiro passo do Fluminense rumo à elite, afinal, ainda faltava uma divisão para conquistar. Mas não do lado de cá do Equador: aqui, a série A do ano 2000 não existiu, e o que contou como Brasileiro foi a “Copa João Havelange”, gerenciada pelo Clube dos 13. E, claro, já que quem organiza são os clubes grandes, como deixar de fora um... clube grande. O Fluminense disputou o torneio daquele ano e fez um papel razoável: caiu nas oitavas-de-final diante do São Caetano e teve em Magno Alves o artilheiro da competição, ao lado de Dill e de Romário. Para terminar de virar a mesa em 180º, no ano seguinte, retomado o Brasileiro, ninguém quis nem saber de retornar com o Fluzão à série B. Ficou tudo por isso mesmo, e a bela história do Tricolor ganhou para sempre um incômodo asterisco.
    Foto: AE
    Thiago Silva foi uma grata revelação do Flu
    Desnecessário dizer que, durante esse calvário, também não veio nenhum título estadual. As conquistas só voltaram em 2002 e, com mais gosto, em 2005 – o 30º título carioca da história. Naquele mesmo ano, a equipe de Gabriel, Tuta e Carlos Alberto chegou à final da Copa do Brasil. Daquela vez, contra o Paulista de Jundiaí, o título não veio. Mas, dois anos depois, a garotada formada em Xerém não decepcionou: com gol decisivo de Roger, o Flu derrotou o Figueirense na decisão e conseguiu vaga na Libertadores de 2008. Para não deixar dúvida, o time dos Bolas de Prata Thiago Silva e Thiago Neves terminou o Brasileiro em 4º lugar e deixou claro: é, de novo, um dos mais fortes do Brasil.
    A comprovação veio no ano seguinte. Com uma campanha sensacional, o Fluminense despachou em sequência Nacional (URU), São Paulo e Boca Juniors (ARG), três ex-campeões, para chegar pela primeira vez na final da Libertadores contra a desconhecida LDU, do Equador. Mas o que era para ser uma festa acabou se tornando a maior frustração da centenária história do Fluminense. Depois de perder a primeira partida por 4 a 2, na altitude de Quito, o time comandado por Renato Gaúcho venceu o jogo de volta, no Maracanã, por 3 a 1, com três gols de Thiago Neves, e levou a decisão para a prorrogação. Sem um vitorioso no tempo extra, a partida foi decidida nos pênaltis. Apesar de tudo conspirar a favor do clube das Laranjeiras, os equatorianos foram mais frios e venceram por 3 a 1.
    Em 2009, mais um frustração e novamente para a LDU. Desta vez, na final da Sul-Americana. Sob o comando do atacante Fred, o Fluminense mais uma vez sentiu a altitude de Quito e foi goleado por 5 a 1, na primeira partida. No jogo de volta, o time de Cuca precisava de uma vitória por quatro gols para levar a decisão para a prorrogação. Com grande atuação de Diguinho e Gum, a equipe chegou a fazer 3 a 0, mas perdeu Fred, expulso, a dez minutos do fim e não impediu mais uma festa equatoriana no Maracanã. De bom na temporada, apenas a sensacional arrancada na luta contra o rebaixamento que começou a construir o Time de Guerreiros.
    Sonho de consumo da diretoria tricolor desde 2006, finalmente Muricy Ramalho desembarcava nas Laranjeiras para fazer o Fluminense voltar a ser um clube vitorioso. O projeto era de médio a longo prazo, mas com o talento do treinador tricampeão brasileiro pelo São Paulo somado a um elenco de estrelas com Fred, Emerson, Deco e Conca, o resultado veio antes do que se imaginava. Comandado pelo argentino Darío Conca, que se tornou o único jogador de linha a participar de todas as partidas de um Campeonato Brasileiro, o Fluminense bateu o Guarani por 1 a 0, no Engenhão, com um gol do ex-rubro-negro Emerson, e conquistou o bicampeonato brasileiro.
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    Argentino Darío Conca foi o principal nome do título brasileiro de 2010

    História do Vasco Veja as principais passagens da história do clube do Rio de Janeiro iG São Paulo

    O Vasco da Gama é mais um daqueles times de futebol do Rio de Janeiro que nasceu antes mesmo de o futebol emplacar por aqui. Nasceu, aliás, para outros fins; para o remo – esse sim popular na época. Naqueles últimos anos do século 19, foi o cansaço por ter que viajar até Niterói todos os finais de semana, para remar no Club Gragoatá, que levou os garotos Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre d’Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Souza Júnior a levar adiante a idéia de montar uma agremiação junto a outros descendentes de portugueses: em 21 de agosto de 1898, levando o nome de um dos heróis da pátria-mãe, foi fundado o Club de Regatas Vasco da Gama.
    Durante mais de uma década, o clube se prestou unicamente àquilo que seu nome prometia: regatas. Foi depois que um combinado de jogadores de futebol portugueses veio ao Rio de Janeiro a convite do Botafogo, em 1913, que a colônia passou a se interessar pelo esporte. Criou-se o clube Lusitânia – que só aceitava portugueses legítimos em seus quadros, algo que impedia sua presença na Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA). Após muita negociação, o Vasco absorveu o Lusitânia e, em 26 de novembro de 1915, nasceu o futebol no clube.
    Durante anos, os cruzmaltinos (que, aliás, não usam a Cruz de Malta, mas sim a Cruz da Ordem de Cristo) foram coadjuvantes no futebol do Rio de Janeiro. O acesso à primeira divisão chegou em 1922, quando o time de Claudionor e Cardoso Pires derrotou o Carioca por 8 x 3 e levantou seu primeiro troféu, o da Taça Constantino. Não foi uma conquista fortuita: no ano seguinte, o time repleto de operários e de negros – enquanto a maioria dos rivais era de descendentes de europeus – e com um preparo físico muito superior à média da época, desbancou equipes que vinham tendo sucesso, como Fluminense, América, São Cristóvão e o antigo rival de regatas, o Flamengo, e se sagrou campeão em sua primeira participação na primeira divisão, graças aos gols de Cecy e Negrito. Foi naquele ano que os “camisas pretas” instituíram o pagamento de “bicho” – a retribuição por vitórias. Como o futebol era amador e os atletas não podiam receber dinheiro, os portugueses que apostavam nos triunfos vascaínos criaram uma tabela que dava para cada jogador um animal, de acordo com o grau do adversário derrotado: vitória sobre o América valia uma vaca; sobre o Fluminense, duas ovelhas e um porco. No ano seguinte, uma manobra com cara de discriminatória acusou o Vasco de profissionalismo (e suspendeu justamente seus jogadores negros e operários) e de não ter um campo em condições de receber jogos do torneio. O time foi obrigado a disputar o fraco campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, que venceu com tranqüilidade.
    De volta à LMSA no ano seguinte, o Vasco teve a consciência de reconhecer a importância de ter o seu próprio campo de dimensões respeitáveis – coisa que até 2007 foi exclusividade sua no Rio de Janeiro, quando o Botafogo passou a administrar o Engenhão. Uma campanha de arrecadação permitiu que, em 1927, o estádio se tornasse realidade: até a inauguração do Pacaembu, em 1941, aquele seria o maior estádio do País. Crescendo em qualidade e fama dentro de campo outra vez, em 1931 o Vasco se tornou o primeiro clube carioca a ser convidado para uma excursão ao exterior – Portugal e Espanha. Reforçados por Nilo, Carvalho Leite e Benedito (emprestados pelo Botafogo) e Fernando (Fluminense), os vascaínos tiveram tanto sucesso que voltaram sem dois craques: Fausto e Jaguaré, ambos contratados pelo Barcelona. Durante aqueles anos, as várias instituições que regiam (ou pretendiam reger) o futebol do Rio de Janeiro entraram em atrito e, em várias ocasiões, houve mais de um campeonato estadual disputado. A reconciliação geral veio em 1937, quando Vasco e América – cada um até então de uma corrente – comemoraram com o “Clássico da Paz” a criação da Liga de Football do Rio de Janeiro, que juntava todos os clubes médios e grandes.
    Diante da força dos rivais da época, os cruzmaltinos se deram conta de que, naqueles tempos que já eram de profissionalismo, uma saída para conseguir vitórias era investir na contratação de jogadores. Foi trazendo gente como Augusto (São Cristóvão), Eli (Canto do Rio), Lelé, Isaías e Jair (Madureira), Danilo (América) e principalmente o atacante Ademir (Sport de Recife) que o Vasco montou o time campeão de 45 – ano em que Ondino Vieira, após passagem pelo River Plate, decidiu instaurar a faixa diagonal na camisa.
    Foto: Reprodução
    Time do Vasco conhecido como "Expresso da Vitória"
    O tempo dos “camisas pretas” era coisa do passado. Mas estava nascendo outro apelido, que se tornaria ainda mais notório: criava-se a base para o “Expresso da Vitória”. Sob o comando de Flávio Costa, com Djalma, Maneca, Friaça, Chico, a equipe marcou 40 gols em dez partidas e, invicta, foi campeã com sete pontos a mais do que o Botafogo de Heleno de Freitas. O título valeu aos vascaínos o convite para participar do Torneio dos Campeões Sul-Americanos, no Chile, no ano seguinte: contra o Nacional de Atílio Garcia e o River Plate de Di Stéfano, Barbosa brilhou e o Vasco se tornou o primeiro clube brasileiro a conquistar um título internacional. Com aquela base, mais a arrojada contratação de Heleno de Freitas, o Vasco de 49 foi uma covardia: 84 gols em 20 jogos e novo título invicto. O time foi a base da Seleção que esteve a um passo de ganhar a Copa de 50 – da qual Ademir foi o artilheiro. Era apenas o primeiro artilheiro de Copa do Mundo saído do clube: oito anos depois, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, na Suécia, os vascaínos tiveram participação decisiva: Bellini foi o primeiro brasileiro a levantar a taça Jules Rimet e Vavá foi o artilheiro do torneio. Naquele mesmo ano, quando o futebol se tornou uma verdadeira coqueluche no País, o Vasco conquistou o “super-supercampeonato”: após um empate tríplice, superou Flamengo e Botafogo para ficar com o título. Foi a última conquista antes de dias difíceis durante a década de 60, em que o Botafogo dominou o futebol do Estado.
    O começo da nova década trouxe o movimento de volta à sala de troféus de São Januário: com Andrada, Buglê, Silva Batuta e Gilson Nunes, o Vasco superou o Fluminense e se sagrou campeão carioca. Começava a se formar o time que em breve traria a maior glória do clube até então. Faltava uma peça fundamental, que durante muitos anos seria sinônimo do clube, Roberto Dinamite. Um dos maiores centroavantes que o Brasil já teve, Dinamite era a alma da equipe comandada por Mário Travaglini, que ainda tinha Zanata, Alcir, Ademir e Jorginho Carvoeiro. Foi este último, aliás, que marcou o gol do título Brasileiro de 74 contra o Cruzeiro de Palhinha e Dirceu Lopes. Alguns membros daquela equipe – sobretudo Roberto - ficaram para o título estadual de 77, com Mazarópi e Dirceu. E em 82, Dinamite voltou a ser o comandante do ataque de uma equipe campeã do Estado que começava a tomar forma para vôos maiores.
    Foto: AE
    Roberto Dinamite (esquerda) brilhou com a camisa do Vasco
    Durante uma temporada, a de 87, o Vasco juntou dois de seus maiores atacantes: Roberto Dinamite e Romário. Ao lado de Acácio, Dunga, Mazinho, Geovani e Tita, eles deram o primeiro passo para o bicampeonato, que foi conquistado já sem Dinamite, mas com Bismarck, Zé do Carmo e um gol espírita, zen-budista e hinduísta do lateral reserva Cocada. Era um talento atrás do outro chegando ao clube e garantindo força o suficiente para o bicampeonato brasileiro: com Luís Carlos Winck, Boiadeiro, William, o artilheiro Sorato e o craque Bebeto, estava montada a equipe que derrubaria o São Paulo em pleno Morumbi e garantiria o segundo título nacional para os cruzmaltinos. Melhor equipe do Brasil, o Vasco seguiria mantendo o nível nos anos seguintes: com Valdir no comando do ataque, veio o título estadual de 92, que marcou a despedida de Roberto Dinamite – depois de 698 gols em mais de 1000 jogos com a camisa cruzmaltina. Aquele foi o primeiro troféu de um tricampeonato histórico, conquistado com gol de Jardel, que ficou marcado em 1994 pelo desastre automobilístico com Dener – cuja passagem foi tão brilhante quanto curta.
    Foto: AE
    Vasco campeão da Libertadores em 1998
    Depois daquele tricampeonato, o Vasco começou a montar outro grande time usando algumas daquelas peças – como Luisinho e Carlos Germano -, mas sobretudo resgatando (ou apresentando ao Brasil) mais uma leva de talentos chamativos e indiscutíveis: foi assim, com espetáculo de sobra, que Pedrinho, Mauro Galvão, Ramón, Felipe, Juninho Pernambucano e principalmente o Animal Edmundo, em sua segunda passagem pelo clube, conquistaram o tricampeonato brasileiro, que foi também a esperada passagem para conquistar a América: já campeão estadual no ano de seu centenário, o Vasco perdeu Edmundo, mas reforçou seu ataque com Donizete e Luizão, justamente os autores dos gols da vitória por 2 x 1 sobre o Barcelona de Guayaquil, que valeu aos cruzmaltinos a primeira Libertadores da América de sua história. O título histórico veio no ano do centenário do clube.
    Os anos 2000 poderiam ter acabado naquele ano mesmo, que os vascaínos já teriam tido emoção o suficiente. Começou com o vice-campeonato no primeiro Mundial de Clubes da FIFA, perdido nos pênaltis para o Corinthians, no Maracanã. Depois, sem Edmundo, mas com a volta de Romário; com Hélton no gol e Juninho Paulista para fazer companhia ao xará pernambucano, o Vasco consolidou seu renome no continente ao vencer uma das finais mais emocionantes da história do futebol brasileiro. No terceiro e decisivo jogo da Copa Mercosul do ano 2000, no estádio Palestra Itália, o Palmeiras fez um primeiro tempo invejável e abriu 3 x 0. Foi o bastante para a torcida passar o intervalo cantando sua vitória. Mas, então, os vascaínos começaram a reação: primeiro discreta, depois colocando fogo no jogo. Com três gols do Baixinho e uma atuação impecável de Juninho Paulista, o time virou o jogo para 4 x 3 e entrou com ainda mais moral para a fase decisiva da Copa João Havelange – o Brasileirão daquele ano. Diante de um surpreendente São Caetano, o Vasco sofreu, viu o alambrado de São Januário desabar e uma terceira partida ser marcada: com um 3 x 1 no Maracanã, o time igualou o número oficial do Flamengo: era tetracampeão brasileiro.
    Foto: AE
    Edmundo e Romário marcaram época com a camisa cruzmaltina
    Quase todos os nomes daquele time foram parar em equipes do exterior, e o Vasco viveu desde então uma década difícil. Após o tetra brasileiro, os vascaínos tiveram poucos motivos para comemorar e muitos para chorar. O lado bom veio com o título estadual de 2003 e a jornada de Romário em busca dos 1000 gols, de acordo com suas contas. Em 2007, ele marcou o tento histórico, de pênalti, contra o Sport. No mesmo ano, o “Baixinho” anunciou a sua aposentadoria. E foi só.
    As lágrimas começaram a aparecer no ano seguinte: com Roberto Dinamite na presidência do clube, veio o rebaixamento para a segunda divisão do futebol nacional. A 18º colocação no Campeonato Brasileiro de 2008 foi confirmada após uma derrota para o Vitória e obrigou o time a se reconstruir na Série B. Em 2009, o técnico Dorival Júnior foi contratado para conquistar o acesso e não falhou em sua missão: com um time reformulado que demorou a engrenar, baseado no talento e na liderança de Carlos Alberto, o Vasco não só confirmou o retorno à primeira divisão com quatro rodadas de antecedência como também faturou o título. A torcida, que fez bonitas festas aos sábados no Maracanã, enfim voltou a respirar aliviada. Em 2010, a missão seria consolidar essa recuperação e não ser rebaixado novamente – objetivo que o Vasco conseguiu sem maiores problemas, com uma campanha discreta e sem sustos no Campeonato Brasileiro. Agora o time enfim pode sonhar com algo mais relacionado à sua história vitoriosa.

    História do Flamengo Veja as principais passagens da história do clube do Rio de Janeiro iG São Paulo

    Quem diria que um clube que não apenas começou no remo, mas começou dando papelão nas regatas, se tornaria o mais popular clube de futebol do Brasil. Um grupo de amigos que se reunia no Café Lamas, no Largo do Machado, comprou seu próprio barco, fundou em novembro de 1895 o Grupo de Regatas do Flamengo e fez algumas tentativas – várias frustradas – de competir contra os maiores grupos de remo da época. Vestindo azul e dourado durante pouco mais de um ano, o clube custou para emplacar nas águas. Quando isso aconteceu, já era rubro-negro e já começava a olhar com curiosidade o movimento de popularização do futebol.
    Tomemos Alberto Borgerth, por exemplo: de manhã, remava no Flamengo; à tarde, jogava bola no Fluminense. Tinha que ser assim: o Fla não era filiado a nenhuma liga de esportes terrestres (é...), apesar de que desde 1903 já arriscava alguns amistosos no estádio do Paissandu Atlético Clube. Assim foi até 1911, época em que o Tricolor das Laranjeiras vivia uma crise interna. Borgerth liderou uma diáspora que levou gente como Othon e Píndaro para o Flamengo. Era o que faltava para o clube começar a levar adiante a idéia de ser anfíbio: foi criado o Departamento de Esportes Terrestres e o time de futebol, que estreou oficialmente em 3 de maio de 1912, com uma fantástica goleada por 15 x 2 sobre o Mangueira.
    Dois meses depois, os recém-tornados rubro-negros viram o Fluminense se vingar, com vitória por 3 x 2 no primeiro Fla-Flu da história. Mas, com a base que adquiriu já montada, o Flamengo logo obteve êxito e, com os gols do artilheiro Riemer, chegou ao bicampeonato de 14/15. Em 1920, o primeiro título “na terra e no mar”, coincidindo com a rapaziada do remo: foi o que abriu mais um bicampeonato, de 20/21, em que se destacaram Candiota, Junqueira, Sidney e Nonô – artilheiro também do título de 1925. Outro ano marcante foi o de 1927, quando o Flamengo foi suspenso da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos - por ter emprestado seu campo de treinos ao Paulistano - e perdeu quase todo o seu elenco. Os torcedores não admitiram, exigiram a revisão da decisão e, com uma atuação corajosa do atacante Moderato, que jogou a decisão contra o Vasco dois dias depois de uma cirurgia de apendicite, levou mais uma taça. Além dela, ainda saiu daquele ano eleito “o mais querido” em votação feita pelo Jornal do Brasil.
    Foto: Gazeta PressAmpliar
    Jogadores do Flamengo em 1940
    O terreno em que o Mengo mandava seus jogos, arrendado pela família Guinle, teria que ser devolvido ao fim do contrato, em 1931. Por isso, o clube tratou de agilizar o aumento do patrimônio e a possibilidade de construir um estádio próprio. Quando a prefeitura do Rio cede uma área na região da Lagoa Rodrigo de Freitas, fica decidido que o projeto da vez seria erguer o estádio da Gávea. Não por acaso, foi nesse período que o Flamengo viveu seu maior jejum de títulos: até 1939, ano em que um timaço formado por Valido, Jarbas, Yustrich, Domingos da Guia e Leônidas da Silva passou por cima de todos os adversários e impediu, pela segunda vez em sua história, um tetracampeonato do Fluminense. Os tricolores, porém, tinham uma grande equipe, que voltou a conquistar o título estadual em 40 e 41.
    Cansado do domínio dos rivais, o presidente flamenguista Gustavo de Carvalho decidiu dar carta branca para o técnico Flávio Costa montar a o time que quisesses. E então surgiu uma verdadeira máquina, que tomou o Rio de Janeiro de assalto entre 42 e 44: apareceu Thomas Soares da Silva, o genial Zizinho – para muitos, o maior jogador do Brasil antes de Pelé – além Biguá, Jaime, Valido e o grande artilheiro Pirilo. Apesar de Jair da Rosa Pinto no meio-campo ao lado de Zizinho, o Flamengo não consegue o tetra: fica até o começo da década de 50 sem conquistar títulos. Pior: passa seis anos sem bater o Vasco, vê Zizinho ser vendido para o Bangu e a camisa de Jair ser queimada. Resumindo: era tempo de crise.
    Nem o retorno de Flávio Costa – que havia saído para comandar o “Expresso da Vitória” vascaíno – resolve o jejum. Os dias de alegria só retornam à Gávea com a chegada de outro treinador, o paraguaio Fleitas Solich, que traz três conterrâneos seus, Benítez, Chamorro e García, e os escala junto a Jordan, Dequinha, Moacir e um ataque poderoso, com Joel, Evaristo de Macedo, Zagallo e Dida.
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    Almir Pernambuquinho em ação com a camisa do Flamengo
    Era bom o bastante para mais um tricampeonato: entre 53 e 55, só deu Flamengo. Outra vez, o timaço foi desfeito, e o rubro-negro precisou esperar mais algum tempo até que a geração de Carlinhos, Nelsinho, Gérson e Almir Pernambuquinho desse ao clube seu primeiro título fora do Estado, o Rio-São Paulo de 61, e os títulos estaduais de 63 e 65. Depois daquilo, nos anos seguintes, o grande time do Botafogo tomou conta do Estado, e o feito mais digno de nota (ainda que negativa) por parte de um flamenguista foi a briga dantesca iniciada por Almir Pernambuquinho no Maracanã em 66, num jogo contra o Bangu.
    As duas coisas parecem distantes uma da outra, mas a verdade é que aquela entressafra do final da década de 60 foi o que preparou a ascensão do grupo que faria do Mengo um dos clubes mais vencedores do Brasil. Ainda em 67, chegava ao juvenil da equipe, fraquinho e aparentemente inofensivo, um habilidoso meia nascido no bairro de Quintino. 
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    Zico é o grande ídolo do Fla
    Zico estreou entre os profissionais no ano de 71 e foi absolutamente coadjuvante no título carioca de 72 – ano em que Jorge Bem imortalizou o desengonçado e adorado Fio Maravilha. Foi só dois anos depois, em mais uma conquista rubro-negra, que o garoto passou a ser titular. Em outra vitória, a de 78 – com gol do “Deus da raça” Rondinelli – Zico já brilhava, comandando aquilo que seria um tricampeonato, junto a Júnior, Andrade, Nunes, Cláudio Adão e Tita, além dos veteranos Raul Plassmann e Carpegiani. Com um esquadrão e a moral de quem era tricampeão estadual, o Mengo viveu seu período perfeito: conquistou seu primeiro Brasileirão em 80, ao derrotar o Atlético-MG, e assim se classificou para a Libertadores do ano seguinte. Com Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico, não havia quem pudesse com o rubro-negro: nem o Cobreloa na decisão da Libertadores, nem os ingleses do Liverpool, na final da Copa Intercontinental no Japão: com dois de Nunes e um de Adílio, um 3 x 0 implacável fez do Mengo o segundo clube brasileiro após o Santos de Pelé a ser coroado como melhor do mundo. A equipe praticamente se manteve inalterada, e isso era sinônimo de mais conquistas: time nenhum no Brasil podia com o Flamengo, o que ficou comprovado com mais dois títulos nacionais, em 82 e 83.
    A saída de Zico para a Udinese, da Itália, poderia ter significado o fim daqueles ótimos tempos. Mas nem o Galinho de Quintino queria que fosse assim, nem as categorias de base do Flamengo permitiriam: em 85, Zico retorna ao Flamengo e capitaneia uma geração brilhante, com Aldair, Leonardo, Jorginho, Bebeto, Zinho e Renato Gaúcho. Poderia ser a geração que conquistou o quarto título brasileiro daquela década, mas a malfadada “Copa União”, com seus módulos verde e amarelo não permitiu que fosse exatamente assim. Oficialmente, para a CBF, o campeão brasileiro daquele ano é o Sport, que não enfrentou nenhuma grande equipe do futebol do País. Foi a última conquista de Zico antes de sua aposentadoria, em 89. Restou, para comandar o time à base de experiência e sabedoria, Júnior: transformado em meio-campista depois de veterano, ele foi a alma por trás da geração de jovens recém-saídos do juvenil que levantou a Copa do Brasil de 1990, ao derrotar o Goiás: Djalminha, Marquinhos, Júnior Baiano, Paulo Nunes, Nélio, Piá...
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    Equipe do Flamengo campeã em 1992
    Com eles todos, mais Gaúcho e o já experiente Zinho, o Flamengo seguiu passo a passo a batuta do maestro Júnior e venceu, agora de forma oficial, seu quarto Brasileirão: um inesquecível 3 x 0 sobre o Botafogo no primeiro jogo – dia em que parte da arquibancada do Maracanã tragicamente desabou – abriu o caminho para o título brasileiro de 92.
    O centenário do clube até pareceu dar motivos para comemoração: melhor jogador do mundo na época, Romário foi tirado do Barcelona e chegou a um time que prometia mundos e fundos à torcida. Acabou foi frustrado pelo gol de barriga marcado por Renato Gaúcho para o Fluminense, na vitória por 3 x 2 na decisão do estadual. Em vez de investir no que vinha dando certo há décadas – a formação de um verdadeiro time, parte com contratações, parte com jovens da divisão de base -, o então presidente Kléber Leite insistiu na política do gasto financeiro e dessa vez trouxe Edmundo. Junto com o prata da casa Sávio, aquele supostamente seria o melhor ataque do mundo, mas virou uma das piadas preferidas de todo rival flamenguista. Só no ano seguinte ao do centenário, 1996, é que o Mengo volta a vencer: com Djair, Iranildo e Amoroso, termina o carioca invicto. Entram e saem jogadores, dinheiro é depositado e sacado dos cofres do Flamengo num ritmo alucinante. Assim acabou o mandato de Kléber Leite e de forma parecida começou o do próximo presidente, Edmundo Santos Silva: Rodrigo Mendes, Lê e Reinaldo, revelados na Gávea, dão o título da Copa Mercosul de 1999 ao time, mas um contrato fechado no fim daquele ano com a empresa de marketing esportivo suíça ISL possibilitou a chegada de mais reforços grandiosos para se juntarem a nomes como Athirson e Fábio Baiano.
    Alguns tiveram brilho momentâneo, como Edílson, Gamarra e Vampeta, e alguns foram verdadeiros ídolos de um tricampeonato 99/01 que foi fechado com a melhor chave de ouro imaginável: um gol espetacular, de falta, aos 44 minutos do segundo tempo, contra o Vasco. O sérvio Petkovic, que já era querido da torcida, nesse dia virou definitivamente um dos heróis rubro-negros.
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    Petkovic escreveu sua história no Fla
    Começou, então, outra fase de sofrimento; este inédito e maior do que nunca: a ISL faliu e deixou o clube órfão de parceiro; Edmundo Santos Silva foi afastado do cargo, acusado de desvio de verba; o Mengo esteve perto do rebaixamento no Brasileirão. Os altos e baixos passaram a ser o padrão: duas finais de Copa do Brasil – 2003 e 2004 – e um título carioca comandado por Ibson, Felipe, Jean e Zinho. Após um ano que se aproximou do desastre no Brasileiro, a segunda Copa do Brasil viria em 2006, quando se destacariam Jônatas, Renato e o já folclórico Obina.
    O ano de 2007 parece trazer o conceito de time de volta à Gávea: Leonardo Moura, Renato Augusto, Fábio Luciano, Juan, Souza e companhia são a esperança de, cada vez mais, o Flamengo ter novos dias de sucesso estável e constante. Essa virada culmina com a conquista do hexacampeonato em 2009, capitaneado por Adriano, artilheiro da competição, e Petkovic.
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    Adriano voltou para ser campeão brasileiro, em 2009
    No ano seguinte, com a disputa da Copa Libertadores como objetivo principal, o clube passou a ser comandado pela presidente Patrícia Amorim, a primeira mulher eleita para o cargo na história do Flamengo. A eliminação da competição, a perda do Campeonato Carioca para o Botafogo e problemas fora de campo, como a prisão do goleiro Bruno, acabaram com a esperança de um ano de glórias. Nem Zico, contratado em junho para ser diretor de futebol, resistiu e pediu demissão dois meses depois. O técnico Vanderlei Luxemburgo foi contratado pela terceira vez para dirigir o time e, aos trancos e barrancos, conseguiu se livrar do rebaixamento e ainda a classificação para a Copa Sul-Americana.
    A esperança do clube é a reestruturação geral, incluindo a finalização do centro de treinamento e o investimento nas categorias de base. Depois de conquistas consecutivas desde 2006, a torcida voltou a ficar um ano sem festejar. A expectativa é de que o sofrimento não dure além de 2010.

    História do Botafogo Veja as principais passagens da história do clube carioca

    iG São Paulo
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    É preciso atenção ao primeiro capítulo da história, porque são muitos os Botafogos. E não estamos falando das homenagens nascidas em Ribeirão Preto ou João Pessoa, mas daquilo que precedeu o alvinegro carioca. Um grupo de remadores do Clube Guanabarense se separou da entidade em 1891 e deu origem ao Grupo de Regatas Botafogo, que por sua vez foi o embrião do Club de Regatas Botafogo, fundado em 1894. O pessoal do Club de Regatas já havia chegado se reunir para jogar futebol, em 1903, num amistoso contra os rivais (e também remadores) do Flamengo. Enquanto isso, paralelamente, os amigos e boleiros Flávio Ramos e Emmanuel Sodré viviam trocando bilhetinhos no meio da aula de álgebra, um incitando o outro a fundarem juntos um clube. A brincadeira virou realidade em 12 de agosto de 1904: era o Electro Club; primeiro (e infeliz?) nome do Botafogo Football Club. A fusão entre os dois, Club de Regatas e Football Club, só aconteceria décadas depois, em 42:. Foi quando se chegou definitivamente à fórmula consagrada: Botafogo Futebol e Regatas.
    A proposta a princípio despretensiosa se baseava, essencialmente, na disputa de jogos amistosos ao redor do Estado. Mas, de forma algo estranha (ou, pelo menos, atrasada), o primeiro título chegou cedo, já em 1907. Naquele estadual, Botafogo Footbal Club e Fluminense estavam empatados na última rodada: o Flu jogou com o Paissandu e venceu por 2 x 0; enquanto os botafoguenses esperaram e esperaram pelo lanterninha Internacional, que simplesmente não apareceu. A vitória por WO deu os pontos ao Botafogo, mas nenhum gol para o saldo. Os tricolores queriam o título pelo saldo de gols, enquanto o Botafogo insistia que estava tudo igualado. O regulamento do torneio nunca tinha parado para pensar em situação como aquela. A coisa ficou assim durante, acredite, 90 anos: em 1996, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro decidiu que aquele título seria dividido. Portanto, é isso mesmo: o hino do Botafogo, que diz “campeão desde 1910” passou a estar errado. É desde 1907.
    O que houve, sim, em 1910, foi o primeiro título indiscutível. A conquista, aliás, que rendeu o apelido de “Glorioso”. No ano anterior, o time já havia aplicado aquela que até hoje é a maior goleada da história do futebol brasileiro: 24 x 0 sobre o Sport Club Mangueira. O time de 1910 terminou o torneio com 66 gols e com os três primeiros colocados da artilharia: Abelardo de Lamare, Décio Viccari e Mimi Sodré. Uma confusão em 1911 levou o clube a se desligar da então Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA): durante duas temporadas, o Botafogo se dedicou a amistosos e ao modesto torneio da Associação de Football do Rio de Janeiro. Perdeu sua sede da rua Voluntários da Pátria e só começou a se reerguer em 1912, quando a prefeitura cedeu o terreno da rua General Severiano – até hoje a sede oficial. No ano seguinte, o time voltou à LMSA, mas ainda longe de poder brigar pelas primeiras posições. Os botafoguenses, então, aprenderam o significado de uma palavra que passaria a ser constante em qualquer das quase sempre dramáticas referências ao clube: jejum. Outro título só viria na década de 30.
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    Lendário Heleno de Freitas
    Comandado pelo artilheiro Nilo e por Carvalho Leite, o Botafogo venceu o título de 1930 e formou a base para o glorioso tetracampeonato entre 32 e 35. Prova da força daquele elenco está na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1934, na Itália. Foram nove os botafoguenses na lista: Carvalho Leite, Waldyr, Áttila, Canalli, Ariel, Martim Silveira, Octacílio e os dois goleiros, Germano e Pedrosa. Até Lêonidas da Silva chegou a vestir a camisa alvinegra no último título do período, em 35, mas a passagem foi das mais breves: em seguida foi negociado com o Flamengo.
    Tudo isto, é bom recordar, aconteceu com o Botafogo Football Club. Foi só na década seguinte, precisamente em 8 de dezembro de 42, que o clube se fundiu ao Club de Regatas e deu origem ao Botafogo de Futebol e Regatas. Novo nome, novo escudo (já que a estrela solitária era do Clube de Regatas), novo ídolo: substituindo o artilheiro Carvalho Leite, em 1940 chegou ao clube aquele que seria o herói da torcida durante quase toda uma década: Heleno de Freitas. E, apesar de sua identificação com o Botafogo e de ter tido companheiros como Tim e Zezé Procópio, Heleno só viu de longe, da Argentina – porque havia sido negociado com o Boca Juniors – a retomada do título estadual: em 1948, justamente o ano de sua saída. Depois de quatro vice-campeonatos consecutivos, o time de Otávio de Moraes, Sílvio Pirilo e Gérson dos Santos derrotou o Vasco e colocou mais um troféu em sua galeria. O lendário time que dominaria o País ainda apenas começava a se formar, mas já tinha dentro de General Severiano um de seus estandartes: aquela foi a primeira conquista em que a escalação contava com um certo lateral-esquerdo chamado Nílton Santos.
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    Da direita para esquerda, Pelé, Garrincha e Zagallo
    Aquele era o início da construção de uma geração de jogadores que mudaria para sempre a cara do Botafogo e a maneira como o clube era visto no Brasil e em todo o mundo. Didi, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Manga, além de Nílton Santos, formavam o eixo de um time encantador; que só não encantou ainda mais porque calhou de coexistir com o Santos de Pelé. Começa com o título de 57, quando Paulinho Valentim marca nada menos do que cinco gols na vitória por 6 x 2 sobre o Fluminense, na decisão do estadual. Um ano depois, Nilton Santos, Didi e sobretudo Garrincha se tornavam atração para todo o planeta, ao brilhar na Copa do Mundo da Suécia. Quando o Brasil partir para ganhar o bicampeonato, em 62, o Fogão era campeão carioca e do Rio-São Paulo. Sofreu nas mãos do Santos de Pelé em 63, quando foi derrotado na decisão do Rio-SP e eliminado da Libertadores, mas em 64 a dificuldade para completar o calendário acabou dividindo o título entre santistas e botafoguenses: era o bicampeonato do torneio interestadual. O tricampeonato do Rio-SP, em 66, também foi dividido com outros três times: Santos, Vasco e Corinthians.
    Por causa do período de treinos para a Copa de 66, não houve tempo (!) para a disputa do quadrangular final. Aos poucos, a equipe se renovava, mas sem perder nem um pouco de qualidade: o time de 68, que já reunia Jairzinho, Paulo Cézar Caju, Carlos Roberto e Gérson, chegou ao título que coroou aquela grande geração: a Taça Brasil de 68. Mais do que coroação, acabou sendo também uma despedida. Durante muito, muito tempo, aquela seria a última lembrança gloriosa na cabeça do botafoguense.
    Os primeiros anos não tinham nenhuma pinta de jejum. Aquele mesma base campeã da Taça Brasil, somada a nomes como Fischer, Wendell, Djalma Dias e Marinho Chagas, fez bonito nas duas edições inaugurais do Campeonato Brasileiro: chegou ao triangular final em 71 – quando ficou atrás de São Paulo e Atlético-MG – e foi vice-campeão no ano seguinte, atrás do Palmeiras. Eram os últimos estertores dos grandes dias de conquistas. Quando aquela geração secou, não houve reposição, não havia dinheiro para contratações e, aliás, durante um período, mal havia condições de manter a equipe viva. A crise financeira levou a equipe, em 77, a vender a sede de General Severiano e ficar durante alguns meses sem campo até mesmo para treinar – até a transferência da sede para o bairro de Marechal Hermes. Curiosamente, foi bem durante esse período nebuloso, entre 77 e 78, que o Fogão, à base de gols de Nilson Dias, Gil e Mendonça, estabeleceu um recorde de 52 jogos invictos – 42 deles pelo Campeonato Brasileiro. Em 1981, outra boa campanha, agora com Mirandinha no comando do ataque: o Botafogo terminou o Brasileiro em 4º lugar. Papo vai, papo vem, o tempo passa e a essa altura já fazia quase 15 anos que o “Glorioso” não justificava o apelido.
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    Jairzinho foi um dos grandes nomes da história do Botafogo
    Pois, no total, a angústia durou 21 anos: entre 68 e o salvador ano de 1989. E não é que a equipe que disputou o Campeonato Carioca daquele ano fosse genial. Aliás, quem compara os alvinegros Josimar, Mauro Galvão, Paulinho Criciúma e Maurício com um Flamengo que tinha Jorginho, Aldair, Leonardo, Zico, Bebeto e Zinho não é capaz de adivinhar que o Fogão foi o campeão invicto: um gol salvador de Maurício, diante do Flamengo, valeu a expiação de anos de sofrimento e gozações. Estava tudo pronto para o Botafogo voltar a dizer, sem medo, que era uma equipe grande e gloriosa. Tanto que a conquista virou bicampeonato em 1990 e, em 92, o Fogão retornava a uma final de Brasileiro: com Válber, Carlos Alberto Dias, Renato Gaúcho e Valdeir, o time caiu diante do Flamengo, mas se classificou para disputar a competição que significaria o primeiro título internacional da história do clube. Na Copa Conmebol de de 1993, Carlos Alberto Torres comandou um time que não era exatamente marcante - vide a dupla de ataque Sinval e Eliel -, mas que superou o Peñarol na decisão do torneio (que já não existe mais). No ano seguinte, o clube retornou à histórica sede de General Severiano.
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    Túlio comandou o time no Brasileiro de 95
    O time já voltara a ser respeitado no Brasil todo, mas ainda faltava conquistar um grande título dessa dimensão, algo que não acontecia desde 68. Apesar de todas as reclamações da arbitragem de Márcio Rezende de Freitas na decisão contra o Santos, o Fogão recuperou sua condição de melhor do Brasil naquele ano de 95: foi o auge de Túlio com a camisa 7 do Fogão, quando foi acompanhado por Gonçalves, Donizete, Sérgio Manoel e o goleiro Wágner.
    Os anos seguintes ainda reservaram um título carioca em 97, ganho com gol de Dimba, e uma campanha até a final da Copa do Brasil de 99, comandada por Bebeto. Só que, já naquela época, ficava claro que o planejamento andava longe de exemplar. Em 1999 mesmo, o clube só não caiu para a segunda divisão do Brasileiro por causa do “caso Sandro Hiroshi”, que rendeu um punhado de pontos. Nos dois anos seguintes, não passou nenhuma vez do 20º lugar e, finalmente, em 2002 veio o inevitável: com a lanterna do campeonato, o time foi rebaixado. O desastre coincidiu com a eleição de Bebeto de Freitas – ex-técnico de vôlei e sempre botafoguense assumido – como presidente do clube.
    O objetivo primordial não podia ser outro: voltar à elite. A equipe não dava exatamente a impressão de que teria facilidade, com base nas primeiras rodadas da série B, mas logo Leandrão, Almir, Dill - que havia marcado pelo São Paulo o gol que sacramentou o rebaixamento botafoguense -, o volante Túlio e o veterano Valdo comandaram uma grande campanha até o vice-campeonato, atrás apenas do Palmeiras. O retorno estava feito, mas ainda faltava acertar muita coisa dentro do clube – tanto que o sucesso no estadual não chegava, e a campanha na volta à primeira divisão foi irregular e por pouco não levou a novo rebaixamento. O século 21 só começou mesmo na sala de troféus botafoguense em 2006, quando Dodô, Lúcio Flávio e o capitão Scheidt levaram o time ao título estadual. Aos poucos, 2007 deixou claro que o Botafogo era equipe para brigar por grandes títulos: foi à semifinal da Copa do Brasil, liderou boa parte do Campeonato Brasileiro e fez um duelo memorável contra o River Plate pela Copa Sul-Americana. Mesmo assim, nenhum título foi conquistado e a equipe ainda amargou o vice-campeonato carioca para o Flamengo. O ano ficou marcado mesmo pela conquista do estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. Construído para o Pan-Americano do Rio de Janeiro, o clube carioca ganhou a concessão para usar o estádio até 2027.
    Eleito presidente do Botafogo em 2009, o dentista Maurício Assumpção encontrou o clube com sérios problemas financeiros e dificuldade para montar uma equipe. No mesmo ano, nova frustração no Campeonato Carioca, quando o Botafogo foi novamente derrotado pelo Flamengo e ganhou o incômodo tri-vice-campeonato. No Campeonato Brasileiro, a temporada irregular, que causou a troca do técnico Ney Franco por Estevam Soares, fez com que o Botafogo só escapasse do rebaixamento na última rodada, com uma vitória sobre o Palmeiras. Após o final do torneio, o atacante Jobson foi flagrado no exame antidoping, que apontou o uso de cocaína. O jogador admitiu a culpa e foi suspenso por dois anos, que posteriormente cairia para seis meses. O clube não sofreu nenhuma punição.
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    Loco Abreu virou ídolo no Botafogo
    Com a moral em baixa, o clube trouxe uma contratação que animou a torcida no começo de 2010, o atacante uruguaio Loco Abreu. O jogador chegou a receber a camisa 13 (número que sempre usou), das mãos do técnico Zagallo, em um evento na sede do clube. Mas na estreia do jogador, no Campeonato Carioca, goleada histórica sofrida para o Vasco: 6 a 0. A partida custou o emprego de Estevam Soares, que deu lugar ao técnico Joel Santana, comandando o Botafogo pela terceira vez na carreira. A mudança deu certo e o Botafogo se recuperou ainda no Campeonato Carioca, vencendo a final da Taça contra o mesmo Vasco, por 2 a 0. Na final da Taça Rio, vitória de 2 a 1 sobre o Flamengo, com gols do argentino Herrera e do uruguaio Loco Abreu, que converteu um pênalti com ‘cavadinha’ e acabou virando ídolo do clube. Era o fim da sequência de vice-campeonatos para o Flamengo no Carioca.
    Na Copa do Brasil o time acabou sendo eliminado na 2ª fase pelo Santa Cruz. Para o Campeonato Brasileiro, com a volta do meia Maicosuel e do atacante Jobson, que teve a pena reduzida, o Botafogo fez boa campanha e chegou a brigar pelo título, mas os desfalques prejudicaram a equipe na reta final, terminando a competição no 6° lugar. Nada parece ser muito fácil para o Botafogo, mas é justamente por isso que a torcida gosta tanto do time. Senão, parece que simplesmente não teria muita graça.