Rio -  No dia seguinte ao discurso da presidenta Dilma Rousseff prometendo “crescimento  progressivo” e um ‘pibão’ no ano que vem, a divulgação ontem do Boletim Focus, do Banco Central (BC), deixou claro que será muito difícil manter a expectativa positiva do Palácio do Planalto, de 4,5% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
O mercado reduziu a perspectiva de aumento de 3,4% para 3,3%. A previsão para 2012 se manteve em 1%. As projeções do Focus também revelam queda em relação à produção industrial para 2013, de 3,7% para 3,5%.
Com isso, o Banco Central indica que será difícil para a indústria se recuperar já em 2013, mesmo com incentivos anunciados recentemente, como a manutenção da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores e a diminuição das tarifas de eletricidade.
Também segundo o boletim do Banco Central, aumentou a estimativa para a inflação medida com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em dezembro, de 0,57% para 0,67%, e em janeiro, de 0,69% para 0,73%.
Para o ano de 2012, a previsão, que era de 5,6%, passou a 5,69%. Já para o ano que vem, a expectativa passou de 5,42% para 5,47%.

EXPORTAÇÕES EM BAIXA
Analistas apontam a redução das vendas externas, resultado da crise financeira, como um dos determinantes para a redução das expectativas de crescimento do PIB brasileiro. A previsão do saldo da balança comercial em 2012 caiu de US$ 19,5 bilhões para US$ 19,25 bilhões. E ele deve encolher ainda mais em 2013, de US$ 15,6 bilhões para US$ 15,52 bilhões.