Brasileira conta momentos de medo na escola onde jovem matou 26 pessoas
Estados Unidos - Uma brasileira que estava no colégio Sandy Hook, na pequena cidade de Newtown, Connecticutn (EUA), contou como foram os momentos de medo em que passou durante o massacre cometido por Adam Lanza, de 20 anos, que matou 26 pessoas (20 crianças com idades entre 6 e 7 anos e seis adultos), na última sexta-feira. "A gente escutou um monte de porta fechando e trancando, um monte de professora gritando", disse Gabriela Porto, de 9 anos, ao Fantástico deste domingo.
Foto: Reprodução Internet
Gabriela e outros 19 alunos estavam dentro da sala de música, em um quatro onde ficam os instrumentos. Eles deixaram a luz desligada. Ela disse que a professora pediu para todos rezarem. "Ela falou que tinha um homem que queria matar criança. Então, todo mundo ficou assustado", diz Gabriela. A professora saiu do pequeno quarto. Buscou o telefone na mesa dela e avisou polícia. "Eu estava pensando que eu nunca ia chegar em casa viva", revela.
Depois de uma hora trancados no quarto, os policiais bateram na porta que dá acesso à sala de música. Segundo Gabriela, a polícia, ao encontrar os alunos, disse que todos deveriam sair da sala, pois "o menino vem te pegar", o que assustou as crianças. Todas as crianças foram levadas para uma base do corpo de bombeiros que fica a poucos metros da escola. De lá, Gabriela ligou para a mãe.
Gabriela, implora: "Mãe. Alô! Eu preciso de você na minha escola. Agora!”. A mulher pega o telefone e diz: "Alessandra, você precisa vir até a escola Sandy Hook. Gabriela está bem, mas houve um tiroteio na escola". "Eu estava no quarto. Eu dei um pulo da cama assustada”, conta Alessandra, mãe de Gabriela. Com a filha nos braços, o casal Porto foi para casa com a sensação de que tinha sido apenas um tiroteio, sem vítimas. Porém mais tarde souberam do massacre.
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