São Paulo -  O interrogatório de Elize Matsunaga e da ex-amante de Marcos Kitano Matsunaga, assassinado em 20 de maio deste ano, foi remarcado para o dia 30 de janeiro. A decisão foi motivada pela ausência de Natália Vila Real Lima na audiência realizada nesta terça-feira no fórum criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.
Elise será ouvida pela primeira vez nesta quarta | Foto: Reprodução Internet
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O único depoimento desta terça foi dado pela babá Mauriceia José Gonçalves dos Santos, que trabalhava para o casal. Defensor de Natália, o advogado Roberto Parentone alegou que sua cliente não foi notificada sobre a audiência de hoje, da qual tomou conhecimento pela imprensa. Segundo Parentone, a ex-amante da vítima disse temer tanto pela vida que comprou um carro blindado.
O promotor de Justiça, José Carlos Cosenzo, pedirá para que Elize seja condenada a pena máxima, sustentado a tese de que foi um crime premeditado. O advogado de defesa Luciano Santoro defende que o caso se trata de um crime passional.
O caso
Elize Matsunaga foi presa acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga no dia 19 de maio. A prisão foi decretada por cinco dias e depois prorrogada até 24 de junho. Ela foi denunciada por homicídio qualificado (cuja pena pode variar de 12 a 30 anos), com uma série de agravantes, como ocultação de cadáver, motivo fútil e esquartejamento.
Ela teria matado o ex-diretor da Yoki Alimentos com um tiro de calibre 380 na cabeça após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário. O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida.
Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então. Várias partes do corpo de Marcos foram encontradas no dia 27 de maio, na região de Cotia, inclusive a cabeça.