Disputa na Alerj já começou
Eleição para a presidência é só em fevereiro, mas Melo e Brazão reeditam briga de 2011
POR ROZANE MONTEIRO
Quanto a Brazão, Melo garantiu que gostaria de tê-lo a seu lado, mas que o deputado já disse que quer ser candidato. Sobre o acordo que um dia o governador comemorou ter fechado em seu partido para que Melo passasse a presidência a Brazão ao fim de dois anos — em 2013, portanto —, o presidente da Alerj agora economiza: “A política é uma ciência dinâmica.” Para o presidente da Alerj, esse acordo faz parte de um passado que ele não comenta mais.
Brazão discorda. De tudo. Ontem, o deputado afirmou que não é candidato e que, para ele, o acordo continua valendo. “Não fica bem a gente ficar medindo forças dentro do partido em vez de discutir o que é melhor para o Estado. Confio na palavra do governador”, provocou, numa mesma resposta, Melo e o próprio Cabral. Mas Brazão admitiu que, se, “lá na frente”, o quadro mudar, “podemos buscar outro caminho”. Que caminho? “Vai acabar tendo reunião para tratar do assunto.”
O governador, por enquanto, trata o caso como assunto do Legislativo. Da outra vez, ele só entrou em cena para acalmar Melo e Brazão em janeiro de 2011.
O acordo que nasceu para dar errado
No início de janeiro de 2011, o governador foi para o Twitter comemorar porque estava convencido de que Paulo Melo e Domingos Brazão haviam selado a paz. Significava que os dois haviam aceitado um acordo que colocaria Brazão na presidência da Alerj no início de 2013. No fim daquele mês, Melo declarou que não tinha mais acordo, e Brazão insistiu em dizer que só Cabral poderia desfazê-lo. Melo foi eleito com 66 dos 70 votos em votação que teve só a sua chapa.
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