Garota é vítima de absurdos
Por falta de médico, menina que levou tiro na cabeça espera oito horas por cirurgia no Natal
Com a bala alojada na cabeça, Adrielly ainda teve que esperar oito horas pela chegada de outro médico para fazer a cirurgia. Agora, ela está internada em estado grave, em coma induzido e em observação por 48 horas.
Mãe da menina, na porta do hospital | Foto: Paulo Araujo / Agência O Dia
Chefe do plantão não comunicou ausência do médico
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informou que o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, que deveria chegar à unidade às 20h do dia 24, faltou ao trabalho. Um inquérito administrativo já foi instaurado para investigar.
O secretário, Hans Dohmann, afirmou que tanto o médico quanto o chefe do plantão, Enio Eduardo Lima Lopes, que demorou a comunicar à direção a ausência do profissional, mesmo com mais de quatro horas de atraso, e não requisitou a transferência da menina, podem ser punidos. Ao RJ TV, da TV Globo, o neurocirurgião teria afirmado que havia pedido demissão do cargo, fato que a secretaria nega. Os médicos não foram encontrados para comentar.
Polícia apura a origem do disparo
Na 28ª DP (Campinho), investigadores aguardam os familiares da criança para prestar depoimento. O objetivo inicial é descobrir a origem do disparo.
A comunidade do Urubuzinho ainda não é pacificada. Mas, segundo Adriana, a Rua Amália, onde a família mora e onde a menina foi atingida, é tranquila.
“A gente nunca ia imaginar que isso pudesse acontecer na porta de casa. A rua é tranquila. Esse tipo de coisa nunca aconteceu por lá. Atirar no Natal é uma pouca-vergonha, um absurdo”, Cristiane Vieira, 40 anos, tia da menina.
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