Rio -  Ao anunciar o novo salário mínimo de R$ 678 para 2013, o governo divulgou novas regras sobre o Imposto de Renda  (IR) cobrado no pagamento das participações nos lucros pelas empresas aos trabalhadores. A partir de 2013, valendo para as verbas recebidas no ano novo (mesmo que originárias dos lucros auferidos em 2012) haverá isenção para até R$6 mil. Até então, o IR era cobrado com base na tabela normal dos salários o que fazia com que o prêmio do trabalhador sofresse uma boa mordida do Leão.
As novas regras também abrandaram a cobrança para quem receberá mais de R$ 6 mil de PLR e ainda estará sujeito ao desconto do imposto, mas condições menores. A decisão do Governo deve estimular uma mudança de comportamento nas empresas e destas em relação aos seus empregados. Dividir uma parcela dos lucros com quem ajuda a alcançá-los é uma atitude empresarial justa que faz com que a produtividade aumente e todos os envolvidos — como acionistas, gestores, empregados, a sociedade e o país — ganhem.
Sou defensor da chamada “meritocracia”, que é o pagamento de bônus aos empregados de acordo com o lucro alcançado pela empresa, mas de forma proporcional a contribuição de cada um para o resultado. Quem faz corpo mole e pouco contribui ganha menos, já quem sua a camisa e atinge as suas metas, deve ser mais bem recompensado e servir de motivação e exemplo para os demais. A melhor forma de crescer os ganhos é dividindo os lucros.
Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec