Estados Unidos -  A cidadã afegã Aesha Mohammadzai — que em 2010 ficou internacionalmente famosa ao posar para a capa da revista americana ‘Time’ com o nariz decepado — deu semana passada à rede americana CNN uma declaraçãosurpreendente: “Eu não me importo. Todo mundo tem um problema. No começo, eu ficava assustada. Tinha medo de olhar no espelho. Mas agora eu não tenho mais medo. Agora eu entendo o sentido da minha vida.”
Foto: Reprodução da Internet
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Mohammadzai foi mutilada pelo marido quatro anos atrás, após tentar fugir de casa, no Afeganistão, para evitar um casamento forçado. Atualmente, ela passa por tratamento para reconfigurar sua face em um hospital de Bethesda, em Maryland, Estados Unidos, onde mora.
Uma equipe altamente especializada de médicos já fez uma série de cirurgias na moça. Hoje está com a testa inchada, devido ao implante de uma bolsa de silicone preenchida com líquidos, cuja finalidade é expandir sua pele para ‘criar’ tecido extra para construir novo nariz.

TRATAMENTO ESTÁ NA METADE
Fora isso, pele de seu antebraço foi enxertada no local do nariz, para cobrir o buraco provisoriamente. Segundo a equipe médica que cuida da moça, que acredita ter 21 ou 22 anos de idade, o tratamento para reconstrução do rosto está na metade. A próxima etapa será utilizar cartilagem das costelas da jovem para ‘esculpir’ novo nariz.
Sobre a experiência brutal que vivenciou, Aesha Mohammadzai deu outras declarações à CNN, que sugerem que ela encara a situação com tranquilidade.
“O que aconteceu é parte de mim, parte da minha vida, e estará o tempo todo na minha mente. Mas eu preciso viver e preciso amar”, finalizou a jovem afegã.
Maus tratos desde a adolescência
Quando Mohammadzai tinha 12 anos, o pai a prometeu para um militante talibã, com quem tinha dívida. A menina foi para a nova casa, onde era maltratada e chegou a ter que dormir com animais em um estábulo.
Ao tentar fugir, foi pega e teve nariz e orelhas decepadas pelo marido. Abandonada nas montanhas, pediu socorro a um avô e acabou chegando a uma unidade médica norte-americana, onde ficou por dois meses. Em seguida, conseguiu ser transferida para os Estados Unidos, onde mora com uma família.