Rio celebra a maior união homoafetiva do Brasil
Noventa e dois casais gays disseram ‘sim’ ontem em evento no Tribunal de Justiça
POR ALINE SALGADO
Felizes com a cerimônia, gays, lésbicas, travestis, bissexuais terão mais direitos em relação a bens e pensão | Foto: João Laet / Agência O Dia
“Casadas nós já estávamos, a certidão de união estável é apenas uma formalização do nosso amor. Um documento para nos garantir segurança”, lembra Zenaide.
Foi também pensando na proteção e segurança do companheiro que Leon Araújo, 22 anos, e Fernando Felipe de Noronha, 31 anos, decidiram oficializar a relação. Mas eles foram além da simples união estável e garantiram também na Justiça a mudança do sobrenome do casal. Eles passaram a ter o Araújo e Noronha nas suas identidades.
Juíza de Direito e celebrante da festa, Cristiana Cordeiro explica que pela união estável os casais gays asseguram direitos como pensão em caso de morte, plano de saúde e registro público de bens. Segundo a magistrada, a próxima batalha, que deve chegar ao Supremo Tribunal Federal, é o reconhecimento do casamento civil gay.
Foto: João Laet / Agência O Dia
Prioridade na transferência dos bens
A primeira cerimônia oficial de casamento gay no Estado de Washington, nos Estados Unidos, reuniu ontem 140 casais em Seatle — o maior evento do tipo. Eles foram beneficiados pela aprovação, em referendo, da união civil de pessoas do mesmo sexo. Além de Washington, Maine e Maryland aprovaram o casamento gay.
O documento garante, no Brasil, prioridade na transferência de bens ao companheiro, em caso de falecimento. O atendimento é na Av. Marechal Câmara 271, 7º andar, de segunda a sexta-feira, a partir das 11h.
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