Rio: vice-líder em denúncias de violação a direitos no país
Crianças e adolescentes são as principais vítimas, seguidas de idosos, deficientes e gays
| POR | FLAVIO ARAÚJO HILKA TELLES |
Em números absolutos, a população do Rio fez 18.874 denúncias, ficando atrás apenas de São Paulo, que denunciou 19.129 casos. Os números compõem o balanço nacional divulgado nesta segunda-feira (Dia dos Direitos Humanos) pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que comparou os períodos de janeiro a novembro de 2011 e de 2012.
Ato na Praça São Salvador, sexta-feira, alertou para o caso do pescador Alexandre Anderson, ameaçado | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
As crianças e adolescentes são as principais vítimas: 120.344, o que equivale a 77,5% do total de ligações este ano. Em 2012, também houve crescimento de 59% de denúncias no módulo crianças e adolescentes, em relação a 2011, quando foram registradas 75.464.
A homofobia também levou muitos a dar queixa: 7.527 casos (197% a mais que no ano anterior). No caso dos deficientes, houve crescimento de 184% na quantidade de denúncias feitas este ano: de 997, os registros pularam para 2.830.
O módulo que direitos de índios, ciganos, quilombolas, violência policial e tortura, teve 125% a mais de denúncias em 2012 (2.742). E a população de rua representou 26% das queixas.
Criação de canais para notificações anônimas foi fundamental
Para a titular da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, delegada Catarina Noble, a criação de ferramentas que facilitam a denúncia proporcionou o número maior de notificações.
“Não é que agora estejam maltratando mais o idoso ou a criança. O aumento da quantidade de denúncias é porque as pessoas agora têm mais canais para relatar os casos e sem a necessidade de se identificar”, analisou Catarina, que sempre recebe, por fax, as denúncias encaminhadas a ela pela equipe do "Disque 100". “Pelo menos 80% dos casos são verdadeiros e resultam na instauração de inquérito policial”, disse.
Vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Alejandro Pobes disse que a população está mais estimulada a denunciar. “A homofobia sempre existiu, mas agora as pessoas estão se indignando mais, denunciando mais”, acentuou Pobes.
Pescador ameaçado terá imagem em cartão-postal
As ameaças de morte sofridas pelo pescador Alexandre Anderson de Souza, 42, ganharam destaque ontem no lançamento do relatório dos últimos quatro anos da atuação da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. O DIA contou o drama dele no dia 8.
Alexandre terá sua imagem em cartão-postal que será lançado pela Anistia Internacional em todo o mundo, e as pessoas que se identificam com sua história poderão escrever e enviar o postal para autoridades brasileiras.
“Vamos resistir, mesmo que nosso sangue seja derramado na Baía de Guanabara”, disse Alexandre, sob aplausos da plateia, repleta de representantes de movimentos sociais que lotaram o plenário.
“Ainda vivemos em um tempo obscuro, mas nada deve parecer impossível de mudar”, discursou o deputado federal Chico Alencar (PSOL), que compôs a mesa com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), Frei Betto e outros militantes dos Direitos Humanos.
Criação de canais para notificações anônimas foi fundamental
“Não é que agora estejam maltratando mais o idoso ou a criança. O aumento da quantidade de denúncias é porque as pessoas agora têm mais canais para relatar os casos e sem a necessidade de se identificar”, analisou Catarina, que sempre recebe, por fax, as denúncias encaminhadas a ela pela equipe do "Disque 100". “Pelo menos 80% dos casos são verdadeiros e resultam na instauração de inquérito policial”, disse.
Vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Alejandro Pobes disse que a população está mais estimulada a denunciar. “A homofobia sempre existiu, mas agora as pessoas estão se indignando mais, denunciando mais”, acentuou Pobes.
Pescador ameaçado terá imagem em cartão-postal
As ameaças de morte sofridas pelo pescador Alexandre Anderson de Souza, 42, ganharam destaque ontem no lançamento do relatório dos últimos quatro anos da atuação da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. O DIA contou o drama dele no dia 8.
Alexandre terá sua imagem em cartão-postal que será lançado pela Anistia Internacional em todo o mundo, e as pessoas que se identificam com sua história poderão escrever e enviar o postal para autoridades brasileiras.
“Vamos resistir, mesmo que nosso sangue seja derramado na Baía de Guanabara”, disse Alexandre, sob aplausos da plateia, repleta de representantes de movimentos sociais que lotaram o plenário.
“Ainda vivemos em um tempo obscuro, mas nada deve parecer impossível de mudar”, discursou o deputado federal Chico Alencar (PSOL), que compôs a mesa com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), Frei Betto e outros militantes dos Direitos Humanos.
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