Rio -  Amigos do artista plástico chileno Jorge Selarón se encontraram com o cônsul do Chile, Samuel Ossa, na manhã desta segunda-feira, e pediram que o consulado pagueas despesas da cremação. Para isso, contudo, será preciso autorização de familiares de Selarón, cujo corpo segue no Instituto Médico Legal (IML).
O artista tinha 65 anos e foi encontrado morto na última quinta-feira, na Lapa. A delegada da Divisão de Homicídios (DH), Renata Araújo, disse que a principal linha de investigação sobre a morte do pintor é a de suicídio.
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
"O cônsul disse que não tem verba e vai solicitar ajuda ao governo chileno e à prefeitura do Rio", disse o ator chileno Loferato Luiz, amigo de Selarón. De acordo com ele, são necessários cerca de R$ 4 mil para realizar a cremação.
Outro pedido é de que a obra do artista seja conservada. Loferato disse que o cônsul informou que vai solicitar que a prefeitura pague as despesas de manutenção, realizada possivelmente por algum colaborador. 
De acordo com a delegada Renato Araújo, todas as oito testemunhas ouvidas disseram que o chileno apresentava um quadro de depressão profunda. "Ele chegou a pedir que o levassem até o metrô porque ele queria se jogar nos trilhos", disse a policial.
Outro ponto usado pela polícia para reforçar a hipótese de suicídio é o fato da perícia ter mostrado que a substância inflamável utilizada no crime foi jogada no corpo de Selarón de cima para baixo, o que reforçaria a hipóteses de que ele ateou fogo ao próprio corpo. Vivendo um quadro de depressão, o artista dormia sempre com a presença de um amigo. Na véspera do crime, segundo a Divisão de Homicídios, ele dispensou a presença do acompanhante.