Rio -  A fotodepilação e o laser são métodos para depilação que empregam luz, mas com características distintas e, por isso, há variação na eficácia de cada método e na duração do tratamento. Nenhum dos métodos é definitivo, mas progressivo e temporário. A cada sessão, o resultado aumenta e alguns pelos podem voltar a nascer.
Método é menos agressivo que o laser porque usa uma fonte de luz menos intensa diminuindo as chances de complicações pós-procedimento. | Foto: Reprodução Internet
Método é menos agressivo que o laser porque usa uma fonte de luz menos intensa diminuindo as chances de complicações pós-procedimento. | Foto: Reprodução Internet
A fotodepilação é menos agressiva que o laser porque usa uma fonte de luz menos intensa diminuindo as chances de complicações pós-procedimento. Entretanto, a fotodepilação é um método temporário que enfraquece o bulbo piloso, provocando apenas um retardamento no crescimento dos pelos, mas não tem a capacidade de destruir as células que formam uma nova haste de pelo. Por isso, a necessidade de manutenção nas áreas já tratadas com a luz pulsada é bem maior e mais precoce do que quando se usa o laser. Depois da sequência de sessões em que se atingiu o resultado esperado, a fotodepilação requer sessões de reforço, em média, 8 meses depois.

A depilação com laser emite um feixe de luz reto que age especificamente na célula alvo, na raiz do pelo, o que requer menos aplicações, e o pelo pode demorar muitos anos para voltar a crescer. Na maioria dos casos, somente após 3 a 5 anos podem surgir pelos novamente. Em outros casos, até 10 anos depois.
“As duas técnicas retiram 80% a 90% dos pelos depois de uma sequência de sessões mensais. Mas esses poucos pelos mais resistentes, que insistem em continuar nascendo, se tornam bem mais finos”, afirma a dematologista do MDX Medical Center, Luciana Carvalho.

A cor do pelo também influencia no resultado. Com as duas técnicas, os pelos brancos não conseguem ser removidos, bem como os pelos loiros e ruivos que são muito resistentes ao tratamento pela falta de pigmentos escuros. Quanto mais escuro for o pelo, mais ele “atrai” a luz e, então, menos sessões serão necessárias para o fim do tratamento.

Cor da pele

Atualmente, a fotodepilação e o laser são indicados para todos os tipos de pele, porém quanto mais morena for a pele, mais fraca deverá ser feita a sessão para que não haja queimadura. Por essa razão, serão necessárias mais sessões. A dermatologista esclarece que o laser é mais seguro do que a luz pulsada para as peles negras porque é possível ajustar o comprimento de onda, o que protege a pele mais escura. Já a luz pulsada não tem esse ajuste tão preciso atingindo a melanina da pele. “Por isso deve ser evitada em peles morenas porque existe o risco de causar manchas muito difíceis de serem tratadas depois”, diz. Os melhores resultados das duas técnicas são em peles brancas e pelos pretos e grossos.

Outro fator que gera muitas dúvidas sobre esses métodos de depilação é a dor. Luciana explica que a depilação com laser causa mais dor porque age mais profundamente que a luz pulsada. “Mas a dor pode ser minimizada pelo uso de anestésicos tópicos ou gelo, aplicados antes da sessão”, diz.

O pós-operatório é igual nos dois casos, é necessário colocar gelo para reduzir o desconforto e também o uso de gel com substâncias calmantes ou corticoide tópico entre as primeiras 24 a 72 horas, para diminuir a vermelhidão pós-tratamento. É importante ainda o uso de filtro solar na área tratada até recuperação completa da pele.
Suspensão de depilação com cera ou pinça

Os preparativos exigem a suspensão da depilação com cera ou pinça, seis semanas antes do tratamento, porque a presença do pelo no interior do folículo piloso aumenta a eficácia da depilação. O uso de autobronzeadores também deve ser interrompido. Estão permitidos a raspagem e o uso de cremes depilatórios, é necessário também o uso de bloqueadores solares antes de cada sessão para não estar com a pele bronzeada no dia do procedimento.

Ambos os tratamentos podem ser aplicados em todas as áreas do corpo com um resultado eficaz sendo manuseado por um profissional habilitado. As contraindicações são para grávidas, mulheres amamentando e indivíduos com doenças de pele que não podem ser expostas a luz, como por exemplo, lúpus. Além disso, pessoas bronzeadas não devem fazer a sessão, porque o bronzeado, por mais leve que seja, aumenta muito a incidência de efeitos colaterais e diminui consideravelmente a eficácia do tratamento.