Empresário de Niterói segue desaparecido, afirma familiar
Rio - O empresário Itamar da Silva Junior, de 36 anos, continua desaparecido. Segundo Rony Silva, irmão da vítima, o caso continua inalterado nesta segunda-feira. "Ainda esperamos algum contato", disse na delegacia. Itamar está desaparecido desde a tarde da última sexta-feira. Empresário influente em Itaboraí e proprietário de uma casa de shows no Gragoatá, em Niterói, ele é pai de um menino de 2 anos, e sua esposa está grávida de seis meses.

Foto: Reprodução
O caso, investigado pela 71ª DP (Itaboraí), intriga a polícia, pois não houve pedido de resgate nem contato dos criminosos com familiares.
Homens anunciaram assalto
O crime aconteceu quando Itamar, que é dono de imóveis em Itaboraí, esteve na AvenidaPrefeito Silva Costa, no Centro, para receber R$ 3.200 referentes ao pagamento de aluguel de um inquilino identificado como Bruno.

O irmão Rony acompanha o trabalho da polícia: “Tenho esperanças” | Foto: João Laet / Agência O dia
Dentro do estabelecimento, que funciona como pensão, a vítima conversava com o rapaz, quando dois homens entraram no local vestidos com uniforme de uma operadora telefônica. O terceiro ficou do lado de fora dando cobertura. Eles anunciaram um assalto e renderam Bruno, que teve o dinheiro roubado. Itamar foi algemado e conduzido para o carro, que estava na frente do prédio.
“Temos a certeza de que os bandidos queriam o Itamar. Não sabemos se por motivação financeira ou acerto de contas”, revelou o delegado Pablo Valentim.
A mulher da vítima está sob efeito de remédios, assim como a mãe dele, de 74 anos, que sofre de problemas cardíacos. “O clima na família é de tensão, mas tenho esperança de encontrá-lo com vida”, disse Rony Silva.
Neste domingo, cerca de 20 amigos do empresário distribuíram cartazes pela cidade, com fotografia e informações do empresário, na tentativa de obter alguma pista, mas até a noite de ontem ele não tinha aparecido. “Somos todos amigos de infância, ele era querido aqui na cidade. Vamos imprimir 15 mil cartazes e espalhar por Itaboraí”, disse Anderson Pedrinha, amigo da vítima.
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