Rio -  Moradores de Xerém, que perderam suas casas após as chuvas no início do mês, protestaram, nesta segunda-feira, na Estrada de Xerém, contra a demora no cadastramento do aluguel social. De acordo com eles, não havia nenhum funcionário para realizar o cadastramento do benefício. Muitas pessoas aguardavam no local desde a noite deste domingo.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Moradores protestam em Xerém | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Segundo o prefeito  de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, a verba para o pagamento do benefício virá do Ministério da Integração Nacional e atenderá ainda a recuperação de cerca de 10 km de estradas e vias de Xerém, distrito de Caxias, que foram destruídas pelo temporal.
Xerém enfrenta os exploradores da dor alheia
Depois de perder tudo ou muito do que tinham na enxurrada do último dia 2, moradores de Xerém, distrito de Duque de Caxias, enfrentam agora a ganância do comércio da região, que inflacionou os preços da noite para o dia, se aproveitando do drama. Nos mercados, itens básicos como leite e material de limpeza subiram muito. Um galão de 20 litros de água, que antes custava no máximo R$ 10, está saindo por até R$25. As vítimas também enfrentam saques às casas que foram interditadas.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) fizeram operação e constataram irregularidades: além de preços abusivos, foram encontrados produtos fora da validade. “Um pano de chão estava sendo comercializado por R$ 7,25, o que é um absurdo”, disse o delegado titular, Paulo Roberto Freitas.
A dona de casa Renata Souza, 29 anos, que foi até o mercado comprar um pano para limpar sua casa, alagada na enchente, ficou assustada. “É triste ver gente se aproveitando da nossa desgraça. Pano de chão custa no máximo R$ 4”, lamentou. O supermercado informou que não aumentou preços com as chuvas e que o galão de água custa R$ 25 porque vem com a base.