Seis acusados de sequestrar comerciante em Itaguaí são presos pela Civil
O homem apontado como chefe da quadrilha, um militar identificado como Jorge Bombeiro, foi morto pelos policiais após atirar num dos agentes, que foi salvo pelo colete a prova de balas. A ação levou o nome de "Operação Pedra" e foi concluída após quatro dias de negociações sem o pagamento do resgate.
Foto: Estefan Radovickz / Agência O Dia
"As investigações começaram no dia 8, quando a família começou a receber as primeiras ligações pedindo o resgate, inicialmente no valor de R$ 500 mil. Enquanto a família negociava pelo telefone, trabalhamos com a inteligência para descobrir onde era o cativeiro, até que, no dia 13, resolvemos deflagrar a operação. Invadimos o local, retiramos a vítima e logo em seguida descobrimos o paradeiro de todos os criminosos. Um deles, o Jorge, reagiu e atirou em um dos nossos homens, que caiu no chão. Foi quando um policial que estava dando cobertura para ele abateu o criminoso", conta Góes.
Até agora, apenas sete criminosos foram apresentados pela polícia, que ainda investiga se há participação de outras pessoas no crime. Além de Jorge, que morreu no local, foram presos Tânia Maria Gomes, de 54 anos, e o marido Marcos Eutímio, de 42. Eles eram os donos da residência que serviu de cativeiro e foram presos em flagrante. Logo em seguida, foi a vez dos dois responsáveis por levarem a comerciante para o cativeiro; Lazarone da Costa Cipriano, de 35 anos, e Auledir Martins dos Santos, de 53, conhecido como "Capitão", também responsável por negociar o resgate. Por fim, foram encontrados Clodoaldo de Souza Mange, de 40 anos, e Moisés Eutímio, de 50, quem monitorava o cativeiro e a família da vítima. Todos foram encontrados em suas casas, também em Itaguaí.
"Eles não conheciam muito a vitima e também não são especializados neste tipo de crime. Eram aventureiros que tentaram se dar bem, mas se deram mal. Eles foram motivados pelo dinheiro. A princípio, queriam R$ 500 mil e no final já estavam desesperados pedindo apenas R$ 50 mil", completa o delegado.
Após a operação, a vítima foi levada à delegacia para reconhecer os bandidos. De acordo com a comerciante, ela não sofreu violência física, apenas mental, que era praticada pelo chefe da quadrilha.
Os seis acusados responderão pelo crime de extorsão mediante sequestro, que pode chegar a 30 anos de pena.
Reportagem de Alessandro Lo-Bianco
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