Rio -  Acerto de contas. Esta é a principal hipótese investigada pela polícia para o crime ocorrido na noite de domingo, no bloco Rastafare, em Nova Friburgo, na Região Serrana, quando pelo menos dois atiradores abriram fogo contra a multidão num ensaio. Duas pessoas morreram e 10 ficaram feridas.

O alvo da dupla seria Daniel Fernando Combat Silva, 20 anos, que morreu no local. A outra vítima foi identificada como Wandariete Luiza Klem, 40, que teria ido buscar um filho no evento e acabou baleada nas costas. Segundo o delegado Anestor Magalhães, da 151ª DP (Nova Friburgo), a festa, que não tinha autorização das autoridades e estava sem policiamento, ocorria normalmente quando os dois atiradores, um com uma pistola 380 e outro com um revólver 38, dispararam em direção a Daniel. Ele morreu na hora. A área onde estava o bloco é dominada por traficantes.

“A vítima é suspeita de ter matado o irmão de um traficante daquela localidade”, disse Anestor, acrescentando que Daniel também tinha passagens por tráfico de drogas. A polícia identificou dois suspeitos do crime, mas as identidades são mantidas em sigilo para não atrapalhar as investigações. “Estamos perto de prendê-los”, garantiu o delegado, que acompanhou a perícia no local do crime.
Vítimas começam a deixar hospital

Durante a madrugada, policiais do 11º BPM (Nova Friburgo) fizeram buscas na região, mas ninguém foi preso. Segundo o Hospital Raul Sertã, para onde foram levadas as vítimas, uma mulher havia recebido alta no início da manhã e outros quatro baleados tinham previsão de deixar a unidade ao longo do dia de ontem.

No Facebook, o fato de o Bloco Rastafare não ter autorização das autoridades responsáveis e, por isso, não ter policiamento, causou revolta aos moradores de Nova Friburgo. O responsável pela festa, Elton Júnior, não atendeu as ligações. Também narede social da internet, muitos parentes e amigos de Wanderiete e Daniel compartilharam fotos das vítimas dizendo estar com saudades e lamentando a tragédia.