Aposentadorias turbinam 70% dos municípios do Rio
Baixada lidera o ranking de cidades com economia impulsionada por benefícios do INSS
POR ALINE SALGADO
'Mesmo aposentado pelo INSS, ainda continuo trabalhando como motorista', diz Enildo dos Santos, morador de Duque de Caxias | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
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Para o economista do Ibmec, Nelson de Souza, o impacto das aposentadorias e pensões do INSS na economia de Cardoso Moreira e municípios pequenos revela muito mais da importância e dependência dessas receitas para a sobrevivência da cidade.
“Em Caxias se identifica peso expressivo das receitas originárias de benefícios previdenciários, mas não há uma dependência, já que a cidade conta com outras formas de agregação de riqueza, como a a Reduc. Mas quando se olha para os menores, com atividade econômica pouco diversificada, o peso é altamente expressivo”, avalia.
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Na capital, o volume em dinheiro movimentado por meio do INSS é 731% superior ao FPM. Em números, 1 milhão de segurados injetam na economia carioca R$103 milhões por mês, frente aos R$ 12 milhões recebidos por meio de verbas federais.
Gerente de Estudos Econômicos do Sistema Firjan, Guilherme Mercês faz ressalva aos números. "Para a Região Sudeste e Sul, o FPM tem menos importância no orçamento das prefeituras, pois os municípios têm economia mais dinâmica. Para melhor medir a contribuição das aposentadorias do INSS sobre a economia o ideal seria olhar para a renda gerada pela massa de trabalhadores”, sugere.
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