Ressonância magnética é um exame seguro, diz radiologista
Médico explica o que é e os cuidados necessários antes de fazer o exame
O coordenador médico do setor de radiologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), onde são feitas cerca de 6 mil tomografias e ressonâncias magnéticas por mês, o radiologista Marcos Menezes esclarece que o exame é seguro e que o caso de Campinas é um evento pontual, a ser investigado.
Ressonância magnética é um exame seguro, diz especialista | Foto: Divulgação
“Os três pacientes receberam contrastes de fabricantes diferentes, o que afasta a possibilidade da causa ser esse item do exame”, afirmou o radiologista.
Nem todos os exames de ressonância magnética exigem o uso de contraste – a substância usada se chama gadolínio. Menezes explica que o contraste é muito usado no diagnóstico e ao longo do tratamento de pacientes com câncer .
“O contraste dá mais precisão ao exame, mostrando lesões que só aparecem com o uso da substância. Nos casos do câncer, em particular, o uso de contraste nos exames é fundamental”.
Menezes explica que o gadolínio é um contraste seguro, com um índice baixíssimo de reações adversas. Além disso, lembra o médico, antes de ser submetido a qualquer exame de imagem, o paciente é informado dos riscos e dos cuidados a serem adotados para a realização do procedimento.
No caso específico da ressonância magnética, a principal restrição é aos portadores de marcapasso, que não podem fazer o exame – o campo magnético pode alterar o funcionamento normal do aparelho. Pessoas com próteses e grampos metálicos no corpo também precisam informar isso aos médicos, pois alguns metais não são compatíveis com a ressonância magnética. Pessoas com tatuagens coloridas ou maquiagem definitiva também precisam avisar isso à equipe médica, pois algumas tintas podem conter ferro na formulação – esse metal reage com o campo magnético causando calor e até queimaduras no local pigmentado.
As informações são do iG
Nenhum comentário:
Postar um comentário