domingo, 25 de agosto de 2013

Com equipe talentosa, Brasil busca recorde no Mundial de Judô

Com equipe talentosa, Brasil busca recorde no Mundial de Judô

Seleção conta com astros para brilhar nos tatames

RAFAEL PAIVA
Rio - A matemática do judô é simples: quanto mais estrelas você tiver, maior será sua chance de conquistar pódios. Sede da Olimpíada de 2016, não é por acaso que o Rio foi escolhido para sediar o Mundial da categoria, desta segunda-feira até o dia 1º de setembro. O fator casa deve influenciar no objetivo de quebrar o recorde de cinco medalhas conquistadas em um único Mundial, em Paris-2011. Tradição associada à qualidade de uma equipe pronta para brilhar, que tem cinco judocas liderando o ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ) e outros tantos que sabem o gostinho de estar no topo do pódio.
Sarah Menezes é atual campeã olímpica
Foto:  Divulgação
Com o corte de Tiago Camilo, caiu sobre os ombros de Luciano Corrêa, de 30 anos, ser o fio condutor de uma renovação que já dá resultados. Único brasileiro campeão mundial, ele quer repetir o feito de 2007 (outra vez na Cidade Maravilhosa) e orienta os mais jovens.
Rafael Silva (+100kg) e Felipe Kitadai (-60kg), ambos bronze em Londres, também mesclam com experiência o grupo masculino, que tem os jovens Victor Penalber, 22, líder do ranking mundial até 81kg, e Charles Chibana, 23, campeão até 66kg do Grand Slam de Moscou, em julho. Entre as mulheres, o currículo da campeã olímpica Sarah Menezes (-48kg) é referência do elenco que ainda tem o talento de Mayra Aguiar (-78kg), Rafaela Silva (-57kg) e Maria Suelen (+78kg).
“Em outras ocasiões, chegávamos aos eventos com duas ou três estrelas e nem sempre isso se transformava em medalhas. A ideia é sempre ter muitos lutadores em condição de beliscar pódios para que aumente o leque de conquistas. Esse grupo é homogêneo e qualificado”, avalia Ney Wilson, coordenador da seleção brasileira.
Desafio inédito
Chegar ao Mundial com cinco atletas no topo do ranking mundial é um desafio inédito para o Brasil. Mas, a julgar por resultados recentes, o momento é favorável e não soa como pressão para alguns deles. Apenas aumenta a responsabilidade.
“De acordo com o ranking e com as competições, fica claro que os resultados estão vindo. Todo mundo nesse mundial tem condições de subir no pódio. É ruim quando só tem um ou dois atletas ali, fica chato para a equipe. Ainda bem que hoje o Brasil, a equipe masculina e feminina, está bem ranqueado, com bons resultados. O grupo está firme”, analisou Sarah Menezes.
Alvo é a melhor marca de olho em 2016
Dois momentos na história do Mundial de judô servem de parâmetro para a Seleção projetar o desempenho na edição do Rio e vislumbrar a participação nos Jogos de 2016. O segundo lugar no quadro de medalhas de 2007, com três ouros e um terceiro lugar; e o oitavo em 2011, com três pratas e três bronzes, são os melhores resultados do esporte. Mas a concorrência de franceses, russos, países asiáticos e do leste europeu promete ser entrave para a quebra dessas marcas.
“São várias as pedras no caminho. Na minha categoria, por exemplo (-60kg), os principais rivais são da Georgia, um japonês, um coreano e um armênio. Atletas do Leste Europeu e a Ásia são duros demais”, apontou Felipe Kitadai.
A opinião dos judocas e comissão técnica é que o Mundial tende a ser mais difícil do que os Jogos do Rio e do que fora em Londres. Portanto, um bom desempenho agora credencia o atleta a brilhar daqui a três anos.
“É um torneio que abre espaço para a surpresa, por ter mais atletas”, contou Ney Wilson, completando.
“O principal país na Olimpíada foi a Rússia, principalmente no masculino. Temos o Japão, que é forte no feminino. Tem a França, a Mongólia. Tudo pode acontecer”, frisou.
Flávio Canto confia em inédito ouro por equipes
Além das conquistas individuais no Mundial, o ouro inédito por equipes é desejado pelos judocas. Entre os homens, são quatro pratas e dois bronzes. No feminino, o Brasil conquistou apenas um terceiro lugar. O topo do pódio escapou em 2007, também na Cidade Maravilhosa, mas o otimismo está em alta por quem fez parte daquela campanha. Animado, Flavio Canto espera vibrar com o fim do jejum.
“Seria a realização, pois é uma medalha que me escapou. Eles têm condições de entrar para a história”, disse.
Barbara Timo (-70kg), Mariana Silva (-63kg), Marcelo Contini (-73kg), Mauro Moura (-81kg), Eduardo Bettoni (-90kg) e David Moura (+100kg) estão prontos para guerra.
    Tags: Judô

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