Com equipe talentosa, Brasil busca recorde no Mundial de Judô
Seleção conta com astros para brilhar nos tatames
Sarah Menezes é atual campeã olímpica
Foto: DivulgaçãoDesafio inédito
Chegar ao Mundial com cinco atletas no topo do ranking mundial é um desafio inédito para o Brasil. Mas, a julgar por resultados recentes, o momento é favorável e não soa como pressão para alguns deles. Apenas aumenta a responsabilidade.
“De acordo com o ranking e com as competições, fica claro que os resultados estão vindo. Todo mundo nesse mundial tem condições de subir no pódio. É ruim quando só tem um ou dois atletas ali, fica chato para a equipe. Ainda bem que hoje o Brasil, a equipe masculina e feminina, está bem ranqueado, com bons resultados. O grupo está firme”, analisou Sarah Menezes.
Alvo é a melhor marca de olho em 2016
Dois momentos na história do Mundial de judô servem de parâmetro para a Seleção projetar o desempenho na edição do Rio e vislumbrar a participação nos Jogos de 2016. O segundo lugar no quadro de medalhas de 2007, com três ouros e um terceiro lugar; e o oitavo em 2011, com três pratas e três bronzes, são os melhores resultados do esporte. Mas a concorrência de franceses, russos, países asiáticos e do leste europeu promete ser entrave para a quebra dessas marcas.
“São várias as pedras no caminho. Na minha categoria, por exemplo (-60kg), os principais rivais são da Georgia, um japonês, um coreano e um armênio. Atletas do Leste Europeu e a Ásia são duros demais”, apontou Felipe Kitadai.
A opinião dos judocas e comissão técnica é que o Mundial tende a ser mais difícil do que os Jogos do Rio e do que fora em Londres. Portanto, um bom desempenho agora credencia o atleta a brilhar daqui a três anos.
“É um torneio que abre espaço para a surpresa, por ter mais atletas”, contou Ney Wilson, completando.
“O principal país na Olimpíada foi a Rússia, principalmente no masculino. Temos o Japão, que é forte no feminino. Tem a França, a Mongólia. Tudo pode acontecer”, frisou.
Flávio Canto confia em inédito ouro por equipes
Além das conquistas individuais no Mundial, o ouro inédito por equipes é desejado pelos judocas. Entre os homens, são quatro pratas e dois bronzes. No feminino, o Brasil conquistou apenas um terceiro lugar. O topo do pódio escapou em 2007, também na Cidade Maravilhosa, mas o otimismo está em alta por quem fez parte daquela campanha. Animado, Flavio Canto espera vibrar com o fim do jejum.
“Seria a realização, pois é uma medalha que me escapou. Eles têm condições de entrar para a história”, disse.
Barbara Timo (-70kg), Mariana Silva (-63kg), Marcelo Contini (-73kg), Mauro Moura (-81kg), Eduardo Bettoni (-90kg) e David Moura (+100kg) estão prontos para guerra.
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