Cotas diplomáticas
Programa de bolsas para negros busca aumentar a diversidade no quadro de diplomatas do Itamaraty
Diplomata na Missão Permanente do Brasil junto à ONU, em Nova York, Bruno Santos de Oliveira, de 34 anos, conseguiu bancar os estudos para o Itamaraty graças à Bolsa Prêmio de Vocação para a Diplomacia, oferecida pelo Instituto Rio Branco: “Fiz o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata porque queria tornar real um sonho que cultivei desde a infância”.
Professora de Inglês, Ana Paula Macedo, 45 anos, é bolsista do Rio Branco e conta que o alto custo da preparação para o Itamaraty é um fator de exclusão. “Sem a bolsa, eu não conseguiria dar conta dos estudos”, diz.
Eles querem contribuir com a sociedade
Na edição de domingo, O DIA destacou em reportagem especial que os cotistas de universidades públicas buscam ajudar ao próximo por meio de projetos e ações educacionais. Nos bolsistas do Rio Branco, a motivação social também é muito presente.
Ana Paula conta que, quando for aprovada, gostaria de trabalhar na América Latina ou na África. “Se eu tive a oportunidade de receber essa bolsa, de me preparar, acho que tenho que servir levando esse conhecimento para ajudar os outros a se desenvolverem também”, afirma.
De acordo com Bruno, a carreira de diplomata possibilita que o profissional ajude seu país. “Sempre tive vontade de prestar alguma contribuição substantiva ao país e imaginei que pudesse ajudar justamente por meio da ‘construção de pontes’ e da defesa dos interesses do Brasil em âmbito internacional”, explica.
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