Editorial: Por mais médicos e bom senso
Em meio à polêmica, os primeiros grupos de médicos estrangeiros começam a desembarcar no país
Foi pífio o número de profissionais brasileiros — que tinham a prioridade do governo — inscritos no Mais Médicos para atuar em regiões carentes. E não precisa ir muito longe para constatar essa dura realidade. Na Baixada Fluminense, das 32 vagas, Duque de Caxias, por exemplo, só terá quatro médicos do programa, enquanto Nova Iguaçu, com quase um milhão de habitantes, só receberá um, segundo o Ministério da Saúde.
A alegada falta de infraestrutura nos hospitais, tantas vezes cobradas aqui neste espaço, também é um outro grave complicativo. Mas não pode ser justificativa para faixa expressiva de brasileiros ficar sem médicos. Por isso, o que se espera é que o bom senso prevaleça e que uma coisa seja resolvida por vez. O que não pode é a população ficar há décadas padecendo, por letargia do poder público ou engessamento do sistema.
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