Falcões e gaviões atuam na segurança do Galeão
Aves de rapina são usadas em projeto para espantar pássaros indesejáveis da região
O falcoeiro, responsável pelo treinamento da ave, chega a levar cerca de um ano para ganhar a confiança dos bichos, que não matam suas presas
Foto: DivulgaçãoSão cinco falcões e sete gaviões treinados especificamente para atacar as cerca de 300 aves que habitam o espaço do aeroporto e voam em grandes bandos. Quando os “galãs” chegam, não tem lugar para canastrões e um do grupo inimigo é sempre subjugado. A partir daí, é método pavloviano: melhor encontrar outras paragens, para não ser o próximo.
Guardiões têm alimentação especial
Marcus Estevan, 25 anos, fascinado pela imponência das aves de rapina, aos 18 anos começou o curso para lidar com esses animais e, agora, é um dos dois falcoeiros que trabalham com os cinco falcões e sete gaviões no projeto da Infraero.
Ele explica que o treinamento das aves consiste em imobilizar, mas não matar o oponente — os animais capturados são soltos no Parque Gericinó, em Nilópolis. Depois que ele pega a outra ave, espera o instrutor se aproximar e trocar a presa dele por um “mimo”: pedaços de rato e codorna congelados.
Mas não é qualquer rato, nem codorna: são criados especialmente para servir de banquete aos figurões dos céus, que só ingerem comida balanceada.
Falcão atinge até 320 km/h
Eles chegam selvagens para o treinamento e interagem com os falcoeiros até que estes, finalmente, conquistem a confiança dos bichanos - o que ocorre em um ano, mais ou menos.
Tratados como astros pela empresa Cepar (Centro de Preservação de Aves de Rapina), as aves trabalham em escalas de até dez minutos para não se cansarem.
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