Festa na Colina: título da Libertadores do Vasco completa 15 anos
Conquista mais importante do clube é relembrada com emoção pelo meia Ramon e pelo ex-presidente Eurico Miranda
Pose de campeão! Time do Vasco que conquistou a Libertadores de 1998
Foto: Marcelo Regua / Agência O Dia
Segundo Ramon, ao parar e pensar na equipe de 98, as sensações são as melhores possíveis. Falar do histórico elenco do Gigante da Colina passa a ser complicado para o meia do 'time dos sonhos' do Cruzmaltino.
"São lembranças de um grande time. Uma equipe de grandes jogadores, de atletas de qualidade. Naquele momento, o Vasco montou um time muito forte. Já havia um time muito forte desde 1997, em 1998 chegaram mais reforços que somaram ainda mais para o grupo. Era um time com uma união muito grande, sem qualquer tipo de vaidade. Entrávamos em campo exclusivamente pensando em jogar futebol, um correndo pelo outro, ajudando, torcendo pelo companheiro. Isso tudo foi fundamental para que o Vasco conseguisse todas as conquistas daquela época", afirmou, ressaltando a dificuldade de citar apenas um grande aliado na equipe.
"Eu sempre me dei bem com todo mundo. Juninho foi um grande companheiro, Pedrinho... Felipe. Isso fez a diferença, é complicado citar nomes pois acabo esquecendo de alguns e todos sempre foram muito unidos. Luizão, Donizete, Carlos Germano, que é um grande amigo até hoje. O grupo era uma grande família. Pessoas inteligentes e com uma qualidade muito grande. Para finalizar ainda havia toda aquela vontade de ganhar. São ótimas lembranças", acrescentou Ramon, que comentou a importância do título em sua carreira.
Ramon brilhou com a camisa do Vasco
Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Dia
"A Libertadores de 98 foi a grande conquista da minha carreira. Foi um marco para todos os atletas que estavam naquela geração, só nos faltou o título do Mundial. É a maior conquista do Vasco também, um título completamente especial para o clube", concluiu.
GRITO DE CASACA ETERNIZADOPara Eurico, o momento mais marcante ficou por conta da festa dos atletas em campo. O canto "Casaca", grito de guerra tradicional do clube, foi uma das cenas mais intensas na visão do dirigente, que ressalta a importância da conquista também para os atletas atuais do Vasco.
"Daquele título posso falar que o momento mais marcante foi quando os jogadores se reuniram no centro do campo e puxaram o canto do casaca juntos. Foi uma conquista muito importante, com jogadores da melhor qualidade ali. Para o atual elenco do Vasco, esse marco deve servir como estímulo para que venham conquistar coisas deste tipo também", acrescentou.
A CAMPANHA
O Vasco começou mal a Libertadores de 1998. Ao atuar fora de casa nas três primeiras partidas da competição, o Gigante da Colina conseguiu apenas um ponto. Perdeu para Grêmio e Chivas-MEX e empatou com o América-MEX. No entanto, a força de São Januário foi determinante para conseguir a vaga nas oitavas de final. Em três duelos no caldeirão vascaíno, a equipe ficou invicta, vencendo Grêmio e Chivas-MEX e empatando com América, classificando-se na segunda posição do Grupo 2 com oito pontos.
Ramon, Felipe e Pedrinho animam o grupo em viagem durante a Libertadores
Foto: Beth Santos / Agência O DiaA final foi contra o desconhecido Barcelona Guayaquil, do Equador. Nos dois jogos, o Cruzmaltino sobrou em campo, vencendo tanto em São Januário quanto fora de casa, sendo o único clube brasileiro campeão da Libertadores no ano de seu centenário.
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