Marcos Espínola: Modelo em risco
Desde o início da implantação da primeira UPP, há cinco anos, na Favela Santa Marta, a sociedade civil acompanhou com atenção e certa dose de desconfiança e esperança
Rio - Desde o início da implantação da primeira Unidade de Policia Pacificadora (UPP), há cinco anos, na Favela Santa Marta, a sociedade civil acompanhou com atenção e certa dose de desconfiança e esperança. O modelo inovador se apresentou como o início de uma nova era na segurança pública do Rio. Aliás, cogitou-se ser esse o piloto para o país inteiro, sendo um divisor de águas na guerra contra a violência e o narcotráfico. No entanto, estava claro que o audacioso projeto exigiria continuidade e inteligência para a sua manutenção, pois os desafios eram muitos.
Com base na política adotada na Colômbia, o governo do estado apostou alto e acertou na iniciativa, que trouxe mudança de vida para milhares de cariocas, residentes em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. A retomada gradativa de cada morro, tendo no Complexo do Alemão o seu momento maior, encheu a sociedade de orgulho de ver o poder público como autoridade constituída e soberana.
Hoje já são mais de 30 UPPs em toda a cidade do Rio, e o modelo aparentemente veio para ficar. Entretanto, as etapas seguintes à implantação merecem manter a atenção estratégia do começo. Trata-se de algo que exige dedicação permanente, já que os tentáculos do tráfico são muitos e resistentes.
No momento, devido a sucessivos episódios, fica a apreensão quanto à sobrevivência desse modelo. E a sensação que se tem é que precisamos o quanto antes de novo fôlego no projeto, seja em forma de investimento em infraestrutura ou em parcerias com outras forças de segurança e ações de inteligência. Afinal, a população aprovou e se sente mais protegida com a iniciativa, e o governo perderá credibilidade se deixar esse esforço se desmoronar. Contamos com o bom senso tanto da população quanto das nossas autoridades em todas as esferas.
Advogado criminalista
Com base na política adotada na Colômbia, o governo do estado apostou alto e acertou na iniciativa, que trouxe mudança de vida para milhares de cariocas, residentes em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. A retomada gradativa de cada morro, tendo no Complexo do Alemão o seu momento maior, encheu a sociedade de orgulho de ver o poder público como autoridade constituída e soberana.
Hoje já são mais de 30 UPPs em toda a cidade do Rio, e o modelo aparentemente veio para ficar. Entretanto, as etapas seguintes à implantação merecem manter a atenção estratégia do começo. Trata-se de algo que exige dedicação permanente, já que os tentáculos do tráfico são muitos e resistentes.
No momento, devido a sucessivos episódios, fica a apreensão quanto à sobrevivência desse modelo. E a sensação que se tem é que precisamos o quanto antes de novo fôlego no projeto, seja em forma de investimento em infraestrutura ou em parcerias com outras forças de segurança e ações de inteligência. Afinal, a população aprovou e se sente mais protegida com a iniciativa, e o governo perderá credibilidade se deixar esse esforço se desmoronar. Contamos com o bom senso tanto da população quanto das nossas autoridades em todas as esferas.
Advogado criminalista
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