No embalo de Rafael Marques, Botafogo encara o Atlético-PR
Atacante lembra primeiro gol como profissional, justamente sobre o Furacão
Rafael Marques está em alta no Botafogo
Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
“Falar da minha infância e não falar de futebol é difícil. Tinha um campinho na frente da minha casa. Quando acompanhava meu pai, queria entrar no jogo dele também. Comecei no salão e depois no campo da Ferroviária e, aos 15 anos, tive que escolher . É lógico que decidi pelo campo. Era um clube tradicional, mas não tinha muita estrutura para base, então sofri um pouco”, lembrou o atacante em conversa com O DIA .
“Ele me disse: ‘garoto, entra lá e faz o seu’”, contou Rafael Marques, que em menos de 15 minutos em campo, marcou o gol que garantiu o empate.
Dali para frente, a carreira deslanchou. Cinco anos na Turquia e outros três no Japão, não fizeram o atacante esquecer a raiz caipira e os ensinamentos dos pais Rogério e Rosilaine Aparecida. Todos os obstáculos foram vencidos com o apoio da mulher, Carla, com quem está junto desde os 15 anos. Do relacionamento nasceu Natália, o tesouro da família. A paixão pela pescaria continua viva, mas, pelo Botafogo, tem sido mais comum vê-lo colocar bola e não peixe na rede.
Trajetória 'parecida' com a de Sheik orgulha Rafael Marques
Assim como Emerson Sheik, atualmente no Corinthians, Rafael Marques deixou o futebol brasileiro muito jovem e quando retornou ao país, já mais experiente, era praticamente um desconhecido. A comparação com o jogador corintiano enche o camisa 20 alvinegro de orgulho, mas ele garante que não tinha como objetivo na carreira retornar ao Brasil para ser reconhecido por aqui.
Repeteco? Rafael Marques começou a fazer gol na carreira sobre o Furacão
Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
“Espero que eu possa ganhar os títulos que ele ganhou. Sinceramente, não tinha esse objetivo. Queria ter oportunidade de jogar fora do país. Só comecei a pensar em voltar entre 2010 e 2011, quando teve o Tsunami em Saitama (Japão), cidade do meu time. Mas o medo mesmo era com a radiação. Eu também não queria voltar por voltar. Queria voltar para um time que tivesse condições de brigar por títulos”, disse o atacante.
Se Sheik fez o gol do título Brasileiro do Fluminense em 2010 e os da conquista da Libertadores pelo Corinthians em 2012, Rafael começou bem, marcando o que garantiu o Carioca deste ano ao Botafogo e segue marcando gols.
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