domingo, 25 de agosto de 2013

ONG da Síria afirma que pelo menos 322 civis foram mortos com armas químicas

ONG da Síria afirma que pelo menos 322 civis foram mortos com armas químicas

Entre as vítimas do massacre estão 54 crianças e 82 mulheres

EFE
Cairo - O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) denunciou neste sábado a morte de pelo menos 322 pessoas, entre elas 54 crianças e 82 mulheres, no suposto ataque com agentes químicos da última quarta-feira em Guta Oriental e Ocidental, na periferia de Damasco.
Em comunicado, o OSDH afirmou que entre os mortos há também dezenas de rebeldes, enquanto 16 corpos não puderam ser identificados. O OSDH acusou diretamente o regime sírio de ter realizado esse massacre, mas as autoridades negaram o uso de agentes químicos.
O OSDH, que conta com uma rede de ativistas em todo o país, explicou que reuniu a informação de relatórios médicos e de testemunhos de profissionais de saúde que asseguraram que a maioria dessas pessoas morreu por exposição a gases tóxicos. Além disso, o observatório utilizou para sua pesquisa material audiovisual no qual é possível ver os corpos dos mortos sem vestígios de sangue, o que confirma que foram assassinados por armas não convencionais.
O governo do ditador Bashar al Assad acusou os rebeldes de terem utilizado armas químicas neste sábado contra seus soldados na cidade de Yobar, na periferia de Damasco. A Coalizão Nacional da Síria (CNFROS), a maior aliança opositora, negou neste que os rebeldes utilizem armas químicas em sua luta contra as forças do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e pediu a intervenção da comunidade internacional para interromper a "maquinaria de guerra" do governo de Damasco.
Enquanto, a representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, chegou neste sábado a Damasco para tentar convencer as autoridades sírias a permitirem que a missão de especialistas que está no país tenha acesso imediato à região do suposto ataque com armas químicas.

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