Petrobras pressiona por reajuste de combustíveis
Diretor-financeiro admite que empresa já trabalha por um novo ajuste dos preços
Aumento do preço da gasolina tem impacto maior sobre a inflação do que a correção do valor do diesel
Foto: Divulgação
A sequência de elevação nos preços da gasolina e do diesel este ano levou a área de refino da companhia ao menor prejuízo em dois anos: R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre de 2013. Mesmo assim, a empresa pressiona o governo por novos aumentos, preocupada com os efeitos do câmbio nos gastos com importação de combustíveis no terceiro trimestre do ano.
A Petrobras não abre seus números, mas a consultoria Tendências calcula que a disparada do dólar na virada do semestre elevou a defasagem do preço da gasolina para 32,5%. No caso do diesel, a diferença entre os preços internos e a cotação internacional é de 26,9%.
A empresa fechou o trimestre com R$ 51 bilhões em caixa, quase o dobro do registrado no trimestre anterior. Mas tem compromissos com investimentos de valor semelhante até o final do ano.
CRÍTICA A CONTROLE DE PREÇO“Dado que a Petrobras é uma empresa estatal, e os investidores sabem disso desde o momento em que compram as ações, porque não usá-la no controle à inflação?”, questiona ele.
“Ninguém ainda parou para contabilizar qual seria a redução do crescimento se a inflação tivesse subido mais”, completa, lembrando que a gasolina é o segundo item com maior peso no IPCA, com 4,20% de participação.
Aumento da gasolina pesa na inflação
Reportagem de Nicola Pamplona
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