Por Cadu Bruno, Leo Salles e Rodrigo Tannuri
Na revanche mais aguardada dos últimos tempos, Anthony Pettis derrotou mais uma vez Ben Henderson e conquistou o cinturão dos leves do UFC na edição 164 do evento, realizada em Milwaukee, nos Estados Unidos. Na primeira luta entre eles, no extinto WEC, Pettis venceu após batalha épica de cinco rounds. Dessa vez, no fim do primeiro assalto, “Showtime” finalizou o ex-campeão com uma chave de braço sensacional.
Após a vitória Pettis desafiou o brasileiro José Aldo, campeão dos penas, a quem iria enfrentar no UFC Rio 4, no dia 4 de agosto. “Eu e José Aldo temos negócios inacabados. Vamos fazer isso, Aldo, eu contra você, meu cinturão contra o seu”, desafiou, ainda no octógono.
Por outro lado, o UFC pode dar uma revanche imediata a Henderson. Uma coisa é certa: o cinturão dos leves está em boas mãos, com um lutador super eficiente, estratégico e que dá show para os fãs.
O começo da luta foi comandado por Henderson, que foi para o clinch com objetivo de encurtar a distância e evitar os ataques de Pettis. Até certo momento, a estratégia de “Smooth” deu certo, mas Pettis foi paciente e esperou uma brecha para se afastar e começar o seu trabalho, principalmente com chutes cruéis no estômago e na costela.
Esses chutes fizeram Henderson perder fôlego e deu impulso para Pettis agir e controlar a luta de vez. No fim do primeiro round, com os dois no chão, Pettis achou uma chave de braço brilhante. Bendo não chegou a bater com a mão, mas gritou que desistiu da luta.
“Senti seu braço estalar e ele gritou “bati, bati, bati”", revelou Pettis.
Numa luta ao bom estilo “old school” do MMA, Josh Barnett e Frank Mir começaram a mil. Os dois ficaram no clinch se socando e disparando joelhadas contundentes. Contudo, os golpes de Barnett foram mais eficientes, especialmente as joelhadas de muay thai, e prevaleceu sua melhor técnica na luta em pé. Mir perdeu o fôlego com tantas joelhadas, e no fim, Barnett o acertou de maneira cruel, ganhando por nocaute técnico.
“The Warmaster” reestreia de maneira fulminante e mostra-se capaz de brigar pelo cinturão dos pesados do UFC. Mir, por sua vez, acumula três derrotas seguidas e só não deixa o Ultimate porque tem muito prestígio com o patrão Dana White.
Mendes vence mais uma
Chad Mendes fez valer sua boa fase e nocauteou Clay Guida no terceiro round, numa luta em que os dois se estudaram muito no começo. No início da luta, Mendes assumiu o controle com duas quedas, uma delas no fim do assalto. No segundo, ele encurtou mais a distância e foi melhor em pé. Guida tentou derrubar, mas sem sucesso e quando Mendes teve a chance, conseguiu a queda e controlou a posição até o fim do round.
No último, Mendes acertou uma bomba logo no início que desequilibrou Guida, e na sequência acertou um outro petardo de direita que jogou o rival no chão. A partir daí Mendes desferiu vários golpes até o nocaute técnico, o primeiro sofrido pelo “Carpinteiro”. Com a vitória, Mendes pode garantir mais uma disputa de cinturão dos penas em uma revanche contra José Aldo.
O peso-pesado Ben Rothwell teve sua noite de caçador e derrotou Brandon Vera por nocaute técnico, com 1m54s do terceiro round. “Big Ben” perseguiu seu adversário por boa parte da luta. Vera apostou no jogo de pernas e contra-ataque para bater o rival, mas a tática não se mostrou efetiva.
Com a vitória, Rothwell chega soma a 33ª vitória no cartel, que tem ainda nove derrotas. Já Vera acumula sua segunda derrota seguida na organização (perdeu para Maurício Shogun, nos meio-pesados) e tem cartel de 12-7-1.
Em uma luta cheia de alternativas, Dustin Poirier venceu Erik Koch por decisão unânime (29-28, 29-27 e 29-27) na abertura do card principal. O primeiro round foi o mais disputado, com chances de finalização para os dois lados e um knockdown aplicado por Poirier sobre o rival, que conseguir se recuperar. Com o resultado, Dustin Poirier soma a 14ª vitória no MMA, com três derrotas, enquanto Koch sofreu seu terceiro revés, contra 13 vitórias.
Card preliminar
No último embate do card preliminar, o brasileiro Gleison Tibau surpreendeu e derrotou Jamie Varner, ex-campeão dos leves do WEC por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28). O duelo foi bastante disputado e controverso. Na contagem do blog, o brasileiro levou o segundo assalto e o americano o terceiro.
No round inicial, Varner foi um pouco superior, mas Tibau o quedou nos momentos finais e isso pode ter impressionado os jurados. Vale lembrar que essa foi a 20ª luta do atleta pelo UFC. Ele é o brasileiro com mais participações na organização. A vitória, por mais contestada que seja, foi a cereja do bolo e coroou a marca.
Pelos moscas, o combate entre Tim Elliott e Louis Gaudinot, teoricamente, seria bem equilibrado, mas o que se viu foi um domínio absoluto de Elliott, que possui um bom porte físico para a categoria. Ele puniu o adversário durante os três rounds, venceu a segunda consecutiva dentro do UFC e se aproxima de lutar pelo cinturão. Olho nele!
No duelo seguinte, o meio-médio Hyun Gyu Lin brilhou ao nocautear Pascal Krauss, ainda no primeiro round. O sul-coreano venceu suas duas lutas no UFC por nocaute, é poderoso, sabe usar a envergadura e merece ser observado com carinho.
Os galos Chico Camus e Kyung Ho Kang fizeram uma das melhores lutas do evento e empolgaram o público. O primeiro levou a melhor, mas ficou claro que, pelo fato de ser americano, teve uma melhor sorte aos olhos dos juízes. O sul-coreano foi melhor no primeiro e terceiro rounds e merecia vencer.
Pelos pesados, os estreantes Soa Palelei e Nikita Krylov deixaram a desejar, já que se cansaram ainda no round inicial. Palelei venceu, mas não tem muitos motivos para comemorar, pois o combate foi bem fraco tecnicamente.
Na sequência, Al Iaquinta, finalista do TUF 15, foi amplamente superior e não teve qualquer dificuldade para superar Ryan Couture.
Por falar nesse sobrenome, Ryan não lembra em nada o seu pai (Randy), lendário ex-campeão do UFC e integrante do Hall da Fama da organização. Ryan fez duas lutas no UFC, perdeu ambas e deve ser demitido.
A abertura do evento começou a mil por hora. O médio Magnus Cedenblad precisou de apenas 57 segundos para finalizar Jared Hamman e, de quebra, conseguiu se recuperar no UFC, conquistando o primeiro triunfo na organização. Derrotado
pela terceira vez seguida, Hamman é mais um que deve ser cortado.
pela terceira vez seguida, Hamman é mais um que deve ser cortado.
Resultados:
Anthony Pettis venceu Benson Henderson por finalização
Josh Barnett venceu Frank Mir por nocaute técnico
Chad Mendes venceu Clay Guida por nocaute técnico
Ben Rothwell venceu Brandon Vera por nocaute técnico
Dustin Poirier venceu Erik Koch por decisão unânime
Josh Barnett venceu Frank Mir por nocaute técnico
Chad Mendes venceu Clay Guida por nocaute técnico
Ben Rothwell venceu Brandon Vera por nocaute técnico
Dustin Poirier venceu Erik Koch por decisão unânime
Gleison Tibau venceu Jamie Varner por decisão dividida
Tim Elliott venceu Louis Gaudinot por decisão unânime
Hyun Gyu Lim venceu Pascal Krauss por nocaute
Chico Camus venceu Kyung Ho Kang por decisão unânime
Soa Palelei venceu Nikita Krylov por nocaute técnico
Al Iaquinta venceu Ryan Couture por decisão unânime
Magnus Cedenblad venceu Jared Hamman por finalização
Tim Elliott venceu Louis Gaudinot por decisão unânime
Hyun Gyu Lim venceu Pascal Krauss por nocaute
Chico Camus venceu Kyung Ho Kang por decisão unânime
Soa Palelei venceu Nikita Krylov por nocaute técnico
Al Iaquinta venceu Ryan Couture por decisão unânime
Magnus Cedenblad venceu Jared Hamman por finalização
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