Agora, desafio de Paes é achar substituto para líder
Como Adilson será seu vice, prefeito precisa de nome de peso para representá-lo na Câmara
POR Marcos Galvão
Rio -
Mesmo com ampla maioria na Câmara — 39 vereadores de situação, 11 na
oposição e um independente —, o prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes
(PMDB), começa a enfrentar seu novo desafio: a escolha do novo líder de
governo na Câmara. A função hoje é exercida pelo vereador Adilson Pires
(PT), que foi eleito vice-prefeito na chapa de Paes e concluirá seu
mandato no fim do ano.
Um dos nomes fortes é o do vereador reeleito Luiz Antonio Guaraná
(PMDB), ex-secretário de Obras do prefeito Eduardo Paes. “O indicado
para o cargo deve ser alguém com paixão e experiência. Do outro lado tem
Cesar Maia”, diz um vereador da base de apoio ao governo.
A articulação do novo líder do governo terá em Adilson Pires um dos principais negociadores. A tarefa depende também de como ficará a composição da Câmara, já que alguns vereadores eleitos podem ser chamados para assumir cargos na Prefeitura.
A vereadora reeleita Rosa Fernandes (PMDB), que ficou em primeiro entre os mais votados, com 68.452 votos, nega que esteja cotada. Eleita para o sexto mandato, ela teria a experiência política a seu favor. Mas evita falar sobre o assunto. “Minha preocupação atual é com a melhoria da saúde, principalmente para os moradores de Irajá e áreas adjacentes”, disse ela.
Clique abaixo para ampliar a lista dos candidatos:
Do lado da oposição, o governo de Eduardo Paes enfrentará na Câmara políticos de diferentes posturas, desde o ex-prefeito Cesar Maia, que pautará seu mandato na luta contra a privatização da saúde e da educação, até o esquerdista Jefferson Moura (Psol), marcado pelo discurso mordaz contra o PMDB quando foi candidato ao governo do estado e enfrentou Sérgio Cabral (PMDB), em 2010.
Para Maia, a nova composição da Câmara não permite afirmar que será criado um “blocão de oposição”. “O que vale são os perfis individuais. Não sei se os perfis dos eleitos deles (de outros partidos da oposição) combinam com os nossos (do DEM). Vamos ver”, afirmou.O vereador Paulo Messina (PV) é o único independente, ora com votações favoráveis ao governo, ora contra.
Bancada forte
Com 13 integrantes, a bancada do PMDB, partido do prefeito Eduardo Paes, será a mais robusta do Palácio Pedro Ernesto na próxima legislatura. O PT e o Psol terão quatro representantes cada. DEM, PSDC e PP serão representados por três cadeiras por sigla.
PRB, PDT, PSB, PSDB, PSC, PR e PTB contarão apenas com dois representantes cada no plenário. Legendas como o PSDB e o PDT emagreceram bastante se comparadas a outras legislaturas. E a Câmara Municipal terá ainda partidos representados por apenas um vereador. É o caso do PHS, PSL, PTN, PSP, PV, PRTB e PTC.
O líder será do PMDB, mas o vice petista será um dos principais articuladores para a escolha de seu sucessor | Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
A articulação do novo líder do governo terá em Adilson Pires um dos principais negociadores. A tarefa depende também de como ficará a composição da Câmara, já que alguns vereadores eleitos podem ser chamados para assumir cargos na Prefeitura.
A vereadora reeleita Rosa Fernandes (PMDB), que ficou em primeiro entre os mais votados, com 68.452 votos, nega que esteja cotada. Eleita para o sexto mandato, ela teria a experiência política a seu favor. Mas evita falar sobre o assunto. “Minha preocupação atual é com a melhoria da saúde, principalmente para os moradores de Irajá e áreas adjacentes”, disse ela.
Clique abaixo para ampliar a lista dos candidatos:
Do lado da oposição, o governo de Eduardo Paes enfrentará na Câmara políticos de diferentes posturas, desde o ex-prefeito Cesar Maia, que pautará seu mandato na luta contra a privatização da saúde e da educação, até o esquerdista Jefferson Moura (Psol), marcado pelo discurso mordaz contra o PMDB quando foi candidato ao governo do estado e enfrentou Sérgio Cabral (PMDB), em 2010.
Para Maia, a nova composição da Câmara não permite afirmar que será criado um “blocão de oposição”. “O que vale são os perfis individuais. Não sei se os perfis dos eleitos deles (de outros partidos da oposição) combinam com os nossos (do DEM). Vamos ver”, afirmou.O vereador Paulo Messina (PV) é o único independente, ora com votações favoráveis ao governo, ora contra.
Bancada forte
Com 13 integrantes, a bancada do PMDB, partido do prefeito Eduardo Paes, será a mais robusta do Palácio Pedro Ernesto na próxima legislatura. O PT e o Psol terão quatro representantes cada. DEM, PSDC e PP serão representados por três cadeiras por sigla.
PRB, PDT, PSB, PSDB, PSC, PR e PTB contarão apenas com dois representantes cada no plenário. Legendas como o PSDB e o PDT emagreceram bastante se comparadas a outras legislaturas. E a Câmara Municipal terá ainda partidos representados por apenas um vereador. É o caso do PHS, PSL, PTN, PSP, PV, PRTB e PTC.
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