Rio -  A população do Rio de Janeiro rejeitou a chamada bancada policial. Conhecidos profissionais da área da Segurança Pública, que em eleições anteriores se elegeram com facilidade para cargos legislativos, em 2012 não tiveram votos suficientes para garantir uma cadeira na Câmara de Vereadores do Rio. Outros que arriscaram a primeira candidatura também experimentaram o amargor do ‘não’ nas urnas.
Ignácio Cano, doutor em Sociologia, analisa a evidente rejeição à bancada. “Em governos anteriores existia um projeto político que incluía pessoas ligadas à Segurança Pública. Hoje, temos uma cúpula da Segurança mais técnica, que apresenta resultados. O espaço para apelos individuais se fechou. Não adianta mais dizer ‘vote em mim porque eu acabei com isso, ou com aquilo’. A Segurança não alavanca mais candidatos desse tipo”, explicou o sociólogo.
A inspetora da Polícia Civil Marina Maggessi (PSB) elegeu-se deputada federal em 2006. Retornou à política para disputar uma vaga como vereadora do Rio em 2012. Levou bomba, com 2.811 votos.
Aconteceu o mesmo com seu colega de bancada federal Marcelo Itagiba (PSDB), delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança Pública do Rio: conquistou 8.890 votos, mas não o suficiente para ser vereador.
O delegado da Polícia Civil e vereador Fernando Moraes (PMDB) não conseguiu se reeleger, mas ficou como segundo suplente e pode entrar. Os delegados da Polícia Civil Alan Luxardo (PP) e Monique Vidal (PSL), e até o sargento PM Márcio Alexandre Alves (PMDB) — considerado herói do massacre numa escola em Realengo — foram reprovados nas urnas: Luxardo obteve 1.263 votos; Vidal, 3.519; e Alves, 2.678 votos.