Rio -  As contas já foram feitas: faltam nove pontos em 24 para o Flamengo apagar o risco de rebaixamento. A tarefa parece simples. Com mais cinco jogos no Engenhão, dois deles clássicos contra Vasco e Botafogo, basta ao Rubro-Negro fazer o dever de casa. Sevencer São Paulo, Figueirense e Palmeiras, todos no Rio, garante a permanência dia 18 de novembro, com duas rodadas de antecedência. Felipe, no entanto, quer a salvação bem mais cedo.

“Faltam três jogos, mas estamos sempre deixando para o próximo. Não dá para deixar para os três últimos jogos. Tem clássico, que é sempre complicado. Temos que vencer logo os três primeiros jogos para termos um novembro tranquilo, ganhar da Portuguesa, do São Paulo e do Atlético-MG. Temos que tirar este peso, é ruim jogar com a corda no pescoço”, disse.
Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
Felipe alerta o Fla para não passar sufoco | Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
O Flamengo é como aquele aluno que deixa para estudar no fim do ano letivo. Depois de fracassar na maioria dos testes, busca a recuperação para não perder o ano que vem na Série B.

Pelo boletim da temporada, o Rubro-Negro merece ficar no canto da sala. No segundo turno, o time tem a pior campanha, com sete pontos e apenas uma vitória em 11 rodadas. Sob o comando de Dorival Júnior, foram 19 jogos, como se fosse um turno inteiro do Brasileiro. Foram cinco vitórias, seis empates e oito derrotas - 36,85% de aproveitamento. Sem esperança de ver o time se acertar, o camisa 1 torce para o ano acabar sem tragédias.

“É ruim demais (a campanha). O Dorival mostrou isso para nós. Com o elenco de jogadores de nível internacional que nós temos, ter só sete pontos no segundo turno é inadmissível. É uma campanha horrível. O ano foi ruim desde o início. O mínimo que podemos fazer é permanecer na elite. Fomos mal no Carioca, na Libertadores e no Brasileiro. Que termine ruim, mas que não fique pior”, afirmou o goleiro, que não quer levar bomba de novo na competição nacional.

“Não quero essa emoção, deixa para os outros. Já tive a experiência de cair com um time grande (pelo Corinthians, em 2007) e não quero passar por isso de novo”, concluiu.