Mais disciplina para taxistas
A Prefeitura do Rio vai fazer novo código de conduta para categoria. O atual é de 1970
POR Paloma Savedra
Rio -
Criado em 1970, o código de conduta disciplinar para taxistas está na
mira da Prefeitura do Rio, que decidiu modificá-lo, em 2013, por conta
das regras defasadas.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o regulamento vigente não é adequado para o modelo atual de carro e tecnologia, e será alterado "para se adequar à nova realidade".
O documento atual, homologado no ano do tricampeonato mundial da seleção brasileira e em plena ditadura militar, estipula multas irrisórias para algumas infrações. Um exemplo, embriaguez ao volante, é de apenas R$ 49,49. Quem circula com carro sujo desembolsa cerca de R$ 20. Apenas aqueles que violam o taxímetro ou cobram valor diferente do indicado por ele perdem a licença.
Grupo de trabalho
Ainda de acordo com a Secretaria de Transportes, o novo código será criado por grupo de trabalho que ainda não iniciou os estudos. No entanto, as mudanças que ocorreram tanto na tecnologia quanto no trânsito serão levadas em conta para elaboração do texto. O caso do GPS é emblemático.
Muitas vezes, esse aparelho tem mais de uma função, como TV e DVD, o que, além de proibido, pode distrair o condutor e colocar a vida de pessoas em risco.
A mudança faz parte de projeto enviado pela prefeitura à Câmara Municipal, junto com a previsão orçamentária de 2013. Estimado em R$ 23,513 bilhões, o orçamento será direcionado para investimentos em diversas áreas, como Urbanismo e Transporte.
Os dois setores, que terão obras conjuntas — como a dos corredores expressos de ônibus e do veículo leve sobre trilhos —, receberão R$ 3,8 bilhões.
Cobrança indevida: a maior queixa dos passageiros
Mudanças na conduta de taxistas são bem-vindas pelos cariocas. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, cobrança indevida, comportamento inadequado do motorista e recusa de passageiros lideram a lista de queixas registradas pela prefeitura.
Para a atuária Paula Nunes, de 29 anos, e a administradora Cecília Medina, 23, a fiscalização nesse setor ainda é fraca. “Eles sempre arredondam o preço e tentam cobrar mais do que o valor aferido pelo taxímetro. Não vejo ninguém coibir isso”, disse Paula.
A falta de educação no trânsito e no trato com os passageiros levam o advogado Jorge Habib, 78, a evitar pegar táxi: “Eles cometem irregularidades, não respeitam o sinal e, muitas vezes, são grosseiros com os clientes. Posso afirmar que 80% deles são assim. É um problema cultural. É preciso mudar o comportamento e as regras”, disparou.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o regulamento vigente não é adequado para o modelo atual de carro e tecnologia, e será alterado "para se adequar à nova realidade".
O documento atual, homologado no ano do tricampeonato mundial da seleção brasileira e em plena ditadura militar, estipula multas irrisórias para algumas infrações. Um exemplo, embriaguez ao volante, é de apenas R$ 49,49. Quem circula com carro sujo desembolsa cerca de R$ 20. Apenas aqueles que violam o taxímetro ou cobram valor diferente do indicado por ele perdem a licença.
Para a atuária Paula Nunes (E) e a administradora Cecília Medina, a fiscalização aos taxistas ainda é fraca: críticas aos órgãos fiscalizadores | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
Ainda de acordo com a Secretaria de Transportes, o novo código será criado por grupo de trabalho que ainda não iniciou os estudos. No entanto, as mudanças que ocorreram tanto na tecnologia quanto no trânsito serão levadas em conta para elaboração do texto. O caso do GPS é emblemático.
Muitas vezes, esse aparelho tem mais de uma função, como TV e DVD, o que, além de proibido, pode distrair o condutor e colocar a vida de pessoas em risco.
A mudança faz parte de projeto enviado pela prefeitura à Câmara Municipal, junto com a previsão orçamentária de 2013. Estimado em R$ 23,513 bilhões, o orçamento será direcionado para investimentos em diversas áreas, como Urbanismo e Transporte.
Os dois setores, que terão obras conjuntas — como a dos corredores expressos de ônibus e do veículo leve sobre trilhos —, receberão R$ 3,8 bilhões.
TV afixada no para-brisa de táxi: risco real de distração ao volante | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
Mudanças na conduta de taxistas são bem-vindas pelos cariocas. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, cobrança indevida, comportamento inadequado do motorista e recusa de passageiros lideram a lista de queixas registradas pela prefeitura.
Para a atuária Paula Nunes, de 29 anos, e a administradora Cecília Medina, 23, a fiscalização nesse setor ainda é fraca. “Eles sempre arredondam o preço e tentam cobrar mais do que o valor aferido pelo taxímetro. Não vejo ninguém coibir isso”, disse Paula.
A falta de educação no trânsito e no trato com os passageiros levam o advogado Jorge Habib, 78, a evitar pegar táxi: “Eles cometem irregularidades, não respeitam o sinal e, muitas vezes, são grosseiros com os clientes. Posso afirmar que 80% deles são assim. É um problema cultural. É preciso mudar o comportamento e as regras”, disparou.
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