Qualidade do sono afeta a imunidade
Pesquisa indica que dormir pouco aumenta o risco de infecção
Rio - Pesquisa feita pelo Instituto do Sono de São Paulo constatou que dormir pouco prejudica o sistema imunológico. E que os danos estão diretamente ligados ao grau de privação do sono. Pesquisadores observaram, por uma semana, 30 pessoas de 18 a 30 anos. Elas foram distribuídas em três grupos: de controle, privação seletiva e privação total do sono.

Arte: O Dia
O primeiro grupo dormiu normalmente e não apresentou problemas na imunidade. O grupo de privação seletiva era acordado quando estava próximo da fase mais profunda do sono, a REM. Nesses participantes, foi constatada redução da imunoglobulina A (IgA), responsável por proteger o organismo contra a invasão de micro-organismos.
O grupo que teve privação total do sono ficou as primeiras 48 horas da pesquisa sem dormir. O número de leucócitos, que combatem a maioria das infecções, aumentou nesses voluntários. Os linfócitos TCD4, responsáveis por adaptar a defesa para cada doença, aumentaram também.
Os cientistas constaram que o corpo ligou um sinal de alerta no sistema de defesa quando estava privado de sono. A vice-presidente da Sociedade Brasileira do Sono, Andréa Bacellar, explica que isso ocorre porque é preciso conciliar quantidade e qualidade do sono para evitar danos ao sistema imunológico.
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