Senado aprova lei que reduz número de alunos em aula
No Ensino Médio, onde as turmas da rede estadual têm até 60, o máximo seria de 35. Se sancionada, regra valerá já para 2013
Primeiros formandos da Escola Sesc de Ensino Médio: turmas de reduzidas e alto desempenho | Foto: Deise Rezende / Agência O Dia
Segundo ela, o excesso de estudantes dificulta laços entre colegas e professor e o aprendizado. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, a média de alunos por turma é de 45. O sindicato estadual de professores, Sepe, afirma que na rede municipal, é de 35.
A Secretaria Municipal de Educação não informou a lotação e afirmou aguardar a tramitação do projeto para se adequar. “Nas duas redes, seria preciso ao menos dobrar o número de docentes. O problema é maior na capital e na Baixada”, calcula a diretora do Sepe Wiria Alcântara.
Turmas de até 15 alunos
Exemplo de que quantidade menor de alunos em turma pode produzir bons resultados é a Escola Sesc de Ensino Médio em Jacarepaguá. Com até 15 alunos por sala horário integral, ficou entre as 10 melhores do Rio no Enem 2010.
Turmas de até 15 alunos
Exemplo de que quantidade menor de alunos em turma pode produzir bons resultados é a Escola Sesc de Ensino Médio em Jacarepaguá. Com até 15 alunos por sala horário integral, ficou entre as 10 melhores do Rio no Enem 2010.
O projeto, do senador Humberto Costa (PT-PE), segue para a Câmara e, depois, à sanção da Presidência. Se aprovado, valerá para todo o país já no próximo ano letivo.
CAp/Uerj, um dos campeões no ranking do Enem, sofre corte de horas-aula. Pais temem queda de qualidade | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
CAp Uerj reduz horas-aula
Melhor escola pública do estado no Enem e 3ª no país, o CAp/Uerj sofreu redução de 404 horas-aula. A decisão do reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, de cortar em 30% a carga horária dos mestres contratados, segundo a Associação de Pais e Alunos, está deixando crianças com tempos vagos.
“Algumas saíam às 15h e são liberadas ao meio-dia. Outras entravam às 7h e só têm aula às 9h30”, diz o presidente da associação, Jerônimo de Lourds.
Presidente da Comissão de Educação da Alerj, Comte Bittencourt (PPS), entrou contem com representação no MP contra Vieiralves: “Compromete muito a qualidade”. Procurada, a Uerj não se pronunciou.
UniRio terá 12,5% de cotas
A Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio) vai reservar no próximo vestibular 12,5% das vagas em seus cursos para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio em colégios públicos.
Dentro dessa reserva, as vagas serão ocupadas por negros, pardos e indígenas na proporção dessas populações no estado no último Censo.
Esse é o mínimo que as universidades federais deverão destinar no primeiro ano de implantação da Lei de Cotas. Até 2016, terão que aumentar, gradativamente, a quantidade de cotistas até atingir metade das vagas.
Segundo o reitor da UniRio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, além da reserva de vagas para estudantes, a universidade vai manter os 20% das oportunidades para professores da rede pública em cursos de licenciatura. “A medida (a Lei de Cotas) é polêmica, mas é uma dívida que o estado está tentando pagar”, diz.
Em 10 anos, dobra número de calouros em universidades
Em 10 anos, mais que dobrou o número de estudantes que ingressaram nas universidades brasileiras. Segundo o Censo do Ensino Superior divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC), a quantidade de alunos novos saltou de 1 milhão para 2,3 milhões, de 2001 a 2011.
O maior percentual de crescimento ocorreu nas universidades federais, que passaram de 125.701 para 308.504 matrículas. Ano passado, faculdades públicas e particulares efetuaram 6,7 milhões de matrículas, aumento de 5,7% em relação a 2010.
Entre as áreas de formação, a maior procura foi por cursos tecnológicos, que tiveram aumento de 11,4%. As licenciaturas para futuros professores registraram o menor interesse: 0,1% de crescimento. Alunos negros e pardos representam 20% dos concluintes. Em 1997, eram apenas 4%.
O número de matrículas nos cursos a distância subiu 14,7%. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, não comemorou: “O ensino a distância não pode crescer demais porque o risco é perder a qualidade”.
Melhor escola pública do estado no Enem e 3ª no país, o CAp/Uerj sofreu redução de 404 horas-aula. A decisão do reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, de cortar em 30% a carga horária dos mestres contratados, segundo a Associação de Pais e Alunos, está deixando crianças com tempos vagos.
“Algumas saíam às 15h e são liberadas ao meio-dia. Outras entravam às 7h e só têm aula às 9h30”, diz o presidente da associação, Jerônimo de Lourds.
Presidente da Comissão de Educação da Alerj, Comte Bittencourt (PPS), entrou contem com representação no MP contra Vieiralves: “Compromete muito a qualidade”. Procurada, a Uerj não se pronunciou.
UniRio terá 12,5% de cotas
A Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio) vai reservar no próximo vestibular 12,5% das vagas em seus cursos para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio em colégios públicos.
Dentro dessa reserva, as vagas serão ocupadas por negros, pardos e indígenas na proporção dessas populações no estado no último Censo.
Esse é o mínimo que as universidades federais deverão destinar no primeiro ano de implantação da Lei de Cotas. Até 2016, terão que aumentar, gradativamente, a quantidade de cotistas até atingir metade das vagas.
Segundo o reitor da UniRio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, além da reserva de vagas para estudantes, a universidade vai manter os 20% das oportunidades para professores da rede pública em cursos de licenciatura. “A medida (a Lei de Cotas) é polêmica, mas é uma dívida que o estado está tentando pagar”, diz.
Em 10 anos, dobra número de calouros em universidades
Em 10 anos, mais que dobrou o número de estudantes que ingressaram nas universidades brasileiras. Segundo o Censo do Ensino Superior divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC), a quantidade de alunos novos saltou de 1 milhão para 2,3 milhões, de 2001 a 2011.
O maior percentual de crescimento ocorreu nas universidades federais, que passaram de 125.701 para 308.504 matrículas. Ano passado, faculdades públicas e particulares efetuaram 6,7 milhões de matrículas, aumento de 5,7% em relação a 2010.
Entre as áreas de formação, a maior procura foi por cursos tecnológicos, que tiveram aumento de 11,4%. As licenciaturas para futuros professores registraram o menor interesse: 0,1% de crescimento. Alunos negros e pardos representam 20% dos concluintes. Em 1997, eram apenas 4%.
O número de matrículas nos cursos a distância subiu 14,7%. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, não comemorou: “O ensino a distância não pode crescer demais porque o risco é perder a qualidade”.
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