Rio -  Vindo de um sambista, pode até parecer estranho, mas se tem uma época que mexe com a cabeça e o coração das pessoas é o final do ano, e não o Carnaval. A chegada de um novo ano e as reflexões sobre o que está chegando ao fim fazem com que as pessoas (mesmo com realidades diferentes) busquem as mesmas coisas e fiquem mais sensíveis ao que acontece ao redor.
E quando penso nisso, penso também que é possível refletir sobre a nossa vida e avaliar o nosso ano de diversas maneiras diferentes. Tudo depende do seu ponto de vista, e, principalmente, da sua vontade de transformar em realidade aquilo que um dia foi sonho. Eu tive um ano muito legal, com shows por todo o Brasil, não só nas principais capitais como em muitas cidades do interior, que tive o prazer de conhecer pela primeira vez. Lancei um projeto  especial gravado em Cuba, onde fiz show no final do ano passado. Registrei a visita que fiz àquela ilha mágica, de um povo e de uma beleza diferentes e especiais.
Sempre quis conhecer Cuba, sua música e sua cultura, mas confesso que foi uma realização surpreendente, decorrente de um convite inesperado para me apresentar em Havana. Diante dessa oportunidade, encaramos o desafio de produzir um novo show em apenas dez dias e gravá-lo com uma equipe que não falava nem a nossa língua! Por outro lado, também tive a felicidade de lançar o ‘Sambabook João Nogueira’, merecida homenagem ao meu pai e sua obra maravilhosa. Nesse caso, um projeto fruto de uma longa pesquisa e prospecção, que seguiu um cronograma minuciosamente planejado.
Isso tudo tem a ver com a reflexão que todos nós temos a oportunidade de fazer agora no final do ano. Como vamos lidar com as oportunidades que a vida vai nos apresentar? Vamos aproveitá-las ou lamentar a falta das “condições ideais”? Sim, fazer planos é importante e tem a ver com o nosso lado racional, mas estar com as antenas do coração ligadas às confluências ao redor mantém a gente conectado com a nossa intuição. Sou um cara de fé e acredito que Deus tem os melhores planos pra cada um de nós.
Em 2013, o que desejo pra mim e para todos os meus amigos, familiares e fãs, é que cada um de nós possa encontrar esse equilíbrio entre a razão e a emoção, a fé e a ação. Ter esperança no sonho, mas lutar para transformá-lo em realidade. Ter a crítica serena, mas precisa, para perceber o que precisa ser mudado, em nós e no que está ao nosso redor. “Seja você a mudança que você quer ver no mundo”, nos disse Ghandi. E você, o que espera pra 2013?
Diogo Nogueira é cantor e atração do Réveillon de Copacabana