Praia privativa em Copacabana será inaugurada dia 27
Projeto de 'beach club' ainda não tem alvará municipal e divide opiniões de moradores
POR CRISTINE GERK
A Sociedade Amigos de Copacabana ameaça procurar o Ministério Público se não receber o projeto relatando os impactos ambientais no local, que é Área de Proteção Ambiental (APA). A Seop diz que a obra está irregular.
O clube vai disponibilizar ainda a venda de camarotes vips, montados em deques sobre a areia e à beira do mar, com direito a hidromassagem | Foto: Divulgação
Os responsáveis pela empreitada são o empresário carioca Daniel Barcinski, que fez lá em 2009 a "Roda Rio 2016", e a empresa Seven Music Entertainment. Além de DJs famosos e culinária chic, o clube vai disponibilizar ainda a venda de camarotes vips, montados em deques sobre areia, com direito a hidromassagem e heliponto exclusivo. O empreendimento vai receber 500 pessoas por dia, de quinta a domingo, das 10h às 20h.
“Ali não pode haver construções. Na imagem divulgada havia estruturas que nos preocuparam. A área é protegida por lei ambiental desde 94”, explicou.
Segundo Horácio, os moradores também temem que o heliporto seja em um transtorno e ameace a segurança. “Ali pode haver pousos eventuais. Há legislação para pousos constantes”, ponderou.
O Exército confirmou em nota que foi realizado “um contrato de permissão de uso do espaço da churrasqueira do forte por três meses, podendo ser renovado por igual período”. “No local, funcionará um restaurante com música ao vivo”, resumiu. A Seop diz que o empreendimento não está autorizado e não pode ser montado porque se baseia apenas em apoio da subprefeitura, sem alvará.
Empresário garante que todas as medidas necessárias foram tomadas
O beach club fica numa área usada como espaço de confraternização antes restrito a militares, entre o Posto Seis e a Praia do Diabo. A praia só tem areia no verão. O comando do forte cobrou aluguel de R$ 300 mil. A empresa responsável pelo negócio também terá que fazer obras na construção existente, um legado para o Exército.
Barcinski garante que só aguarda um último documento da Secretaria da Fazenda para pedir o alvará à Seop e que não há nenhuma irregularidade na obra ou impacto ao meio ambiente. “Todas as estruturas montadas serão retiradas após o término do projeto. Nada será arrancado, destruído ou desmatado”.
Myriam de Pinho Barbosa, presidente da Associação de Moradores de Copacabana (Amacopa), é favorável ao empreendimento. “Se o Exército permitiu, está tudo certo. É mais uma fonte de satisfação, atrai visitantes ao forte e ao bairro”, elogiou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário