Rio -  O Vidigal é uma comunidade abençoada. Não é a toa que o Papa João Paulo II fez questão de conhecê-la em visita ao Rio, em 1980. Até o Pontífice se encantou com a vista, que vai da Praia do Leblon até Copacabana. Famosa por reunir atores em festas que varam a noite, a área se tornou celeiro de talentos com a criação do projeto social ‘Nós do Morro’. Entre becos e vielas, é possível ver que a favela também é destaque na arte de superar dificuldades.
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Um grupo de cinco moradores é a maior prova disso. Eles transformaram um lixão em parque ecológico. O Sitiê, como foi batizado, virou parada obrigatória para quem quer conhecer a comunidade. “Foram cinco anos tirando lixo e plantando árvores. Temos um jardim com diversas árvores da Mata Atlântica”, contou o músico Mauro Quintanilha, um dos fundadores do espaço.
Na hora de beber uma cerveja gelada, a melhor pedida é o Atelier Café Vidigal. O local é a mistura de bar, restaurante, brechó e ateliê de arte, com móveis antigos restaurados e um varandão aconchegante com vista para o mar. “Pode estar o calor que for, mas aqui na nossa varanda é fresco”, garantiu um dos sócios do estabelecimento, Sérgio Friedman, de 54 anos.
A partir de hoje, O DIA mostra pontos turísticos em favelas que são cartões-postais e ficaram à disposição da população e de turistas após a pacificação.