Agostinho Guerreiro: Perigo silencioso
Rio - Mortes, perdas materiais, explosões e incêndios são algumas das consequências mais graves causadas pelas más condições das instalações elétricas de prédios comerciais e residenciais. Cuidados muitas vezes negligenciados, a revisão e a troca de fiações, disjuntores e aparelhos deveriam ser preocupação constante de empresários e proprietários de imóveis, que muitas vezes ignoram o risco de manter pessoas morando ou trabalhando em locais com ligações velhas ou até mesmo irregulares. A falta de manutenção é a responsável por 80% dos acidentes ocorridos no Rio e no país.
Uma das causas mais comuns de curto-circuito é a sobrecarga gerada por equipamentos eletroeletrônicos modernos em redes antigas. É importante que seja feita a revisão de toda a fiação a cada dez ou 15 anos e, em caso de mudança, somente engenheiros ou técnicos eletricistas com registro no Crea-RJ estão habilitados a fazer a avaliação sobre as condições das instalações.
A cultura de prevenção ainda é pouco arraigada no Brasil, mas poupa vidas que poderiam ser perdidas desnecessariamente e também recursos financeiros. É importante tomar cuidados como verificar se as instalações suportam a carga de novos produtos. Os equipamentos de maior consumo, como chuveiros elétricos, ar-condicionado e máquina de lavar devem, preferencialmente, ser ligados em circuitos exclusivos. Aparelhos como telefones, televisões, interfone e computador devem também ser protegidos contra raios.
Perceba se, em seu trabalho ou sua residência, a fiação esquenta as paredes, a iluminação oscila quando algum equipamento é ligado ou disjuntores desarmam: isso pode ser sinal de que é urgente revisar as instalações elétricas.
Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio
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