Minas Gerais -  O Ministério Público Eleitoral (MPE), de Minas Gerais, pediu ontem a cassação do mandato do vereador Leonardo Silveira de Castro Pires (PSDB-MG), o Léo Burguês, presidente da Câmara da capital. Pedido foi aceito pelo juiz Eleitoral de Belo Horizonte, Manoel Morais, e Burguês tem prazo de cinco dias para recorrer.
Além de Burguês, figura como réu a conhecida agência de publicidade Perfil 252, do marqueteiro Cacá Moreno. Cacá foi o responsável pelas campanhas do prefeito Marcio Lacerda (PSB), em 2012, e dos senadores Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), em 2010.
O vereador tucano é acusado de gastar em publicidade oficial da Câmara, no ano eleitoral de 2002, R$ 908 mil a mais do que nos anos entre 2009 a 2002. No total, concorrendo à reeleição e ao mesmo tempo que era o responsável pelos pagamentosem publicidade oficial, ele liberou R$ 2,7 milhões.
Para o MPE, Burguês cometou crimes de abuso de poder econômico e político. Ele é acusado ainda de direcionar verbas de publicidade para duas revistas que, posteriormente, publicaram reportagens exaltando atuação política do então candidato à reeleição, eleito em outubro para o terceiro mandato com 7.441 mil votos. O MPE pediu também inelegibilidade por oito anos.
Além da Prefeitura de Belo Horizonte, Cacá tem em sua cartela de clientes autarquias do governo estadual, entre elas a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Fundação Hemominas e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).