Família doa órgãos de grávida baleada em São Paulo
Depois de dois dias no coma, Daniela teve morte cerebral. Bebê sai da UTI Neonatal
A secretária, que havia sido submetida a uma cesariana de emergência para salvar a bebê Gabriela, estava em coma induzido, com a bala alojada na região da nuca. Ela não apresentou sinais vitais quando a quantidade de sedativos foi reduzida.
Foto: Reprodução Internet
“As pessoas tem que morrer para ver se alguém faz alguma coisa. Acontece que a Dani não é a primeira que morre e não vai ser a última vítima da violência. Quantas pessoas vão ter que morrer para alguém tomar alguma atitude?”, completou Araújo.
Momentos antes da confirmação da morte de Daniela, a bebê havia recebido alta da UTI Neonatal do hospital. A menina nasceu com 2,52 quilos e estatura de 42 centímetros, mas apresentou um quadro de taquipneia respiratória (uma pequena dificuldade para respirar) e precisou ficar em observação.
Ainda não há previsão sobre quando a pequena Gabriela poderá ir para casa.
Polícia divulga retrato falado
Retrato falado de suspeito de balear grávida | Foto: Divulgação
Com base no depoimento de uma testemunha que alegou ter cruzado com os bandidos no momento da fuga, a Polícia Civil divulgou um retrato falado do homem que teria atirado em Daniela. Pela descrição, trata-se de um jovem com cerca de 19 anos, alto e pardo. Após a divulgação do desenho, uma denúncia anônima foi recebida pela polícia e pode ajudar as autoridades a localizá-lo.
A investigação também utiliza imagens das câmeras dos condomínios, que mostram a ação dos bandidos. O delegado responsável, Lawrence Luiz Ribeiro, do 37º DP, também submeteu o retrato falado a um banco de dados para compará-lo a outros criminosos.
Revoltados, os moradores da região fizeram uma passeata na rua onde Daniela foi assassinada. Eles alegam que não existe policiamento e que o medo está invadindo o bairro.
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