Brasil enviará cientistas para Centro Comum de Pesquisa da UE
Brasília - Pelo menos cem cientistas brasileiros de diferentes áreas poderão fazer especialização nos institutos de pesquisa do Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia (JRC, por sua sigla em inglês), segundo um acordo assinado nesta quinta-feira pelo Brasil e a União Europeia (UE).
O documento foi assinado durante a Sexta Cúpula União Europeia-Brasil, que reúne em Brasília a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.
Os especialistas brasileiros, cada um com pelo menos um doutorado, receberão capacitação nos centros de pesquisa da JRC em áreas como prevenção de desastres e crise, mudanças climáticas, gestão sustentável de recursos naturais, energia e nanotecnologia.
Entre estes centros estão o Instituto de Materiais e Medidas de Referência, o Instituto para o Meio Ambiente e Sustentabilidade, o Instituto para a Saúde e a Defesa do Consumidor, o Instituto de Energia e o Instituto de Prospectiva Tecnológica.
Troca de conhecimento entre os profissionais
O documento foi assinado em uma reunião realizada na quarta-feira, em Brasília, entre o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o diretor-geral do JRC, Dominique Ristori.
O convênio procura responder principalmente à preocupação das autoridades europeias com a qualidade da carne importada do Brasil. A União Europeia tentou impor regras sobre suas importações de origem animal que foram qualificadas como protecionistas pelos países em desenvolvimento.
A carne é o sétimo produto brasileiro mais importado pela União Europeia. Na cúpula, foram abordados assuntos como a crise econômica internacional, as negociações para um acordo de livre-comércio Mercosul-UE, os debates do G20, o estado da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e os conflitos em países como Mali e Síria.
As informações são da EFE
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