Chefe de plantão do Salgado Filho falta a depoimento sobre o caso da menina Adrielly
Esta foi a segunda vez que Ênio, também médico, faltou à convocação da polícia para prestar depoimento. O delegado Luiz Archimedes, que investiga o caso, disse que ele será novamente chamado e terá três dias para atender à convocação. Caso contrário, será procurado pela polícia.
O neurocirurgião Mário Lapenta, que operou a menina após as oito horas de espera, depôs nesta segunda. Segundo o delegado, o médico afirmou que o caso era extremamente grave e não faria diferença se a operação tivesse sido realizada logo após a chegada da vítima ao hospital.
Vítima morreu na última sexta-feira
A menina Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, morreu na tarde da última sexta-feira, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde. Adrielly teve morte cerebral confirmada no último domingo.
Adrielly deu entrada no dia 26 de dezembro em estado grave na unidade, após ser transferida do Salgado Filho, no Méier, onde esperou oito horas para ser operada. Ela será enterrada neste sábado, em horário ainda não definido, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte.
Menina de 10 anos foi baleada na cabeça durante noite de Natal | Foto: Agência O Dia
A criança havia sido atingida por uma bala perdida na comunidade Urubuzinho, em Pilares, Zona Norte do Rio, e ficou no hospital sem atendimento na noite do Natal.
O neurocirgurgião Adão Crespo Gonçalves, que estava de plantão na ocasião, faltou ao trabalho.
Chefe de neurocirurgia prestou depoimento na última sexta
"Não conseguimos substituí-lo, porque não temos profissionais suficientes na unidade. Ele deveria ter ido a plantão", afirmou Paixão.
No depoimento, a pediatra disse que pediu a remoção da menina várias vezes e não sabe por que não foi atendida.
De acordo com o delegado Luiz Arquimedes, será investigado se o chefe do plantão entrou em contato com a Central de Regulação de Leitos para solicitar a remoção de Adrielly, já que o neurocirurgião havia faltado.
O médico Mário Alberto Lapenta, que assumiu o plantão na manhã do dia 25 e realizou a cirurgia que retirou a bala da cabeça de Adrielly, deverá ser ouvido na segunda-feira.
"Demissão é pouco"
‘Demissão para o médico é pouco’, desabafou Marco Antônio Betim Vieira, de 36 anos, sobre a falta do médico. “A gente é tratado como ‘João ninguém’, um nada”, lamentou, ao visitar a filha.
“Infelizmente, minha filha faleceu. Eu soube às 17h (de domingo), quando o pediatra me chamou na hora da visita. Ela ainda respira no aparelho, mas teve morte cerebral. Não há mais nada a se fazer, estou transtornado”, afirmou Marco.
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