Rio -  Estreante neste Carnaval, o Fica Comigo já pode dizer que será um ‘tremendo’ sucesso. No DNA do bloco, que homenageia os grupos de pagode dos anos 90 e suas letras açucaradas, corre sangue romântico: Alexandre Pessoal, de 39 anos, filho de Erasmo Carlos, lidera a empreitada. A agremiação promete ‘revolucionar’ o coração dos foliões e apimentar os dias do reinado de Momo no Rio.
Para atrair ainda mais público no desfile, no dia 11, a partir das 13h na Praia do Pepê, na Barra, estratégias não faltam: até uma bicicleta personalizada será sorteada. A autora — sim, o concurso é só para mulheres— da palavra que define ‘amor’ mais curtida no Facebook leva (www.facebook.com/blocoficacomigo). Unhas decoradas e camisetas estão entre as atrações.
Alexandre Pessoal, Rafinha e Maurício Araújo organizam o bloco | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Alexandre Pessoal, Rafinha e Maurício Araújo organizam o bloco | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Alexandre herdou do Tremendão, ícone da Jovem Guarda e nome forte do rock nacional, o gosto pela música. Porém, leva em batidas diferentes o seu recado. Com a intenção de fazer algo diferente e falar de amor, criou em 2011 o grupo que já é sucesso fora do Carnaval. Mas nada de metal: o pagode retrô foi o ritmo eleito para cumprir a missão.
“Está faltando amor na vida. Hoje em dia, vejo músicas que tratam o tema de forma imediatista, banal. Sabíamos que muita gente torcia o nariz para o pagode. Fizemos novos arranjos e envolvemos o público, que sente a atmosfera e recebe nossas mensagens”, contou Alexandre, que toca o repertório de Os Morenos, Raça Negra e Só Pra Contrariar, além de ‘Caça e Caçador’, de Fábio Júnior, em ritmo de marchinha. “O público adora”, garante o sambista.
É inegável que o romantismo é a bandeira do bloco: recados de amor são postados a toda hora na página do grupo no Facebook e balões em formato de coração são distribuídos nos eventos. “Fazemos as oportunidades acontecerem. Tem que dar a chance para o acaso e não interromper.
Queremos que as pessoas valorizem a conquista, principalmente os homens, para que eles cheguem com mais delicadeza. Existem vários tipos de mulheres, e eles têm que saber identificar e valorizar”, disse Alexandre, que, apesar de confiante, assume: “Sem dúvida aprendi tudo isso com meu pai e com as mulheres”.