São Paulo -  Uma equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciou na manhã desta quarta-feira o acompanhamento da investigação sobre a causa da morte de três pacientes após serem submetidos a exame de ressonância magnética de crânio na segunda-feira, no hospital particular Vera Cruz, em Campinas (SP). Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, é possível que haja a interdição, em âmbito nacional, do lote dos medicamentos usados nos pacientes.
Técnicos em epidemiologia farão uma vistoria nas instalações e estoque do hospital. Os exames com o uso do composto conhecido como contraste deixaram de ser feitos após a recomendação da Vigilância em Saúde que também investiga a morte dos pacientes. Nesta quarta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde publicou no Diário Oficial do Estado a lista com sete contrastes e soros dos mesmos lotes encontrados no hospital.
A possibilidade de ampliar a interdição do lote dos medicamentos a todo o país será avaliada após a visita dos técnicos. A Secretaria Estadual de Saúde descartou a possibilidade de defeitos no aparelho. Para ela, há duas linhas de investigação: uma contaminação por algum microorganismo e a outra é a contaminação do produto por um componente químico ou metal pesado.
Medicamentos interditados
- Magnevistan, solução injetável, Lote 11568D, com validade: 03/2015, fabricado por Bayer S.A, registro MS 1.7056.0065;
- Dotarem, solução injetável, Lote 12GD324C, com validade: 10/2015; fabricado por Guerbet Produtos Radiológicos,com registro MS 1.4980.0016
- Soro Fisiológico (NaCl) 250ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 252731, com validade:08/2014;
- Soro Fisiológico 500ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 249031, com validade:08/2014;
- Soro Fisiológico 250ml, fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda, Lote 245825, com validade:07/2014;
- Soro Samtec 10ml, Lote SOG, validade: 02/2014;Lote SSN validade 05/2014,
- Soro Equiplex 10ml, Lote 1230970, validade: 07/2014